magia perfeita.

Eu vim reivindicar,
quero isso todo dia.  


Um pouco mais de dois anos. É o tempo que a trupe do O Teatro Mágico faz parte da minha vida.
Desde o dia que a canção Ana e o Mar a mim foi apresentada, o meu mundo passou a ter uma magia diferente, um toque especial.
Cada letra, cada melodia, cada arranjo. 
Momentos diversos vividos, e que sempre encontro canções que se encaixam a eles.
Sempre encontro uma letra, que traduz o que estou sentindo.
Ontem completou o terceiro show que fui. (2 com a trupe  e 1 com Anitteli,e banda).
Mas não tenho palavras para descrever o que eu senti ontem.
Os motivos são vários.
Foi o primeiro show que a Talinha foi comigo, aquela que me apresentou a eles.
Foi o show em que fiquei louca com o beijinho que a Deinha mandou pra mim.
Foi o show que eu fiquei anestesiada, quando todos se sentaram pra ouvir Realejo.
Foi o show que eu mais pulei.
Foi o show que as 2h de espera foram esquecidas assim que as luzes do palco se acenderam.
Foi o show que deixou meus pés moídos, depois de ficarem sem chão durante vários momentos mágicos.
Foi o show que depois de estar totalmente acabada, descabelada, suja, suada, eu recebi um elogio do Galldino. Não tem preço.
Foi o show que eu peguei na mão do Odácio Anitelli e disse: _ Oi meu sogro!
Foi o show que a Talinha e eu mais esperamos, e ali , eu só tive uma certeza: Aquela, era minha melhor amiga de infância.
Foi o show que conheci pessoalmente o Wallace, depois de algumas conversas.
Foi o show que eu tremi, me arrepiei, ouvindo Sonho de uma Flauta, e assitindo a Deinha Lamego, a Andrea Barbour e  Wallace, dando um show de interpretação.
Foi o show que eu ouvi o Anitteli contar duas novidades: A primeira: O Trio fará show no Teatro da Izabela Hendrix, na minha faculdade.  (:
Segunda: Em BH, terá comemoração do aniversário de 7 anos do TM, em dezembro.
Foi o show que conhecemos outros fãs,
Foi o show que vimos outras pessoas virarem fãs. 
Foi o show que vi a Carol em transe, com tanta beleza. Ela ficou muda e hipnotizada. 
Foi o show que lavou minha alma.
Foi o show mais incrível da minha vida.
Nada disso tem preço. 
Tudo que foi vivido e sentido nesta noite, não tem preço.
Valeu cada segundo esperando. 
Valeu o cansaço, valeu a dor no corpo.
Valeu muito a pena estar com vocês,
Muito obrigada trupe mágica.
Muito obrigada, meninas. 






Música muito rara, em liquidação.




Ana Flávia Sousa Silva

memórias.

Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena nao ter pressa pra passar. .♪ 


Faz um tempo curto que o pensamento não vai tão além para que alcance o outro lado do céu.
Isso é bom. 
Mas o estranho é que agora, a história vivida. A história presenciada. a história dividida.  A história narrada e comentada.
A história que emocionou. Indignou. Alegrou. Já não é lembrada, e o mais triste, é que as próprias personagens, se esqueceram do quão belo foi escrevê-la.
Hoje, a lembrança vêm, como todos os dias. Mas, se uma maneira branda, como uma leve brisa. 
Parece até que a saudade, é a mesma de quando se está lendo um livro, e que quando acaba, você sente falta daquela rotina, de ler em casa, no ônibus. E sente aquela vontade de ler o mesmo livro, inúmeras vezes.
Por pura comodidade. Pois tudo já é conhecido, é familiar. 
O medo é o empecilho de alçar novos vôos pelo mundo da literatura real.
Mas enquanto o mesmo livro é relido, outros, que estão esperando para serem descobertos, deixam de mostrar o quão interessante é essa nova história. Os novos personagens não parecem tão interessantes a primeira vista.
É difícil se despedir de uma história. Das suas personagens. Do cenário imaginado. 
Mais difícil ainda será se o novo livro for descartado, pelo simples medo da história acabar um dia. 
Mas isto, inevitavelmente, acontecerá. É a ordem natural da vida. 
Nada é eterno. Basta saber fazer ser, enquanto durar.
E não ter medo quando um novo livro, uma nova personagem,  lhe pedir algumas horas de atenção. 
Pois, de uma forma ou de outra, valerá a pena.
Dar uma nova chance para a vida, nunca é demais. Dar uma nova oportunidade a sua vida, NUNCA É DEMAIS.
Agora, vendo aquela história de longe, com uma saudade boa e com a sensação de que tudo não foi em vão,
busco na biblioteca da vida, um novo livro pra ler, pra fazer da minha história, a sua. 


Ana Flávia Sousa Silva

Escute a morte:




eu sei ser animada, sei ser amável. agradável. afável. e esses são apenas os As. só não me peça para ser simpática. simpatia não tem nada a ver comigo.



- A Menina Que Roubava Livros

ANA E O MAR. k3

♪  
 Ana aproveitava os carinhos do mundo, os quatro elementos de tudo, deitada diante do mar... ♪ 
(tm)

O sono de Mariana sempre chegava antes do fim da história, A menina andava na beira da praia recolhendo espelhos partidos, conchas amarelas e estrelas de cinco pontas. Chamava-se Ana, a menina de cândida doçura. As ondas induziam cavalos-marinhos a fazerem cócegas nos seus pés. A maré mudava de acordo com o relógio biológico dela. E os pescadores das redondezas costumavam consultar o horóscopo da menina antes de conduzir suas embarcações. Corria a boca pequena que a paixão do Mar por Ana sincronizava o ritmo e o som das águas. Era realmente um atrevimento, um despautério aquele caso de amor. Ninguém concordava ou achava possível que aquilo pudesse ter um final feliz. Num dia de sol e chuva, a menina subiu na pedra mais alta, tirou o relógio e mergulhou nos braços azuis do seu amado. E o encontro de Ana e Mar foi como sal e doce se sobrepondo na mais inesperada combinação, E o sono de Mariana sempre chegava antes do fim, na melhor parte da história que sua mãe insistia em lhe contar todas as noite.



wonderland .

( Brincando entre os campos das nossas idéias !  tm





Estava aqui pensando... E se aquela menina tivesse visto o Coelho Branco , no momento em que a história se tornara cansativa, assim como Alice?  Poderia ter caido num buraco primeiro, e mais tarde chegaria a um País de Maravilhas, pintaria rosas brancas de vermelho, esticaria, encolheria, cresceria novamente, diminuiria mais uma vez. Poderia ela ter tomado chá com um Chapeleiro Maluco,e em seguida ser enfiada numa chaleira. Poderia ter  se encontrado com  gatos e largatos estranhos . Muita coisa seria diferente, se antes, ela tivesse corrido atrás do coelho. Mas o SE não existe. Agora ela também sabe disso.




Qual a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?  
Alice in Wonderland

Sr. da madrugada ,

 Horas são, horas vão, horas são.  tm


    A avidez me levou um dia a pensar, que os lapsos corriqueiros que sentimos são inócuos, pretendemos saber de tudo aquilo que é desconhecido, assim pensamos no que já se tem e buscamos algo que ainda nao se tem, ainda não se fazem no presente como antigamentes. Furtamos o óbvio, queremos viver sem barreiras, fugidios, e ao nos deparamos com algo que não nos causa mais sofreguidão, angústia, desejos em cima do desconhecido pensamos onde erramos e já nao brindamos, pois só se brinda quando existem planos, deixamos as taças cairem, lentamente elas procuram e rapidamente encontram o chão, duro e sério, e essa avidez que me levou a pensar jamais foi embora, mas a vida sempre nos dará motivos pra sorrisos e lagrimas. Proponho um brinde e calo-me.


Luis Augusto Caetano Monteiro