só sei que é ♥



Deve ser culpa daquele programinha da tv a cabo que fica passando os casamentos mais lindos do mundo, uma história de amor mais delicada e pura que a outra. Deve ser mérito dessa tpm sem fim, ou da falta de tempo pra um carinho demorado. Só sei que ando chorando por nada. Até mesmo florzinha que cresce sem parar aqui em casa faz meus olhos se encherem de chuva. Só sei que agora a tal ficha está caindo, e nosso dia está se aproximando cada vez mais. Só sei meu amor, que te quero, pra todo o sempre.
Deve ser culpa da sensibilidade aguçada, do cuidado que tens comigo, com a gente, deve ser culpa das estrelas e daquele livro amor demais, ou sei lá de quem. Só sei que olho pra nossas contagem regressiva nos post-its do espelho e meu coração se liquefaz em felicidade, transborda amor pelos olhos.
Deve ser culpa sua, por ser assim tão terno e me fazer sorrir a cada novo encontro de olhar, de braços e abraços, mãos dadas. Deve ser culpa sua, em achar graça ao me ver chorando por qualquer motivo bobo, e minha por achar tudo tão lindo nessa vida.
Deve ser culpa do Papai do Céu, e que culpa maravilhosa!, por ter nos colocado outra vez um diante do outro, por ter nos aberto os olhos para o amor que nascia e por ter seus planos tão sincronizados com os nossos.
Só sei meu amor, que fico te olhando de longe sem você perceber, e te amando pelo olhar. Porque é maior que eu posso te mostrar, é maior do que consigo sentir, é maior que nós dois.
Só sei que está quase chegando e só sei que sou a mulher mais feliz desse mundo, só por andar de mãos dadas com as suas e coração entrelaçado ao seu. ♥ 


Escrito bobo,
 sem nexo mas
 cheio de um amor imenso. 

meu passado me condena,


   Todo mundo possui um passado sombrio, que um dia volta e te condena. Lá no Elite, enquanto os comentários giravam em torno de uma matéria interessante, os mortos das profundezas da terra ressurgiram e puft, nos entregaram à prisão perpétua da breguice musical. Nasci embalada na moda dos anos 90 e então, era praticamente impossível não ser alucinada pela Angélica e querer ir de táxi ao  Xou da Xuxa e ainda, sonhar acordada em ser paquita. Na casa da mamãe há vinis e bonecas que comprovam isto. Provas de um crime contra o bom gosto. E tinha também o programinha da Mara Maravilha e do Sérgio Malandro que eu adorava. 
   Além disso, tinha uma tal de Yasmin que cantarolava uma musiquinha que tinha um segredo e namoradinho infantil, que eu não tive, no caso. O único namoradinho que rondava minha cabecinha infantil alucinada era o Ken, que namorava minha Barbie Roberta Close, que na época, eu considerava a mulher mais linda do mundo, até descobrir que ela nem era tão linda assim, e nem mulher a diaba era. Enfim, depois as coisas mudaram, e a Barbie começou a namorar o Daniel (do João Paulo mesmo), que cantava pra ela "eu quero beijar o mel de sua boca, como se fosse uma abelha rainha..." ♪. Essa parte ainda não ficou no passado, ainda gosto do  sertanejo do Daniel (e mamãe também), e da história do berrante, das pintinhas  no rosto e talicoisa.  Coisas caipirescas que vem lá do interior (e do papai). É, pois é.
   Mas aí, tinha a tal novelinha do sbt, Chiquititas, e eu era a Vivi. Fim. Colecionava cd's e passinhos de "mexe, mexe com as mãos, pequeninas" e meu coração doía com a musiquinha Mentirinhas, da Tati. Suspiros. E me acabava de dançar com o Chefe Chico. Era lindo!
   Lá naquela época, a mamãe teve a brilhante ideia de me inscrever na academia de dança da Tia Nessa, e lá, pasmem, só dançávamos ÉoTchan da Bahia, e ainda nos apresentamos por aí de Tarzan, dançando o tchan na selva.. E pagaram para nos ver tá? Éramos a sensação e me achava a própria loira do tchan: "luuuuuz, na passarela que lá vem ela." ♪
Mas enfim, como todo pokemon evolui, passei dessa pra pior quando o sucesso da vez era a Kelly Key com seu Baba e Cachorrinho, o KLB  e toda sua Timidez e a Wanessa Camargo, e me trancava no meu quarto para escrever sobre os desamores infantis enquanto ouvia em alto e bom tom os cd's desse pessoal teen.  Lá no interior as coisas demoravam a chegar, então nunca fui fã das Spices, nem de BSB, e sim de Pedro e Thiago e eu eu fui no show, e ganhei autógrafo e guardava com minha vida. Decadente. 15° andar do subsolo: foi onde minha reputação foi parar agora.
   Até que a coisa que já estava preta, se queimou totalmente quando surgiu as meninas do Rouge e a Ragatanga, e os encontros dazamiga na garagem de casa tentando aprender perfeitamente o "Aserehe ra de re, de hebe tu de hebere seibiunouba mahabi, an de bugui an de buididipi", e junto com elas ainda veio os meninos do Bro'z e a tal da Favorita: "Sim, sim, sim" ♫. Sim, o fim da picada. Uó do borogodó.
   E como o buraco é mais embaixo, paralelamente surge o Bonde do Tigrão e o cerol na mão, as chuchucas, a dança da motinha, o tapinha não dói, o Furacão 2000 e afins do mundo do funck, quando ainda as letras eram 'leves' e a gente se achava as popozudas  perdendo a linha e dançando até o chão. Tá, essa parte vezenquando ainda volta nas festinhas e a gente se rende ás batidas do ritmo,  e ainda de arrisca rebolando: chão, chão, chão.
   Agora, Sandy e Júnior é um caso a parte e totalmente especial. Quem não era fã dessa duplinha fofa que atire a primeira pedra. Chorei horrores por não ter ido ao show deles uma vez, numa cidade vizinha. Era parte do fã clube. Tinha Cds. Fotos. E compreiocdacústicoeouçosemprequequero. Sim, é verdade. Adoro os dois até hoje. Agora sim, me entreguei. Desci nas profundezas do inferno. Eu e azamiga fazíamos tudo, exatamente TUDO ouvindo Sandy e Júnior. "faz turu, turu, turo aqui dentro.."♪♫♪ Sem contar que não perdia um episódio d'aquele programinha do domingo na Globo (e teve a novelinha Estrela Guia que acompanhei do início ao fim) e que agora tá passando no Viva  e sempre que dá eu assisto beibê. 


   Mas como tudo nessa vida tem salvação, aos onze, doze anos conheci a Malhação, a Nanda, o Gui, a Revista Capricho e a Atrevida (gastava todo meu suado dinheirinho com as duas) e o Rock'n Roll, e passei a ser fã de carteirinha de The Calling, Red Hot, Charlie Brown Jr, Linkin Park, Avril Lavigne, Good Charllote, Pink, Pitty, CPM22, U2, Oasis e tudo de mais lindo nesse mundo, e enchi meu quarto de pôsters, minhas unhas de esmalte preto, meus pés de all star e fui ser feliz forever. Hoje, graças ao bom Deus, a maturidade fez com que o gosto musical se misturasse e apresentasse uma refeição saudável aos meus ouvidos: Rock, Mpb, samba e as coisas lindas dessa vida.  Porque meu passado não me condena, ele as vezes, é o próprio presente. (Sandy & Júnior Forever  e imoooooooortaaaaaaaal. ♫ )

faltam cem,



Enquanto rabisco um mimo pra você, tento me lembrar de cada pormenor da nossa rotina, só pra deixar registrado no post-it que guardei feito tesouro, cada peça importante desse nosso quebra-cabeça.
Mas minha memória, você sabe, é falha feito a de vovó de 80 anos que troca os nomes dos dez filhos e vinte e tantos netos, pra acertar um só. Só sei que a surpresinha que bordo pra você tem a ver com os cem dias que estão faltando pro dia mais lindo das nossas vidas. Só sei que mesmo com essa rotina atropelada pelo relógio que tiquetaqueia sem parar, boto a cabeça no travesseiro à noite e sonho bonito nosso dia especial. E sonho nossa viagem. E sonho nossas descobertas, nossos sonhos lá do futuro. Sonho nossos filhos, várias vezes na semana. Sonho ser Francisco, mas você diz que é nome de gente velha e eu digo que acho lindo. Li aquele livro e fiquei apaixonada com o apelido: Cisco. Sonho ser Maria, Maria Luiza, só pra cantarolar pra ela dormir a música do Tom: é do cabelo amarelo, dos óio cor de chuchu...♪. Sonho ser Helena e já estou comprando aquele exemplar do livro do Machado de Assis do sebo pra mostrar pra ela quando estiver mocinha: Aqui filha, você é um clássico. Sonho nosso futuro enquanto o presente corre feito louco diante de nós. Daqui a pouco o grande dia chega e os detalhes dessa correria ficarão para trás. Ou não. Por isso rabisco no papel colorido, com multicores de lápis, o que ando esperando do nosso dia vinte e nove. Por isso escrevo lá o quanto sou apaixonada por cada gesto seu. Ternos. Escrevo pra você, repetidas vezes você. Guardo um mimo ali pra te dar e não deixar que a rotina esmague esse romantismo que me ensinou ser a essência do nosso amor, e guardo bem ao lado a tal mania de escrever você, bordar você nas minhas linhas, pra te ler eterno em mim. Escrevo cada parte do desenho do seu corpo, do seu gesto, das suas palavras pra te gravar em mim, porque você é meu melhor escrito. Guardo você no meu amor, nesse romance que nunca, e faremos com que assim seja, nunca saia da nossa moda.   Romantismo mesmo que modificado e entrecortado com musiquinhas bregas de propagandas de shampoo.

toin, toin, toin, toin. ♫

o amor que fica,



Fica, porque a saudade é grande demais. E grita. Fica, porque o amor cresceu com a gente, mãos dadas. Fica, porque dói com a distância. Fica. O amor fica. A saudade aperta e não dói, faz estragos. Tudo passa, mas o amor fica. 
Vezenquando me faltam as palavras amigo, é como se eu as engolisse num gole só e não conseguisse tirá-las de volta, mais maduras. É como se o sentimento só soubesse correr nas veias. É como se eu voltasse no tempo em que escrevia cartinhas pro's amigos que tanto queria bem, sem respostas. É como se as minhas palavras não fosse bordadas, é como se ficassem ao vento, sem lenço e documento. É como se observasse tudo num plano distante, ausente. É como se... 
Ah amigo, se tu soubesse. Ah, se tu soubesse como meu coração fica pequeno quando a distância fala mais alto e nos impede de compartilhar sorrisos e fotografias. Ah, se tu soubesse como meus olhos viram chuva ao imaginar que tantos anos de amizade devem caber em pequenos finais de semana. Ah, amigo, se tu soubesse.
Agora, dia sim, dia não, nossos olhos são obrigados a enxergar tantas tragédias e tristezas amigo, e aí meu coração resolve que tem que fazer doer, que é pra lembrar que a vida é um instante e que amanhã pode nem chegar ♪, como cantarola a Pitty desde sempre. Aí amigo, meu medo é não ter tempo de dizer uma quantidade significativa de vezes o tamanho da importância de você na minha vida. A imensidão do amor que sinto desde pequenos, crianças. Não sei amigo, se você sabe o quanto temo não termos tempo suficiente pra matar tanta saudade acumulada nesses anos de distância. Saudade amigo, é todo aquele amor que cresceu e ficou. Ficou. Fica. Fica porque é e sempre será.
Sabe amigo, escrevo sem tem por quê, sem pra quê, só pra você saber, que posso estar longe mas meu coração fica aí, com você. Escrevo palavras sem nexo, sem cores, porque segundo uma poeta, a saudade é preta e branca. Escrevo que é pra você não esquecer de mim. Escrevo que é pra te pedir pra guardar meu lugar aí dentro de ti. Escrevo pra você saber que minha vontade era de sorrir junto e abraçar junto, como antes. Que tudo o que mais quero, é que seja eterno este amor que ficou, que fique, fique, fique pra sempre. Porque a saudade tá demais amigo, tá demais.

' it’s always better when we’re together' ♫

Àqueles que são pra sempre,
todo o meu amor.
 

tanta falta,



"O que a memória ama fica eterno. 
Te amo com uma memória imperecível." 
Adélia Prado


Confesso que fazia um tempo que não parava pra pensar em você e em tudo que representou pra mim, mas faz uns dois dias que chorei por você, escondida debaixo do travesseiro enquanto fazia minhas orações. Chorei porque a saudade vovó, doeu lá no fundo sabe?! Chorei porque me lembrei de quando ganhei um despertador do Mickey da senhora, pra não perder a hora na escola, onze anos atrás. Chorei porque a lembrança pareceu distante. Tentei me lembrar da sua voz cantarolando cantigas enquanto fazia seus afazeres e nada, outra tentativa, em vão. Tentei me lembrar do toque macio da sua pele marcada pelo tempo e de cada ruga que caracterizava seu rosto, mas aí vi que o tempo castigou foi a mim e me roubou outra lembrança tão doce. Abracei apertado o travesseiro esperando sentir seus braços me envolvendo, me cuidando, como sempre foi. Nada. Por que o tempo faz isso vovó? Por que ele se acha no direito de ir apagando gota a gota as recordações mais bonitas das nossas vidas? Por quê? Dói vovó, dói e eu não posso fazer nada à respeito, a não ser me sentar para trabalhar diariamente enquanto olho pelo canto do olho nossa foto juntas na mesa, eu um bebê e você vestindo o sorriso mais lindo desse mundo todo. Esse seu sorriso, que sempre foi a razão do sol brilhar. E tudo em você, que fez com que tudo fizesse mais sentido, fosse mais especial. Sempre foi você vovó, sempre, até que. 
Era você até que de uma hora pra outra, aquele até logo se transformou num adeus pra sempre e o chão que eu pisava já não existia. Vezenquando, quando eu paro pra pensar em tudo, parece que não aconteceu e que quando o portão da sua casa se abrir e aquele barulho característico avisar que alguém chegou, você sairá no quintal, pronta pra abraçar quem quer que fosse. Seu sorriso era abraço também vó, e era o abraço mais macio que já experimentei na vida. Um abraço que só vovó tem, um abraço que tinha gosto de algodão-doce, de fruta fresca, de bolo saído do forno. Sobra tanto espaço agora. Sobra uma casa vazia e uma janela solitária sem sua companhia.
Dias desses eu chorei vó, e chorei por que me não tinha me dado conta de que já havia se passado tanto tempo. Chorei por que há tantas novidades que não tenho como lhe contar. Queria poder me sentar com você lá naquele banco e te contar que me mudei, e que não precisa sentir saudades e que pode me ligar todo dia, como sempre fazia (Esqueceu da vó? Não passou aqui hoje!). E estou quase me formando vó, queria que sentisse orgulho de mim e estivesse lá naquelas poltronas aplaudindo minha vitória ano que vem, na formatura. E tem mais: já já estarei vestida de noiva, lá na Matriz, me casando com o melhor homem desse mundo, e queria muito que estivesse lá pra nos abençoar.Queria MUITO. Queria poder lhe dizer o quanto eu te amo vovó, e me angustia não saber ao certo se te disse isso vezes suficientes, pra que a senhora tivesse certeza absoluta da verdade do meu sentimento por você. Mas a verdade maior ainda, é que acho que há mais presença em mim, do que a sua falta. Todos os seus ensinamentos eu guardei cá dentro e os bordei junto aos valores que aprendi te observando, diariamente. O maior deles talvez tenha sido a vontade de viver sorrindo e esbanjando a alegria que temos por dentro e valorizando essa vida que corre como louca, e a agradecer ao Pai do Céu por cada pequeno detalhe da nossa existência, sempre.  Guardo cá dentro também, a certeza de que aí de cima, sentada numa nuvem-algodão, a senhora olha carinhosamente por todos nós e sorri-abraçando a gente com sua ternura. É bem nessa hora que sinto meu coração se encher de calor, do amor de você.  Por você, pra todo o sempre.

Pra vovó mais doce do mundo, 
que me lê lá do céu.

as últimas cartas de amor,






Enquanto me concentro numa leitura incrível, de um romance lindo e triste, você sorri do lado e diz que é porque é bonitinho me ver lendo. Aí as lágrimas antes emocionadas com o romance, agora se misturam com a realidade de seu divertimento, companheiro. Talvez você tenha ganhado meu coração naquele momento em que reconheceu e admirou esse meu vício saudável por esses objetos de guardar histórias, impressas. Talvez, junto com aqueles quatro livros do Nicholas Sparks e aquele cartão de um mês de namoro e bons momentos, já havia mais sentimento do que imaginávamos. O livro pelo qual eu me derretia naquela noite era "A última carta de amor", aonde os personagens principais se perderam um do outro por quarenta anos e se reencontraram graças à uma última carta de amor, perdida num arquivo de um jornal. Bem antes da leitura eu já achava importante te encher da minha escrita amadora, pra eternizar um sentimento que só cresce, cresce. Talvez eu já quisesse garantir que não nos perderíamos um do outro e que nossa história continuaria sendo escrita e mais tarde contada, linda. Aí rabisco bilhetes por aí, envio mensagens no celular, só pra registrar o quanto te quero bem e quase saio dançando e cantando quando é você quem escreve amor e me envia no celular, num meio da tarde. Você, meu anjo, ainda borda lindamente palavras pra me conquistar a cada dia e regou nosso começo de namoro com todas essas cartas de amor, que nunca serão últimas, nunca. E lá no finalzinho, o que mais me aquece o coração, é ler sua assinatura: 'Do seu sempre, sempre seu Gabriel.'  Pra mim, é ali que nosso amor transborda, nessa 'promessa' e certeza de um sempre, sempre juntos. Hoje meu bem, escrevemos nossas cartas de amor naquele olhar demorado, só nosso. Nas dancinhas e musiquinhas que inventamos pra nossa rotina, bregas e lindas. Num jantar preparado com dedicação, numa carona para o trabalho e um punhado de beijos de bom dia, bom trabalho, até mais tarde. Está no cuidado que tem com nossa pequena família, que está só começando. Que nossas últimas cartas de amor se renovem com um novo sms, com um novo cartão e bilhete, dia após dia, daqui a quarenta anos e por toda a eternidade. Que as últimas, nunca sejam as últimas, porque eu serei sempre sua, sempre sua Ana.


De um Desafio Blogueiro e uma apaixonada 
pelo olhar de mar do futuro marido.

prazer, Pratododia!





O Pratododia, pobre coitado, anda ora cheio de ideias novas, ora vazio, feito balão de ar. Mas é nessas horas em que a inspiração resolve comprar passagem só de ida pro Triângulo das Bermudas que as amigas lindas nos salvam. A querida Lu Brito indicou o meme  criado lá no Verdade Mal Contada, da Deyse, pra eu responder sobre o blog, então, vamos lá! (:

1. Como surgiu o nome do blog?

Quem nunca ouviu falar na trupe "O Teatro Mágico"?! Se não, faça-me o favor de conhecer AGORA.
São músicas carregadas de encanto e poesia, que vem engrandecer a alma da gente, dia após dia.
O nome do blog veio da música "Pratododia", e resolvi que escreveria forever 'tudojunto' assim mesmo,  que é pra enebriar os olhos de quem lê: É 'Pra todo dia', ou 'Prato do dia'? Depende do seu ponto de vista, amigo leitor.

2. Há quanto tempo o blog existe?

Desde 13 de Junho de 2010. Qua-se três aninhos. Um bebê.

3. Como você divulga o blog?

No começo, não divulgava nadica de nada do blog. Morria de vergonha. Com o tempo, fui me tornando mais segura e passei a divulgar nas redes sociais. Hoje o blog tem até fanpage, chiquérrimo!

4. Quais assuntos tem mais visualizações?

Amor uai. O blog transborda esse sentimento. E as parcerias com a MF também foram vistas por bastante gente.

5. O que te motivou a criar um blog?

Desde sempre gostei de escrever, mas eram rabiscos pra mim mesma, nada com muito requinte. Até que, resolvi que precisava expressar um turbilhão de emoções que corriam na minha veia, e querendo acompanhar a modernidade, resolvi que o blog era a melhor saída. No início, era quase um diário. Aos poucos, a escrita foi melhorando, a preocupação com o que os outros querem ler, com o português certinho.

6. Onde você mora?

Moro em Belo Horizonte, Minas.
Mas nasci lá no interior, lá na 'terra do foguete', Santo Antônio do Monte.

7. Quais são os objetivos do blog?

Nada muito concreto. É uma maneira de deixar a alma escrever e se expressar. Sem cobranças, naturalmente. Foi assim desde o início, e foi assim que a blogosfera me presenteou com muita coisa boa: Novas amizades, amadurecimento, descobertas e 'talicoisa' - que foi uma descoberta roubada amigo gaudério Ton -  entre outras cositas.

8. Quais são os blogs que você visita frequentemente?

Os que estão ali do ladinho. Sempre que tenho um tempinho passo pela lista e vou me atualizando.

11. O que te inspira a criar posts?

Coisas do dia-a-dia. O amor do namorido, uma música, a árvore que vejo da janela do trabalho, um dente de leão roubado do asfalto.

10. Qual a sua idade?

Vinte e um anos até o dia 22 de março.

11. Além do blog, tem alguma ocupação? Se sim, qual?

Estou cursando o sétimo período de Arquitetura e Urbanismo, à noite.
Faço um estágio na área de Engenharia Civil de manhã, e outro na área de Arquitetura à tarde.

12 . O que mais gosta de fazer no final de semana?

Viajar pro interior pra rever a família e os amigos. E, passar os dois dias em frente à televisão assistindo a muitas séries e filmes, com direito a vinho e carinho do namorado.

13. Gosta de café?

Completamente viciada.
Aqui em Minas é: Gosta de 'cafézin'?

14. Pretende fazer algo para o blog em 2013?

Me dedicar mais a esse espaço. Conquistar a disciplina de postar regularmente, talvez diversificar os temas.
Trocar a roupa - já em andamento -  e escrever, escrever, escrever.



 - Indico pra responder ao meme: 
EmiTon e Ariana.  - 








post-its e outras rotinas,


 em parceria com a doce-de-amora, Maria Fernanda
Amanheceu.

O despertador é quem diz insistentemente. E ainda me diz que é preciso sair da cama quente, na manhã fria e chuvosa e ir à luta incansável do dia-a-dia. O despertador cantarola (ou grita apenas) que todo dia é dia de deixar a preguiça no armário e sacudir a poeira da motivação e ir estudar, trabalhar, sorrir mais um pouco, descobrir coisas novas e até, quem sabe, ensinar algo a quem tanto já sabe. Os dias, que na agenda nova de desenhos coloridos, correm sem parar em meio as minhas anotações aleatórias e post-its sem fim.

A gente leva e releva essa vida de rotinas incessáveis e atropelamos o tempo antes que ele nos atropele. Apesar de, a gente sorri e grita pro céu, como se um simples olá fosse mesmo capaz de assustar as nuvens e fazer o sol pincelar o manto de azul anil claro e convidativo, nos enchendo de falsa-euforia. Suficiente só para conseguir virar as páginas da agenda colorida. Suficiente para engrandecer no trabalho e crescer na vida. Suficiente para repor as energias enquanto vivemos dançando conforme a música, até que chegue a hora da música tocar conforme a gente dança.

Aí a gente entardece, como se fôssemos sol-coreógrafo de um ballet com nuvens cor-de-rosa-algodão, num cenário amarelo-ouro-alaranjado. Lindo. E fica uma pontinha de sensação de dever cumprido, enquanto no pote de expectativas, fica um dedo a mais de empolgação para o dia seguinte que nem acordou. Dormiu. Mentalmente, a gente alimenta a mania de listar tudo que é importante (ou não) e vai riscando o que foi feito, e sonhando com o que ainda vai demorar a acontecer. É a aquela história, de que um dia a gente dança a música, noutro, a gente toca ‘pra ver a banda passar, cantando coisas de amor.’♪♫

Amanheceu.

O despertador é quem diz insistentemente. E ainda me diz que é preciso sair da (...)


através de você,





As Coisas Tao Mais Lindas by Cássia Eller on Grooveshark



Uma vez e outra já me peguei pensando em você. Sei, sei que sabe que acontece segundo-a-segundo, mas não desse jeito. As vezes observo seu olhar pensativo expresso num mar de olhos verdes e me pergunto como é pra você, ver a mim. É aí que eu me perco em devaneios, aonde quero me ver através de você, só pra saber se você se atenta as sardas tatuadas uma-a-uma no meu rosto, ou quem sabe até, já decorou-as e tem afeição especial pelas que moram nas pálpebras, num abre-fecha por você. Ainda, só pra saber se você gostou mesmo dos cabelos curtos, ou se só elogiou para abrandar meu sofrimento em perder dois palmos de  fios loiros. Só pra saber, amor. Só pra saber. 

É tão bonito sabe, olhar e me encontrar nos seus olhos, observar a profundidade que enxerga a vida, a mim, a nós. Queria poder ver, através de você, o quão especial você anda enxergando o ano, que mal nasceu e já nos alegrou, tanto, tanto. Tão bonito, que dói amor, que dói. E vezenquando quero ainda tentar ver, se você também vê o que enxergo no espelho quando me vejo, e se fica nessa de gosta-e-não-gosta como eu fico, insegura. Mas eu amor, enxergo em você, o homem mais lindo desse mundo todo. 

Vez, outra, outra e outra, já me peguei andando nas nuvens enquanto te observava doando-se inteiro para o cãozinho, nosso amor em quatro patas, ou com as pequenas crianças que nos cercam,  e antes mesmo que eu perceba, meus olhos viram chuva só de te imaginar como pai dos meus filhos. Você será tão dedicado amor, vejo isso. Aí, vem a mania de pensar se você me observa assim, quando em vez, amorosamente entregue ao papel de mãe. E choro outra vez. E outra, mais outra. 

Sabe o que é engraçado, tentar enxergar, através de você, o quão boba você me vê. Essa mania incurável de sensibilidade, que chorar por tudo e qualquer coisa. De emoção, de tristeza, por nada. Vejo a mim, e sorrio, como você sorri pra mim quando vê chuvisco escorrendo pelas sardinhas, e sorrio outra vez. Seu sorriso é sol, amor, e ilumina meus dias. É lindo. 

Agorinha, me perdi pensando longe-perto, no dia que me verá entrando na igreja pronta pra dizer sim ao resto de nossas vidas. Vejo a mim, emocionada, tentando não olhar para os lados e me concentrando só no seu olhar-de-mar. E eu, de cá, verei você se concentrando (ou não) pra não chorar antes da hora e sorrindo, como quem diz: vem, que sou seu porto seguro. Vejo nós dois, mas vejo um só.

Através de você amor, enxerguei a vida.




piscantes luzes.






Encontro-me e perco-me entre estas luzes piscantes que me cegam e abrem meus olhos. Pensamentos alados, ao lado: borboletas e dentes-de-leão se des-fa-zen-do, frágeis.  Olhos que teimam em se afogar, sem ar. Porta-retrato-da-vida em cima de uma mesa qualquer, esperando apenas. Aguardando, serena. Melancolia de fim de ano, de ano novo, de querer mais que poder, de sonhar e só sonhar. Querer voar, em alto e bom tom. Ruas escuras, luzinhas delicadas, jingobell anunciando mudanças. Eu, esperando mudanças e cantarolando jingobell, que é pra ver se Papai Noel me ouve. Súplica.

 Não tem cartas, nem listas, só uma oração arranhada. 'Que seja melhor! Que seja melhor! Que seja melhor!' E doce, se achar que é merecido, completo baixinho. Bai-xi-nho que é pra não querer demais, voar mais alto que as asas aguentam... Que apenas, possamos planejar, mais uma vez. Uma certeza. Uma luz que não pisque, pisque, pisque. Uma luz pra i-lu-mi-nar tantos sonhos encaixotados. Uma luz pra não deixar que esqueçamos de sonhar - imaginar. Uma luz, permanente. Uma certeza. 


Só porque a decoração de Natal nas ruas,
 decora minha alma também, de sonhos e esperanças.

Feliz  Natal. ;*

tag: skoob - minha estante virtual.




De memes, só entendo aqueles bem pobrezinhos da adolescência, de quando existia o tal caderno e este, passava pela mão de vários amigos e através das respostas, você buscava conquistar e ser conquistada? Pois é. Eis que depois de anos, aparecem alguns memes interessantes, relacionados à leitura. Este, é de fato o primeiro feito aqui no blog, indicado pela Lulu, do Caixa Preta. Vamos à brincadeira: 


1-Quantos livros lidos você tem na sua aba LIDO no skoob?

Apenas cento e treze. Comecei a ler compulsivamente de fato, por volta dos 11 anos, mas a biblioteca da cidade era um tanto quanto: pobre. 


2-Qual livro você está lendo?

Lá na minha aba do "Estou lendo" há três livros. O que leio um dia aqui, outro mais na frente, é o "Cartas", do Caio Fernando Abreu. Não vejo necessidade de o ler de um gole só, preciso dele em doses pequenas, pra absorver melhor tudo de bom que há neste livro. 
O segundo, é "A menina do Vale", da Bel Pesce. A Bel, tem apenas 24 anos e é uma empreendedora de sucesso. Este livro é sobre como a história dela, pode nos ajudar na vida! Entusiasmo é a palavra do livro, estou aprendendo! O último, e de jeito nenhum, menos importante, é o maravilhoso (dizem) "A menina que brincava com fogo", do sueco Stieg Larsson. É o segundo livro da trilogia Millennium, e se for julgar pela maravilha que foi o primeiro, vou terminar a leitura em êxtase. (Espero).


3- Quantos livros você tem na aba "Vai ler" ? 

Por enquanto, noventa e seis.


4-Você está relendo algum livro? Qual é?

Não, ainda não.
Preciso fazer uma lista dos que quero reler, dentre eles estarão: "A culpa é das estrelas" e "A menina que roubava livros". Ah, quero reler a série "A mediadora" também: Jesse e Suzy, ever. 


5-Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?

Cinco livros abandonados. 
"As crônicas de Nárnia", sim ele é bom, mas é pesado demais pra andar com ele na bolsa, e foi me cansando. 
"Diana: Crônicas Íntimas", o livro que conta os últimos tempos da vida da princesa da Inglaterra, mas achei cansativo! Talvez pelo fato de as letras serem miúdas demais pra minha hipermetropia.
"O alquimista". Li outros livros do Paulo Coelho e achei o começo deste muito insosso, muito igual ao outros. Sei lá, não gostei e abandonei.
"Aliança Profana" foi ganhado de uma banca de promoção! Li a sinopse e fiquei alucinada! Comecei a ler e puft: leitura cansativa. :/
E "O amor nos tempos do Cólera", peguei emprestado e talvez por imaturidade na época, não conseguir passar das primeiras páginas! É um clássico e quero tentar outra vez. :)


6- Quantas resenhas você tem cadastradas no Skoob?

Zero. Isso, nadinha de nada.
Não sou boa em contar minha versão dos livros lidos. A emoção toma conta e fico naquela: É nossa! Uau! Lindo! ou Um lixo. ;/


7- Quantos livros avaliados você tem na sua lista?

Oitenta e cinco. Yeah!
Estou tentando criar a rotina: Ler - marcar como lido - avaliar.
Tem funcionado.


8- Na aba favoritos, quantos livros você tem registrado? Cite alguns.

Favoritar um livro custa um pouco! Há tantos por aí que eu leio e penso: Mudou minha vida!
Tenho 14 livros na minha lista, dentre eles, o MARAVILHOSO, "A culpa é das estrelas". John Green conseguiu ganhar minha admiração forever! E ainda, "O diário de Anne Frank", que foi o livro que me fez apaixonar por literatura que envolve guerras. (Sim, gosto, gosto, gosto). 


9- Quantos livros você tem na aba "Tenho" ?

Míseros 75 livrinhos.
Pra alcançar a meta da biblioteca, vou ter que acelerar o passo. (Alôu Papai Noel? )


10- Quantos livros você tem na aba "Desejados" ?

Desejo loucamente ter quarenta e quatro livrinhos! Apenas.
Lista que cresce consideravelmente a cada pesquisada no skoob alheio e no submarino. 


11- Quantos livros emprestados no momento? Quais? 

Três. (mimimi).
Três xodós emprestados e esquecidos na estante do vizinho.
"Marley & eu", com a menina da república.
"O menino do pijama listrado", com o menino da faculdade.
"Ciranda de Pedra", com a irmã de infância.


12- Você quer trocar algum livro? Quais são?

Nananinanão.
Troco não moço, é apego sabe?


13- Na aba "Meta", quantos livros você tem marcado? Cumpriu esta meta?

Programei 26 livros pra este ano. O ano foi corrido e só consegui ler 21.

14- Qual o número do seu paginômetro?

32.659. 


15- Qual o link do seu perfil no Skoob? 


(N)ana no skoob.


' o amor começa numa metáfora '


                                           How Deep Is Your Love by Bee Gees on Grooveshark

                                                         ' I know your eyes in the morning sun. ' ♪

Mandava beijos macios, de chuva, de céu. Queria o mundo inteiro abraçar, de uma só vez, pra depois lhe dar. O mundo, o abraço, a mim. Não parecia, não trans.parecia, não me entregava. Fechei-me num buraco, bem fundo... profundo. Mas é a quela história que já contei, recontei... você resolveu ir plantando sementes a cada sorriso, a cada beijo de carinho, a cada rosa entregue - dia após dia -  e o amor não resiste, se solta e voa. Voou, ficou. O amor deve ter começado ali, numa metáfora que eu disse ou que você disse, sei lá, sei que começou aí... num beijo macio, ou em algum 'fulore' nas suas mensagens enviadas... sei que começou, sei que ficou, sei que ...que completa sabe? É só ficar morando aí dentro do seu abraço uns minutinhos, enquanto o filme assusta, o futuro assusta.É só olhar e te ver chegando com esse seu sorriso, trazendo primavera pro meu coração tão cheio de inverno. Foi só perceber que nossas metáforas se encaixavam, que  seu sorriso me iluminava e que nossos planos se encontravam.. foi amor, é amor, será amor.


É, tinha muita poeira em cima das  letras,
a aprendiz de escritora está enferrujada. 
Só o amor é que salva, veja só. (rs)
E Bee Gees lá no fundo, fazendo sua parte.

Aproveitando um tema antigo do desafio blogueiro.

(N)ana.


Imagem: Maari Ramos.
(modificada)



ser leve,







Da janela da mesa de trabalho, fico observando as árvores ali da rua de nome de estado brasileiro e o vento brincando de dança com as suas folhas, uma a uma, que caem amareladas e tímidas no asfalto de mais de trinta graus, aí, de repente me bate uma vontade de leveza, de dente-de-leão, de virar sopro, poesia pura. Pudera eu, viver assim o tempo todo, assistindo dança bonita, sentindo o vento se enroscando pelas ondas douradas dos cabelos longos e feito música que embala sonhos, f-l-u-t-u-a-r caminho a fora, sem esse disse-me-disse de cidade grande. 
Da janela, vejo um pedaço de céu que em tarde de sol a pino me parece mais um bordado, com essas nuvens aqui e acolá salpicadas nesta imensidão azul. Mais parece algodão, colchão pra sonhar e ler tudo que é história bonita lá de cima,  feito borboleta multicolorida. Quisera eu ser passarinho, ter o dom de cantar, encantar, bailar com o vento... voar.  Quisera eu ser vento, brisa, ser pluma... ser melodia que se ouve em silêncio, tirar tudo que é pesado do bolso e ser leve, e só.  Quisera eu ser dente-de-leão, voar de cabeça pra baixo e mais nada.




Um amontoado de palavras 

e sentido algum. 

Urgência sufocante de brisa, 

de vento. 
Realidade demais pra tanto sonho. 



uns versos, e só.








brisa de inverno, eterno. um rodopio no ballet, a dois, maré. 

um amontoado de escritos de memória, e só. de saudade, de história.
um cheiro no travesseiro, corriqueiro, o suspiro em letras, derradeiro.
uma prenda, merenda, emenda, venda de rendas de bolas de sabão. 
o que é segredo, bordado de medo, rochedo, enredo de paixão.







 versos que são,
versos que foram. 
verso que é. 
e só.

assim, feito flor caída.




On My Mind by Donavon Frankenreiter on Grooveshark


 _ É caduca, olha só.  - Disse enquanto passeava com os dedos entre as ondas do cabelo dela.
_ Hein? Caduca? Eu? - Espantada, levantou subitamente do gramado daquela pracinha, e encostou a cabeça sobre os ombros dele.
_ É caduca oras, aquela árvore ali ó, não tem flores, nem folhas então é de caduca que a gente chama não é? Foi tu quem me disse, daquela sua aula de paisagismo não lembra?
_ Ah é, me lembro. Aquela acho que é um Ipê roxo, tá vendo? Mas suas flores eram cor-de-rosa antes de caírem nesse chão gelado daqui. Era roxo só de nome.
_ Um Ipê é? Mal dá pra ver. Fica irreconhecível sem flores, fica sosso, sei lá. 
_ É. 
_ É? 
_ É. Me sinto assim, não sabe? ca-du-can-do diariamente, aos pouquinhos. Gole por gole perdendo minhas flores pelo caminho...
_ Tá se achando irreconhecível também?
_ Um pouco. Isso é, sei lá... Acho que fui perdendo as flores - e - sonhos por aí, tenho medo de me esvaziar e no fim das contas, sobrar só casca, não entende? 
_ Entendo. 
_ Entende mesmo? 
_ Entendo. Mas sabe, no fim das contas mesmo, acho que tudo que a gente é, fica na raiz, tão bem guardado que não tem jeito de se perder...
_  Será? 

_  Eu acho. - Abraçou-a docemente enquanto pensava que só ela conseguia ser mais linda que aquele sol que estava pra se deitar nas montanhas, n'aquela cor que sobraria do desbotamento azul do céu, que vira dança em amarelo-ouro puro. 
_ Então...
_ Então, eu acho que você não se perdeu, só isso. Você abriu mão de alguns planos, desfez outros, mas nem por isso é alguém pior que já foi um dia. 
_ Sei.
_ Tô sendo sincero poxa, dá pra prestar atenção?
_ Continue. Tô ouvindo.
_ A gente perdeu muitas flores no caminho, é verdade. Mas vê só, elas caíram cá embaixo olha! Caiu, e virou adubo pra raiz ficar mais forte. Caíram as suas folhas, pra te encorajar a seguir em frente, s-e-m-p-r-e!   - E então ele se levanta e estende a mão pra ela levantar, e a abraça como se a estivesse protegendo do fim do mundo.
_ É por isso que não vivo sem você. - E beija suavemente o rosto dele. Depois a testa e o pescoço. Por último a mão e aquele símbolo dourado de união.
_ Por isso o quê? 
_ Por que você me faz seguir em frente e pensar que sou capaz.
_ Por isso eu te amo! 
_ Por isso?
_ É. Por você me deixar te proteger de você mesma. Você as vezes tem mania de lutar contra si mesma.

_ Me deixa dentro deste abraço pra sempre?


(um sonho bordado todinho em dentes-de-leão, 

passagem na travessa do ipê caduco, foi roxo, e cor-de-rosa, caiu todinho no chão, 

um final de semana todinho de abraço protetor, 

um tal de desbotamento azul, azul...

e 'oh my mind' que não me sai da cabeça

.

_ tudo, tudinho batido no liquidificador.)

mil vezes nós dois.




Pra Sonhar by Marcelo Jeneci on Grooveshark


Café da manhã com wafer e mel, torrada e geléia e café com leite quentinho, ou o suco de maracujá, tudo ao lado seu. Acordo sonhando.
Você assim, dia após dia coladinho no sofá, debaixo do cobertor, dividindo pipoca enquanto o filme aterrorizante me assusta, e você acaricia levemente minha mão. Suave são esses seus olhinhos cor do mar, que ficam me olhando e brilhando ao mesmo tempo em que seu riso bobo aparece no rosto. E o meu riso de canto da boca aparece, de companhia. 

Mãos dadas pelas ruas, enquanto o cãozinho passeia saltitante e alegre, tão família. Um carinho nos cabelos desgrenhados espontaneamente, inesperado, infinito. É tão fácil ser feliz assim, tão leve, tão incrível: é sorrir e receber sorriso em troca!
No que ainda é sonho, multiplico e vejo você e eu por mil, milhares, incontáveis vezes amor. Que é pra o encanto nunca se quebrar, o romance e carinho só acrescentar e você e eu, de branquinho num altar, pra dizer sim ao amor, infinito. Pra escrever nossa história, pra sonhar. 


"Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar.."
Marcelo Jeneci e essa musiquinha que derrete.  



não tanto.




Não me ame tanto by Karina Buhr on Grooveshark
Não me ame tanto assim meu bem, pro seu bem, pois não vê que essa história de ser assim, ao pé das letras, tá virando monomania, pois cada escrito aqui é seu, pra você. Mas não, não se assuste com essa mania de você e não se afaste quando um mau-humor acordar junto com meus olhos e cabelos desgrenhados ao lado, após o despertador interromper a calmaria do sono dentro do seu abracinho. E ainda, não se chateie quando este humor azedo perpetuar durante o resto do dia e repelir suas tentativas de aproximação, por razões bem bobas, bem infantis. 
Costumo ser melodramática demais, com os olhos prestes a transbordar em chuva e nem sempre a culpa será sua, então meu amor, não me ame tanto, tanto assim... 

Não me ame tanto, pois vezenquando uma insegurança baterá a minha porta e precisarei desse seu pulso-palavra-firme pra colocar meus pés no chão, pra colocar um pouco se confiança nesse meu pote vazio. E ainda, outras vezes farei cobranças: o romantismo que esfriou, o texto que não leu, o jantar que não elogiou e o beijo que não deu, mas não se zangue.  Vez ou outra a instabilidade me pega de jeito sabe, fico sensível demais, nervosa demais, exigente demais, mas saiba sempre, que no fundo o que quero é te dizer o sim, na rua, na chuva, na fazenda, não importa mesmo. 
Não meu amor, não me ame tanto, pois já não sei escrever nada bonito pra te oferecer, fico na mesma ladainha, escrevendo mentalmente enquanto assistimos um filme,  e você já nem lê. Não me ame um tanto certo, me ame um tanto a mais a cada dia. 


mais um tema,
dessa musiquinha,
pro desafio da semana.



zumbilandia



Uma história de amor, ah! o amor... by Clarice Falcão on Grooveshark


Devo confessar, sempre fui medrosa, sempre. Desde bem pequena quando corria espantada para a cama dos pais, pedindo colo e proteção contra tudo que era bicho estranho que aparecia nas paredes do quarto, debaixo da cama, ao lado do travesseiro. Tenho medo, e me derreto como manteiga só de pensar em sinais de coisas de outro mundo vindo em minha direção. Vivo apavorada, em busca daquele abracinho que protege contra qualquer vestígio da zumbilândia que habita minha mente, tão cheia de loucuras... Você vive achando graça dessa minha mania de acreditar em tudo que é fora do comum, de sair correndo de pavor do escuro, de te pedir auxílio, exílio dentro do teu peito, tão seguro. Você vive às risadas enquanto quase choro com o horror que é sonhar com o filme cheio de sangue e suplico que não me assuste ainda mais com brincadeiras e sons de monstros. Tenho medo, sou covarde... Talvez seja culpa da imensa ansiedade, de uma proteção de criação, mas o fato é que ficar sozinha é o que mais me assusta. Sentir lágrimas gotejando no colchão sem ter uma mão entrelaçada na minha, sem o boa noite-canção-de-ninar-sonhos-bons chegando calminhos aos meus ouvidos nervosos... Sentir vontade de fugir aterrorizada e não ter um abracinho de guarda me segurando, é disso que tenho medo e por isso é pr'aquele colo que sempre correrei quando os zumbis da vida real estiverem atrás do meu sorriso, por que ele é só seu, guardei no seu peito, meu porto-seguro...


(Para acompanhar o tema sombrio, a mu-si-qui-nha fofa da Clarice!

compositor de uma música só






Uma bagunça crescia ao redor das coisas, dos livros, das roupas no armário. Papéis de cores submersos em uma e outra pilha da revista mensal e minhas mãos ligeiras ansiando liquidar os quilos de poeira sobre tanta coisa ali, até que os olhos mais ágeis encontraram aquele monte de envelopes. Papel de guardar recordação, de enviar abraços e beijos por debaixo da porta, porta-carinho que vem junto a um presente, coladinho nas flores. Meus olhos tocaram o papel bordado com a letra daquela música que fez pra mim, presente de aniversário, cantiga de roda pro coração.

Passei a tarde cantarolando a musiquinha feita de amor, mentalmente, lembrando o ritmo que cantou pra mim naquele meu aniversário, depois do almoço no restaurante preferido, e me apaixonei outra vez mais. Havia um recado escrito no verso, palavras bonitas, bem escritas como são as suas, as li uma por uma enquanto enchia o peito de emoção, e os olhos marejados de afeto líquido gotejavam na folha, tão bem escrita, tão bem guardada, assinada pelo meu compositor de uma música só. Mais encantador que a música, é ser a musa de uma canção só, de um coração só, só meu, só nosso. Tão amor.

te dou meu poema sujo,



Guardei retalhos daqueles meus tecidos coloridos na caixa de poá, depois de brincar tanto de tentar bordar um carinho, um mimo pra você, nosso dia.  Guardei as canetas coloridas, uma por uma no estojo translúcido, guardei a inspiração tão bem que nem me lembro onde, perdi. Guardei, depois tirei cor a cor os lápis e rabisquei letras de garranchos no post-it verde limão, aquele papelzinho que cola feito beijo na parede do peito. Rabisquei meia dúzia de letras amarradinhas de ternura, mas secas de novidade. Virei rotina, escrevo rotina repetidamente num bilhete-cola  pra pregar no espelho, que é pra você ver e sentir amor, mesmo nesses poemas sujos, bilhetes de porta de geladeira que espalho por aí. 



Pro desafio da semana,
da semana passada.
passou, e agora que ficou.