Meu lar

Já tem vários dias que estou querendo escrever a você um bilhete daqueles mal feitos, que só eu sei fazer, pra te falar das minhas bobagens sentimentais. Não tenho muito talento com as palavras como você e meu vocabulário é, por vezes, infantil. Eu, que sou sua menina de fala mansa, fico a todo tempo buscando provar pra mim mesma que cresci e que agora, se algo não der certo, eu não vou mais chorar no seu colo. Mas eu sempre choro, porque você é o meu lugar seguro. Já ouvi dizerem por aí, que seja possível um lar ser uma pessoa e não um lugar, acho que em algum livro, não sei, mas eu tenho certeza que é verdade, você e o Macgyver são o meu lar e é pra vocês que eu sempre quero voltar.

Eu passo o dia esperando a noite chegar, para poder chegar na nossa casinha e ter mais um pouco dos nossos momentos pra depois, antes de dormir, agradecer por cada um deles enquanto você já dormiu ao meu lado. Acho que a cada dia somos mais um o lar do outro e nós dois, o daquele pititinho peludinho. E ser lar, muitas vezes, é também ser firme pro outro aprender a ser mais confiante ou a ser mais organizado. E também ser a mão que guia o caminho desconhecido ou que apenas, faz companhia. Acho que é ainda, ser silêncio quando os nervos estiverem a flor da pele por coisas pequenas, porque já vai passar.  Ser lar é aquele cafuné antes do sono, uns minutinhos deitado sobre o peito e o bom dia dado com voz doce e lambidas caninas. Sermos lares é essa rotina tão gostosa que a gente tem criado e recriado a cada dia e mais que isso, colocarmos amor em tudo que fazemos um pelo outro.

As vezes eu preciso te escrever essas cartas e acho que você já está acostumado com isso, mas a gente sabe das coisas mesmo que elas não sejam sempre escritas. E eu acho que sempre que a coisa apertar, sempre que eu cair e sempre que eu tiver um pesadelo infantil, eu vou continuar chorando nesse seu colo tão certo, mesmo que seja só através de um olhar.Porque você é o meu lar e é a coisa mais linda do meu mundo. 

BEDA 19|31

Essa tal fase adulta


Enquanto caminho pelas ruas de uma capital um pouco distante da minha origem, sempre me pego observando os vários moradores desta grande roça. Se me distraio, já fiz uma análise completa da vida do pedestre que passou há um segundo do meu lado, e fico imaginando os sonhos que a pessoa teve e se os realizou.  Quando vejo graciosos idosos, inevitavelmente lembro-me da vovó, e meu peito enche de saudade. Imagino se esses velhinhos tiveram a oportunidade de concretizar todos os planos que um dia, bem antes do século virar outra vez, fizeram. Talvez, objetivos como os meus, sonhados e imaginados nas caladas da noite, entre uma prece e um pai-nosso, nos seus vinte e poucos anos. Passo ao lado de um senhor de cabelos brancos e pele marcada pelo tempo, e penso se chegarei a esta idade. Tomara, pelo amor de Deus.  

Lembro de quando esperava a chegada dos quinze anos e, cai do cavalo ao descobrir que quando os quinze chegam, os outros anos vem sem parar, sem ao menos nos deixar respirar.  Aos dezoito, realizei uma coisa que queria muito: deixei o conforto da casa dos meus pais para estudar em uma cidade grande e morar quase sozinha. Aos dezenove, tinha medo de que quando os vinte chegasse, eu correria contra o tempo e agora com vinte e quatro só tô tentando entender o que é esse negócio de vida de adulta e o que a vida tá esperando de mim.

A gente imagina que depois que se formar, tudo vai se encaixar como um quebra-cabeça e que a graduação era a peça que faltava para estar empregada e com a vida ganha. Seis meses de formada, nem a carteira do conselho chegou, troquei de emprego duas vezes e ainda não sei dirigir. Sigo comendo miojo de tomate quando o marido não tá em casa e burlando as idas à academia desde que voltei das férias. Continuo acreditando que todos os problemas se resolvem com uma panela de brigadeiro e até agora, a única coisa em que eu sou boa mesmo, é em fazer bolo de cenoura. Tem alguma coisa muito errada nesse cálculo que eu fazia anos atrás, esse negócio de crescer tá meio que fora dos eixos.

Ao pensar lá na frente a sensação é de medo, porém não da velhice, porque já disse que quero ficar bem velhinha. A minha preocupação é se eu finalmente estarei bem na carreira, se o marido estará feliz na dele, se os filhos que virão terão saúde e se teremos tempo de ensiná-los os valores que importam. Se vamos ser bons o bastante para entregar bons cidadãos pro mundo e se o mundo estará um pouco melhor para recebê-los. E se, pelo amor de Deus, ainda vai ter água, porque eu sou meio que viciada nisso e tô meio apavorada.

A gente meio que idealiza o que ainda está por vir, mas aparentemente, a vida acontece devagar e a gente tem que se acostumar. Não é que não estejamos correndo atrás o suficiente, talvez apenas não seja a hora. O que sei, é que ser adulta as vezes é uma barra, como todas as fases que já passaram e que ainda vão chegar e a gente é que tem que saber levar, na maior classe possível. Mas vezenquando a gente desaba e corre pro colo mais seguro, chora um mar inteiro, escreve um desabafo sem sentido, intensifica as orações, acende umas velas e faz umas promessas, porque sem fé é que não dá pra esperar algo do que ainda está por vir.

>>Vem ler também os textos sobre crescer da , da Babi, e da Magdinha ♥

BEDA 18|31


[Tag] Sandy & Júnior


Segunda-feira pelo visto é dia de Tag e desde fevereiro, quando a Tary publicou este vídeo, eu fiquei alucinada querendo responder esta que ela criou. Ela pegou músicas da melhor duplinha da nossa vida e fez dez categorias para associarmos a livros e se tem um assunto que não me canso de falar, este é livros. Logo quando vi, escrevi no meu caderninho todas as respostas que eu gravaria pro ArqLeitura, mas a chance de fazer isso em vídeo e eu não segurar a voz é muito grande, então preferi escrever e poupar todo mundo da minha cantoria horrorosa.

1. O que é imortal não morre no finalUm livro que não foge do óbvio.
Simplesmente Ana, Marina Carvalho. É aquela releitura de contos de fadas que a gente já conheceu em O Diário da Princesa () , porém a personagem é belorizontina e conhece o pai através do Facebook. Tem muitos clichês, algumas coisas meio nada a ver, mas é gostosinnho até.

2. Eu acho que pireiUm livro meio maluco (ou que te deixou meio maluco).
O Jogo do Anjo, Záfon. Até hoje eu não entendi o livro, sério. Fiquei grudada nele, lendo sem parar de tão envolvente é a história, mas continuo sem saber se o cara era doido, se tudo era verdade ou se quem viajou no final fui eu. Não entendi. 

3. Esse turu, turu, turu, turu aqui dentroUm livro que fez seu coração bater mais forte.
Julieta, Anne Fortier. Gente, que livro maravilhoso. Já falei um pouco dele aqui e continuo não sabendo lidar com aquele romance, com os personagens e com os mistérios da história, é muito perfeito. 

4. Você desperdiçouUm livro com plot mal aproveitado.

Budapeste, Chico Buarque. Amo/sou Chico, amei Leite Derramado, mas este eu li, li, li e li e não me senti envolvida de jeito nenhum. É um escritor que vende suas histórias para outros publicarem como se fossem suas, um personagem sem carisma, sem vontade parece. Não senti nada lendo o livro, mas poderia ser incrível. E deve ter gentes por aí que acham, mas não me pegou.

5. Olha o que o amor me faz, fiquei tão boba, fiquei assimUm livro/autor que te deixou boba (o) de amor.

O Projeto Rosie, Graeme Simson. Muito amor por esta história e pelo Don. Um chick lit, com personagem masculino que tem um tipo de autismo e quer encontrar uma esposa a partir de uma rigorosa seleção. Como não amar? Vai sair o filme dele, mas por enquanto a gente pode ter um gostinho com este "trailer" da editora.

6. Vai ter que rebolar, rebolar...Um autor que vai ter que rebolar pra te reconquistar.

Nicholas Sparks. Teve uma época que eu amava as histórias dele pois delas sugiram filmes maravilhosos. Só que lendo uma atrás da outra a gente vê que é tudo igual, daí larguei. Ainda tenho uns dois ou três dele pra ler, mas ele vai ter que rebolar um bocado pra me conquistar de novo. E olha que nem sou tão exigente assim.

7. Faz sorrir, ou faz chorar...: Um livro que te fez rir e também te levou às lágrimas.

Extraordinário, R.J. Palacio. Eu me diverti muito com o senso de humor do Auggie, muito mesmo, mas morri de chorar em três momentos: Dayse, acampamento e discurso do diretor. Nunca vou superar aquele discurso, nem a Dayse.

8. Inesquecível em mim: Um livro que vive reaparecendo na sua mente.

Meu pé de Laranja Lima, José Mauro de Vasconcellos. Eu só fui ler esta maravilha ano passado, porque ganhei dos meus pais. Eu devo ter passado o livro inteiro com a mão no peito, sentindo tudo que Zezé sentia e assim, valorizando tudo que eu tenho e tive. Talvez seja meu livro favorito da vida. 

9. Quero aprender com vocêUm livro que te ensinou muito.

A vida em Tons de Cinza, Ruta Sepetys.  Mais um livro que tem como tema principal a Guerra, só que na visão do povo da Rússia. Lá, Stalin e seu poder opressor sucumbiu 20 milhões de pessoas aproximadamente, levadas à trabalhar em campos de trabalho forçados, os chamados Gulags, a versão russa de um Campo de Concentração. O livro é de bonito de doer e faz a gente repensar inúmeras atitudes nossas que poderiam ser tomadas de outra maneira. Ensina com a dor daquele povo.

10. Baby, eu já sabia que ia dar certo: Um livro que você amou antes de ler.

Mary Poppins, P.L. Travers. Amei antes de ler porque a minha edição é aquela especial do Ronaldo Fraga, com as ilustrações que ele fez com linha de costuma, coisa mais linda. Eu só conhecia a história de uma maneira meio torta, achava que fosse a mesma de Nanny McPhee, a babá encantada, então já amava antes de ler. É bem diferente, mas amei mesmo assim.

>>Aproveitando este post, quero pedir a você que ajudem esses dois bebês lindos a ganharem um concurso de fotografia, curtindo a foto deles AQUI. Obrigada! :)

BEDA 17|31

Começar de novo


Eu amo primeiros dias de aula. Eu amo estudar, por mais que nos últimos anos tenha reclamado muito disso no twitter e de ter desejado intensamente que a formatura chegasse logo, eu amo estudar.  Meu último primeiro dia de aula mesmo havia sido há mais de cinco anos, quando entrei para o curso de arquitetura e urbanismo, era o meu primeiro, mas o vigésimo dos meus colegas. Entrei atrasada porque o processo de se conseguir uma bolsa, de levar a documentação e ser enfim matriculada, leva um pouco mais de tempo que os alunos regulares. Eu amo primeiros dias de aula e este último, me fez ficar louca-apaixonada pelo assunto CIDADE, porque o meu professor era incrível e falava sobre com um amor até então desconhecido pra mim. Obrigada José Júlio, JJ, nosso patrono. 

Sou filha de professora, sobrinha de professora, de secretária e cozinheira de escola e quem cresceu nesse meio, com este tipo de gente, sabe o que é ser cobrado para ser o melhor em tudo. Eu fui e hoje, apesar de ser motivo de inúmeras decepções pessoais, eu agradeço, porque foi a cobrança que me fez amar ter algo pelo qual estudar. Deve haver casos aonde o resultado é o contrário e a pessoa fica traumatizada e abandona tudo, mas comigo, foi amor. O engraçado é que eu só percebi isso, de fato, quando acabou a obrigação, quando fui lá e apresentei a monografia e o TFG, quando fui lá e recebi o canudoquando finalmente, teve o baile de formatura (sdds baile). 

Semestre passado meu primo entrou para o curso e fui com ele na aula inaugural, porque teria uma palestrante fodástica na área de geografia/urbanismo e eu estava completamente em crise existencial por não ter mais aulas para frequentar. Estava com saudades do ambiente, dos professores, dos amigos e da própria rotina em ter algo para fazer além de trabalhar 8h/cuidar da casa/trabalhar freelancer/vida social. Talvez seja porque desde o nono período eu estava apavorada com a ideia de fazer a transição de aluna para profissional e talvez seja porque a vida de formada demora a acontecer, ainda mais debaixo desta nuvem negra chamada crise brasileira.

Enfim, o que quero dizer é que esta semana, na segunda-feira eu tive um novo primeiro dia de aula, com direito a olhos brilhando de admiração e frio na barriga. Com direito a ser colega de classe de dois antigos professores meus e vários profissionais bacanas. Este semestre dei o primeiro passo rumo ao meu sonho de mestrado/doutorado, me candidatei a uma disciplina isolada do mestrado da Escola de Arquitetura da UFMG. O professor aceitou, me matriculei e desde então, a sensação é que um fio de cabelo meu já é mestranda na área. É claro que muita água ainda passará debaixo desta ponte chamada vida, ainda terei que fazer duas provas, publicar artigos (conta muitos pontos), defender meu projeto de pesquisa numa entrevista, mas só de estar um pouco dentro da Escola, de conhecer os professores e eles me conhecerem, já é um passinho, de formiga, mas é. A gente chega lá, o importante é sair do lugar e recomeçar e amanhã estaremos lá de novo, com a mão freneticamente anotando todas as vírgulas ditas, porque é esse tipo de coisa que me completa, acabei descobrindo.
BEDA 16|31

Pratododia





Quando comecei a fazer a programação do BEDA, coloquei na planilha que falaria do novo layout, o que falei um pouco lá no post de volta do blogue. A incrível Maria Fernanda, de novo me presenteou com uma nova cara ( e um caminhão de inspiração) pro Prato, com predominância de branco e preto e um toque de um tom de verde que amo. Estava meio cansada dos tons de rosa que já fizeram festa por aqui. Queria alguma coisa mais clean, com pouco detalhe e acho que ficou do jeito que eu queria, não, ficou bem melhor. A Fê mais uma vez foi uma linda cuidando daqui com todo esse carinho e aguentando toda a minha indecisão e eu nunca me cansarei de agradecer. Amiga, que o seu coração só receba o bem em troca do que faz. ♥

Aí, essa semana descobri que o blogger guardou todos os banners antigos (sou meio atrasada nessas coisas) e resolvi que seria um lindo sábado para a gente rever as mudanças que já tivemos. Cada fase está representada no banner, umas delicadas, outras alegres e uma mais querida que a outra. 


Estes dois aí de cima, são de 2010/2011, e eu em minha infinita criatividade quem fez. Muito originais e trabalhados, só que de jeito nenhum né. Mas eu gostava, era uma fase que o blogue era mais um diário pessoal que aguentava minhas tempestades, não o divulgava e não sabia nem seguir alguém. 

Aí, conforme fui entendendo um pouco mais desse negócio de bloggar, também fui conhecendo pessoas maravilhosas que se compadeceram da minha situação e criaram layouts lindos pra cá, porque até então era só modelos padrões da plataforma. E é o que sei até hoje. Este aqui em cima, foi a Gabi Rodrigues quem fez em 2011 e o de baixo ela fez em 2012, eu acho. A Gabi casou, teve filha e parou de escrever, o que é uma pena porque era excelente no que fazia. 

Em 2013 achei que já sabia brincar e troquei para este banner aqui, que nem é tão ruim assim, vai:


Mas aí, a Lu Brito, me presenteou com uma mudança aqui e fez esta fofura rosada aqui embaixo. Até aqui, teve muita comida né? 

Ano passado a Fê começou a me salvar e  fez esse banner lindo em preto e amarelo que eu amo e assim, fazendo uma nova leitura do nome do blogue. De Prato do dia, passou a ser Pra Todo dia, o que quis manter pra tirar um pouco desse negócio de comilança e o pessoal novo que chegar aqui, não achar que era um blogue de culinária. E agora, tá essa coisa amor em preto e verde, também criado pela Fê, como disse lá em cima, ela quem fez tudo de novo que tem aqui hoje. Estes dois são os meus favoritos. Gente, esse coração amarelinho, não aguento. ♥


Com o passar do tempo a gente vai diminuindo as coisas e deixando só o que é essencial, daí me sobrou o nome e a autora, um blog limpo e muitos amigos que tenho feito antes e agora, com o beda. Obrigada vocês que leem desde 2011 e aos que tão chegando agora. É muita pitanga chorada, mas a gente tenta melhorar sempre. E olha que lindo de novo, sobrevivemos à segunda semana, ou seja, metade já foi.

BEDA 15|31


[Meme] Complete as frases

Lá no primeiro dia do Beda eu avisei que a gente trabalharia muito com tags, memes e postagens coletivas, certo? Então aqui estamos, graças à indicação da Thay- que foi linda em ajudar as amigas a preencher possíveis lacunas na programação (não que a gente tenha, né) - para completar as frases propostas. 
As regras são claras:  Completar todas as frases |  Repassar para 10 blogs e avisá-los | Marcar na postagem quem te marcou | Comentar com o link de suas respostas. 
>>Sou muito medrosa. Sempre estou com o pé atrás e sempre acho que vai dar muito errado. Acho até que seja uma maneira de preservar meu coração das possíveis decepções e dar espaço às boas surpresas. Melhor que eu me surpreenda positivamente do que eu ir com muita sede ao pote e cair de cara no chão. Sem contar que qualquer barulhinho que eu ouço quando estou sozinha, tenho certeza absoluta que são espíritos e não o gato da vizinha fazendo qualquer gatice.
Desculpem por isso. Vi uma vez e agora estou digitando sem olhar porque não tenho saúde.
>> Não suporto calorão. Ok de férias na praia, ok no Rio de Janeiro, mas na vida real não gente, obrigada. Calorzinho é delícia, cê sai da sombra buscando aquele pedacinho de vitamina D, esquentou, saiu. Mas no verão aqui, passo a estação mal humorada. Não há ar condicionado que resolva, tudo fica ruim, a água faz mal, a comida cai como pedra no estômago, a gente já sai do banho suando, ninguém merece. Mas basta chegar março com o outono que eu já fico bem de novo, sem morder ninguém. Juro.

>>Eu nunca dirigi. Acho que nunca nem sentei como se fosse a motorista num carro. A única vez que Gabriel me pediu para tirar a chave, girei ela para o lado contrário, liguei o carro sem querer e ele andou, traumatizei. Mas claro que num futuro próximo vou entrar para a auto escola bonitinha e tudo será lindo.
Eu já briguei muito com minha melhor amiga|irmã de infância. Tipo, muito mesmo. A gente é muito parecida e isso sempre acabava nalguma confusão, mas depois de umas horas (ou dias), era como se nada tivesse acontecido. E ela é uma das minhas melhores amigas hoje ainda, a gente nunca se perdeu uma da outra.
>>Quando criança eu resolvi que seria uma excelente ideia levar todos os pintinhos da galinha que meu pai criava no quintal, para um delicioso banho no tanque. Q u e m o r t e h o r r í v e l, tiverem. Ninguém nunca tinha parado pra me dizer, nos meus seis longos anos de experiencia, que eles morreriam afogados. Mas gente, passei até condicionador pras penas ficarem muito fofinhas, mas eles foram amolecendo na minha mão, aí eu deixava de lado e pegava o outro e assim segui a vida até que não sobrou ninguém. 




>>Nesse exato momento podia estar dormindo, mas estou ouvindo a novela e fazendo este post para ficar programado e não furar nenhum dia do Beda. 
>>Eu morro de medo de morrer. MUITO medo. Tanta coisa ainda pra se fazer, todo dia peço à Deus proteção e saúde, o resto eu prometo que corro atrás, só me deixe aqui por mais 80 anos, tá bom, 104 é uma boa idade.  Obrigada, de nada.
>>Eu sempre gostei de comer. Eu poderia fazer a fina e dizer que sempre gostei de ler, o que não é mentira, mas comer é um prazer tão grande pra mim que supera. E não tenho preconceitos, amo legumes e frutas, arroz e feijão, não ligo se não tem carne, mas dou a vida por um doce. O que me faz lembrar que fiz uma promessa e só volto a comer doce no dia primeiro de janeiro de 2016. 
>>Se eu pudesse teria ao menos cinco filhos. Amo família grande e sempre achei o máximo o fato de minha mãe ter tido dez irmãos. Mas, queria mesmo três, mundo difícil e talicoisa. Mas se conseguirmos ter condições financeiras e psicológicas pra dois, já tamo no lucro.

>>Fico feliz quando estou em casa quietinha na sala com Gabriel e Macgyver, melhor momento, melhor lugar, minhas pessoas.
>>Se pudesse voltar no tempo voltaria para o dia do meu baile de formatura. Que dia maravilhoso foi aquele. Estar com as pessoas que construíram aquele sonho comigo, com meus amigos incríveis, com meus pais sorrindo de orelha a orelha, não teve preço. A gente estava feliz demais, realizados demais e com a sensação de dever cumprido, em partes. Dançar valsa com papai e Gabriel, tirar fotos na cabine com papai, mamãe e Maria♥, levar a turma de amigos mais animada de toda a festa e não querer ir embora, porque era como se estivesse apenas começando. Não lembro de ter comido quase nada, não sei se dei atenção a todos os convidados como deveria, mas sei que eu estava em outro planeta, de tão contente. 
>>Adoro ter tempo para ler. Aquela tarde preguiçosa de sábado, a fila do banco, a espera do médico, o caminho pra casa, o intervalo das aulas. Ainda mais agora que temos aplicativos capazes de guardar os livros pra gente no celular, qualquer hora é hora. Nem dá mais pra esquecer o livro, coisa mais linda. 
>>Quero muito viajar para Itália. Acho que já falei aqui em algum momento que sou apaixonada com a Itália e meu sonho é passar uma temporada conhecendo cada vila, cidade, ruela, restaurante e vinícola de lá. Eu amo massas e com isso, muito provável de eu voltar de lá no compartimento de carga do avião, voltarei obesa.
>>Eu preciso conseguir finalizar o Beda sem pular nenhum dia. Questão de honra. Mais que isso, tem sido um ótimo exercício isso de postar todo dia, de registrar momentos que eu deixaria passar e de conhecer gente nova, blogues novos e blogueiros super talentosos.
>>Não gosto de ver esses vídeos/fotos de animais sendo maltratados. Não tenho saúde pra ver este tipo de coisa, me doí profundamente saber que há pessoas capazes de fazer coisas horríveis com seres tão indefesos e fico só imaginando como elas tratam seres humanos, que tem voz pra discordar das suas ideias.

>>Indico para responder:  Maria Fernanda | Analu | Babi | MagadaCamyli | Renata | Gabi | minha mãe, meu pai e você Xuxa. :)


BEDA 14|31


Carta à Ana do futuro

Querida Ana,

Estou lhe escrevendo de novo, mas agora do passado, daqui de 2015 e tomara que aí no nosso futuro as pessoas tenham retomado o hábito de escrever cartas, e quem sabe tenha se tornado mais uma daquelas coisas que se faz pra ser considerado cool e vintage, mas a gente sempre gostou né? Eu sou você de vinte e quatro anos, como sabe e, espero com todo coração que você seja eu, de oitenta e cinco. Espero que com os anos, a gente tenha aprendido a justamente esperar menos da vida e a curtir mais o que temos no momento, mas agora nesta carta eu ainda devo conjugar muito o verbo esperar, por favor, releve isso.

Espero que esteja lendo esta carta rodeada de filhos, netos e cachorros, na casa com varanda e jardim que construiu com Gabriel e que estejam todos com muita saúde e motivos pra sorrir. Espero que já tenha trabalhado muito e conseguido estudar tudo o que sonhava e que agora, esteja usando o seu tempo livre para os pequenos prazeres da vida com nossa família. Espero, pelo amor de Deus, que tenha aprendido croché e que agora esteja fazendo muitas roupinhas para as crianças que estão só chegando e que tenha aprendido a cozinhar melhor, mas que Gabriel ainda esteja fazendo maravilhas na cozinha por vocês, por nós. 

Espero que tenha se dedicado mais à saúde e ao esporte em algum momento, porque hoje você sabe, não temos muita disciplina com este tipo de assunto. E que você tenha voltado a dançar, a pintar, a desenhar, porque a saúde da alma também é importante e nessa correria que anda nosso dia a dia, só sobra tempo pra ler uma coisa ou outra no ônibus. Ah, falando nisso, a gente aprendeu finalmente a dirigir? Tomara que tenha sido num futuro um pouco mais próximo. 

Espero que a água não tenha acabado, que as pessoas tenham aprendido a ser mais gentis e que as cidades estejam mais sustentáveis. Que a política não esteja um caos, que a pobreza tenha sido superada e que as crianças tenham mais oportunidades e não estejam virando marginais, cada vez mais cedo. Que o governo tenha aprendido a tratar a educação e a saúde como prioridades e que cada vez mais tenhamos cidadãos do bem, dispostos a ajudar o próximo. Que você tenha feito algo para ajudar o próximo, mesmo que só você saiba disso. 

Espero ainda, que nossa vida tenha sido tranquila, não precisamos ter adquiridos muitas riquezas, mas se der pra viver bem, tá valendo. Que vocês tenham viajado bastante e conhecido muitas culturas mundo afora e que tenhamos muitas lembranças destes momentos, com vários diários de viagem pela casa. Que a gente não tenha perdido o hábito de revelar fotos e montar álbuns, porque pouca coisa na vida vale tanto quanto recordações. 

Espero Ana, que acima de tudo a gente tenha sido feliz nas nossas escolhas e que tenhamos sido exemplos de bem, de amor, de fé e honestidade, porque no fim das contas, é só o que importa.

Um abraço bem apertado,
Ana, de 2015. 


Essa é mais uma postagem coletiva que as meninas da Máfia criaram e mais uma vez a Analu me convidou pra participar, mas acho que sambei nas regras. Muito obrigada, miguis.
Para ler as cartas para os 'eus' futuros das meninas mafiosas, vem aqui ó: Anna,  AnaluAna LuizaGabriela CouthGabriela IralaPaloma e Rafaela.


BEDA 13|31




[02|1001] Sílvia Gaspar


O balé sempre foi uma questão na minha vida: nunca fiz, sempre admirei, sempre amei e sempre lamentei não ter feito. Não faço ideia de como começou esse fascínio pela dança clássica, talvez seja por causa das caixinhas de música, mas é muito provável que tenha sido com o filme Soldadinho de Chumbo, criança corrompida pela Disney que fui. Os tutus e sapatilhas de ponta estavam nos meus sonhos, mas nem mesmo nunca consegui fazer um alongamento correto, muito menos cheguei perto de uma abertura, mas sempre gostei de pronunciar Plié. 

Quando menor, até entrei pra academia de dança que oferecia o mais próximo disso lá no interior, mas de balé mesmo, não tinha nem o andado. Acho que a gente pode até ter aprendido primeira, segunda, terceira, quarta e quinta posição, mas acontece que as aulas se desvirtuaram e acabaram se transformando num grupo de dança de axé. Sim, axé. Mas eu adorava, porque era o única coisa relacionada à dança que estava ao meu alcance e minhas melhores amigas também participavam, acabou sendo uma experiência nossa, entende? Não faz muito tempo, uma amiga da faculdade me levou para uma aula experimental de balé, amei mas fiquei uma semana sem conseguir me mexer direito, tanta dor que eu sentia. Acabou que me mudei de perto da escola e deixei de novo essa vontade pra trás. Desde criança, sempre fui a mais alta e desajeitada da turma e a tentativa de ser dançarina não consertou muita coisa, sigo desequilibrada, sem noção de espaço e estabanada ao extremo e isso me deixa muito frustrada as vezes, porque queria muito ter sido delicada, miúda, leve. Mas vezenquando ainda namoro aulas de balé pra adultos iniciantes e um dia, tenho certeza que vou conseguir conciliar com a vida de adulta e (re)começar a sonhar. 

Estou falando tudo isso porque na última quarta-feira, Gabriel me levou a uma apresentação de balé pela primeira vez, e não foi nada menos que noite de estreia do Grupo Corpo, no Grande Teatro do Palácio das Artes. O Grupo está completando 40 anos e, apresentou pela primeira vez as novas coreografias: Suíte Branca, com música de Samuel Rosa e Dança Sinfônica, com trilha assinada por Marco Antônio Guimarães. Não sei vocês, mas apesar de ter estudado um pouco de arte, eu não sou muito boa em interpretá-la. A abertura foi com Suíte Branca e achei uma dança mais moderninha, até mesmo por causa da música de Samuel que tem uma pegada mais de rock. E já nessa coreografia, o que mais me chamou atenção foi uma bailarina pequena e miúda como eu gostaria de ter sido, que me lembrou minha antiga chefe, Natália, que foi bailarina clássica por muitos anos antes de se formar em arquitetura.

A bailarina que me lembrava a Natália fisicamente prendeu minha atenção durante todo o espetáculo, mas principalmente na coreografia de Dança Sinfônica, que na minha  humilde interpretação, parecia ser de dor, de morte até e proteção também. A moça fez participações incríveis e em algumas ocasiões, a gente a via pequena no colo de um dos bailarinos, por muito tempo. Aquilo mexeu comigo porque interpretei assim, como proteção, medo e dor, até que ela e o seu colega, brilhantemente fecharam o espetáculo com uma cena linda, aonde ela vinha dançando-correndo de um lado do palco direto para o colo dele, no momento exato da última nota musical, perfeito. Que dia maravilhoso para estar ali, assistindo a tudo isso. 

Saí do teatro maravilhada, apaixonada ainda mais por esta arte e logo tratei de mandar uma mensagem para minha ex chefe, dizendo que a imaginei lá e que surpresa boa receber de volta a notícia de que ela em breve voltará a dançar. Chegando em casa, fui vasculhar este mundo maravilhoso que é a internet em busca de maiores informações do grupo, para saber mais sobre aquela bailarina que agora tem nome, descobri: Sílvia Gaspar, bailarina clássica mais antiga do grupo, casada com um bailarino também de lá e mãe da Júlia e da Joana.

Júlia tem dez anos e Joana com pouco tempo de vida se descobriu com câncer. Sílvia foi tratá-la em São Paulo e assim, teve uma licença do grupo que deu todo o apoio que precisavam, mas infelizmente, ano passado Joana foi estrelar o céu. A pequena bailarina não sabia se voltaria a dançar, mas voltou um mês após a perda da pequena, o grupo havia dito que precisava dela, mas Sílvia diz que o grupo não fez isso por eles, fez isso por ela. Ao ler sobre ela e a coreografia, soube que o coreógrafo de Dança Sinfônica, Rodrigo Pederneiras, faz diversas homenagens a pessoas que de alguma maneira passaram pela companhia. Ele não fala, mas é possível ver que a na coreografia há um pouco de Joana, que viveu muito intensamente seu primeiro e único ano de vida dentro do grupo. 

Aí, eu entendi aquilo que senti durante o espetáculo, o porquê de eu enxergar Sílvia miúda e carente de proteção, o porquê da tristeza interpretada e até, da raiva com situações incontroláveis e sacanas da vida. Eu vi Sílvia e a conheci como bailarina, mas admirei como pessoa e mãe. Ela não me conheceu, mas não precisei trocar uma palavra para que ela mudasse algo dentro de mim, apenas observei tudo o que ela tinha pra passar, pra chorar, pra sentir através da dança que eu sempre amei. Eu conheci Sílvia, a bailarina do Grupo Corpo, que usará a dança e o amor para superar dores insuperáveis e para manter viva nela e em todo mundo que a assistir, a pequena Joana, que renascerá em cada novo passo e sorrirá em cada rodopio.



BEDA 12|31

MasterChef


Acho que desde muito pequena assisto a programas de culinária (gorda, sempre gorda), muito pelo fato de ter sido criado na casa da vovó e lá, ela e tia Ziza (além de cozinharem muito) sempre assistiam, então assistia também. Foi nessa época que comecei a amar dona Palmirinha. ♥ Aí cresci e agora depois de muito tempo, reviciei nesse tipo maravilhoso de entretenimento. No GNT, gravo quase todos que eles exibem e assisto como se estivesse lá, experimentando todas aquelas delicias. Que coisa maravilhosa é essa que é comer né migos

Ano passado descobrimos (eu e Gabriel) o Cozinheiros em Ação - que aliás reestreou dia 06 e verei em quantidades absurdas, se é que me entendem - e torcemos muito pela mineirinha Joana, mas fiquei bem feliz com a Carol também, as duas eram muito boas e mereciam ganhar. Depois, começou o Master Chef aqui e não dei muito ideia porque já tínhamos um Reality pra acompanhar e temos limites (ou não), até que assistimos um episódio da versão australiana e carambaquelegalvamoslogoverodaquiezás. Já cheguei torcendo pra menina Elisa porque tinha minha idade, era fofa e critérios, todo mundo tem. Torcia também pela Cecília porque ela era incrivelmente boa, mas Gabriel a achava nariz em pé. Saiu num dia ruim, mesmo tendo construído um histórico perfeito.

Este post na verdade seria sobre os meus motivos para amar esse Reality e ficar esperando a próxima terça-feira muito ansiosa para ver meus queridos jurados e falar mal da Ana Paula Padrão no twitter. Mas perdi o fio da meada e só vou listar três coisas que adoro, o que é praticamente a mesma coisa. Enfim. 

Os jurados
Todo episódio eu falo pra Gabriel que se fosse eu a levar minha comidinha lá na frente e um deles - Fogaça, principalmente - fizessem aquelas caras de mal, eu deixaria o prato lá e sairia correndo pra chorar no banheiro, ou lá depois da porta com a NaPaulaPadrão. Eles sabem fazer um olhar que é indecifrável, a gente nunca sabe se eles gostaram ou não. Paola principalmente, nossa diva dá um sorrisinho que faz você pensar que o candidato sambou na cara da sociedade, mas na hora do feedback, ela detona o pobre coitado. Que mulher! Jacquin é aquele tipo de pessoa que a gente, se pudesse, guardaria num potinho. Aquele francês quando começa a falar, meu Deus, até quando chama atenção soa sendo fofo com aquele sotaque e ainda ofereceu estágio pro Estéfano, quando ele infelizmente saiu ano passado. Meu amor eterno por ele. 

Jiang Pu
Gente, essa chinezinha é outra pessoa que a gente guardaria num pote de vidro por toda a eternidade. Além de ser excelente na cozinha - organizada e centrada, o que os jurados elogiam muito nela - a moça que veio aos doze anos da China, ainda não sabe muito bem conjugar os nossos verbos e ainda se confunde na hora de se expressar, e isso é um absurdo de fofo. Flango e Cebora agora fazem parte do patrimônio cultural da humanidade masterchefiana, coisa mais amorzinho é essa chinezinha falar. Ainda, se você segue ela no instagram, pode se deliciar com as fotos mais gracinhas do universo, como a que ela tirou com filhotes pandas. Jiang Pu se casou neste final de semana com o colega que conheceu no curso de Estatística e a hashtag usada nas fotos foi #casamentocebora, não sei lidar, sério. 

Paola Carosella
Já falei dela no primeiro item, mas esse ser humano merece um tópico apenas dela. Que mulher maravilhosa! Nunca havia ouvido falar nela e mesmo que tivesse, não teria guardado o nome ou ligado à pessoa até ela aparecer pra mim no Reality. Paola - que nome - é o que podemos chamar de pessoa solar (roubando o adjetivo do marido da Sabrina, porque amei demais), que chega em qualquer lugar e sem o menor esforço, sem tirar um fio de cabelo do lugar, brilha, transcende. Essa musa chamou Jamily pra um abraço, quando a amapaense disse que não tinha ninguém na primeira temporada, mas fez um candidato correr uma meia maratona para merecer seu avental na atual. Ela consegue ser carrasca com uma classe incrível e uma mãe orgulhosa, quando se emociona com um prato ou a saída de alguém. Sobra suculência nessa pessoa, meu Deus. 

Nesta temporada meus favoritos do coração são Jiang, Izabel e Raul, e tô torcendo muito pro Fernando - que é um baita cozinheiro - sair, por motivos de: arrogância. Queria ter colocado mais itens, mas o programa logo mais tá no ar, então melhor que ler qualquer baboseira que eu possa escrever e ser atropelado por um caminhão de gifs, vá lá na band às 22:30 hrs e assista, depois vem cá e me conta se eu não tinha um pouquinhozinho que seja de razão. :) 



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[Top 5] Disney


Mais uma vez fui salva pela Analu e as meninas da Máfia, que criaram mais essa postagem coletiva para o BEDA, obrigada gente, cês são lindas! Esse top cinco da Disney é pra seguir o instinto e indicar da maneira que tocar o coração os personagens favoritos da vida ou então criar uma subcategoria. Como não posso citar os cinco melhores filmes e assim incluir vários personagens que amo, separei meus favoritos dentro do nicho animal, porque sim.

Linguado [A Pequena Sereia]

Eu amava esse filme, muito. Adorava nossa princesa sereia e tudo mais, mas o meu personagem preferido era esse peixinho amarelo e azul. Nosso peixinho tropical é assim como eu, um medroso que entra em pânico em quase todas as situações e em um dia de muita sorte, derrotou o tubarão. Sonho o dia em que serei Linguado e o tubarão, a vida. Eu ainda guardo o livro com o formato do rosto dele, que conta as suas aventuras com Sebastião, que amo de paixão também mas sou mais linguada na vida. (Tenho um livro desse da Nala também, do Rei Leão)

Louis [A Princesa e o Sapo]

Eu não entendo o porquê desse filme não ter feito sucesso e de todo mundo falar que a Disney falhou nessa tentativa de voltar com os desenhos 2D. A princesa desse filme sonha em ter um restaurante, ser chef, cozinhar porque é o que ela ama e o pais sonhavam. Eu assisti ele no cinema, numa matinê, cheia de crianças e foi lindo e chorei muito com a cena de Ray e Evangeline. ♥ Mas como não amar um filme com um crocodilo que sonha em ser músico? Louis é o personagem mais engraçado dessa história e garante muitas risadas em várias cenas, inclusive essa, quando ele simplesmente sobe num barco com seu trompete (?) para tocar com os músicos que óbvio, saem correndo. Gente, olha essa barriguinha sexy, esse olhar, esse sorriso. 

Toulouse [Aristocats]

Com toda certeza do mundo esse filme está nos cinco melhores do meu coração Disneyland, tinha ele em vhs e assistia quase todo dia e tenho um livrinho que garimpei num sebo há uns três anos. Dia desses descobri que tem ele no NetFlix e assisti de novo, pra matar a saudade desses peludinhos franceses. Sabe a gatinha Marie, que hoje todo mundo ama, estampa cadernos e mais uma infinidade de objetos e materiais escolares? Toulouse é irmão dela e de Berlioz e enquanto Marie saiu toda a Duquesa, cheia de charme, classe e pompa, o irmão tem todo o sangue vira-lata e podia muito bem ter sido filho de Thomas O'Malley. O gatinho de pêlos dourados adora uma baderna, faz bem o tipo de irmão implicante e passa o dia treinando para ser um gato de rua, amor apenas. O critério é: ele é fofo e tem um nome delícia de se dizer. AMO! 
Adoro também os dois cachorros do filme, Lafayette e Napoleão e a égua chamada Frufru. GENTE, FRUFRU.

Bernardo e Bianca [Bernardo e Bianca]

Juntei os dois no primeiro lugar porque é o meu filme favorito da Disney. ♥ Amo mais até que Branca de Neve e olha que eu amo muito esse também.
Os dois ratinhos personagens principais fazem parte de uma organização dedicada a ajudar vítimas de sequestros e nesse filme, Bernardo e Bianca saem em busca de Penny, uma menininha orfã (muito fofa por sinal) sequestrada por madame Medusa (googleei, porque não lembrava esse nome). No caminho até encontrarem Penny, há muita aventura e muitos outros animais falantes e fofos. Esse com certeza entraria no primeiro lugar pelo critério filme favorito da minha vida e da minha mãe também, a gente ama demais. 
>Por alguma razão, sempre gostei de ratos nos desenhos animados, lembram  daquele Os Camundongos Aventureiros?Amava! E também o Tatá e o Jaq, de Cinderela. 

Bônus:
Pooka  [Anastasia]

É bônus porque o filme não é da Disney (é da Fox) e eu não podia dançar ragatanga nas regras das meninas, mas não queria deixar Pooka de fora. Anastasia é meu filme favorito de princesa da vida. Não sei lidar com uma princesa que cresceu num orfanato porque se perdeu da avó durante uma revolução na Rússia, sem amá-la completamente. Ainda criança a gente já sabia que era um ótimo plot e que nossa menina tinha uma história mais real e palpável que as dos reinos encantados, mesmo com um pouco de magia. E Pooka é aquele cãozinho amigo fiel, todo fofo e desajeitado do jeitinho que a gente ama, e estava faltando um cachorrinho-amor pra representar Macgyver né?! 

>>Essa é mais uma postagem coletiva que as meninas da Máfia criaram e de novo a Analu me chamou pra participar salvando mais um dia do meu BEDA! 
Para saberem dos personagens escolhidos pelas meninas mafiosas, vem aqui ó: Anna,  AnaluAna LuizaGabriela CouthGabriela IralaPaloma e Rafaela.
>>>Aproveitando este post, quero pedir a você que ajudem esses dois bebês lindos a ganharem um concurso de fotografia, curtindo a foto deles AQUI. Obrigada! :)


BEDA 10|31