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não quero nem título


Eu sempre fui meio Maria do Bairro e isso já é um fato consumado e registrado em cartório. Tá lá, Nana Banana da Silva, a própria tempestade no copo d'água, que transborda a cada pequeno mimimi da vida. Tá certo que a gente melhora com o tempo, a vida, ela acontece e exige da gente uma baita duma cara de pau pra encarar tudo dessa tal fase adulta. Mas, (há sempre um mas), vez ou outra, cá estou eu, aos onze, doze anos carregando uma ansiedade do tamanho do universo, esperando demais do futuro e escondendo lágrimas na água do chuveiro e implorando, pelamordeDeus, por uma luz no fim deste imenso túnel. 

Meses atrás, li e favoritei um livro que contava a história de uma menina de doze anos que estava programando seu suicídio e, no mesmo dia, (claro que antes) um incêndio no apartamento dos pais. Tô com isso meio engasgado ainda, sabe? Eu, com essa idade, achava sim que o mundo era enorme e me engoliria e eu não aguentaria, tinha pensamentos horríveis ao pensar que não valia nada e pra aliviar, escrevia sem parar num caderno amarelado roubado da mãe. Eu era mais que maria do bairro, eu era meio depressiva e, só depois de muito tempo fui perceber isso. Eu tinha o sonho de modelar (era enorme pra idade e botaram uma tonelada de expectativas sobre a mini nana), não comia pra ficar magérrima e passar nos testes. Fiquei um palito, era o bambu de pegar estrelas, a girafa feia e claro, ainda assim era gorda demais. (?) Por outros motivos, grandes e pequenos, me afogava todos os dias em lágrimas na escola e, aos poucos, eu era a menina chorona que sentava no canto da sala. O mundo sempre foi enorme demais e eu, um cisco.

A menina do livro fala uma coisa que sempre ficará matutando na minha cabeça agora, mais ou menos assim: as pessoas deviam contar as crianças mais coisas, explicar a elas o mundo. A gente passa a vida inteira tentando apanhar as estrelas e acabamos todos, dentro de um aquário. (!!!!!!!!!!!!!!!!) Expectativas, minha gente, pra quê que essas miseráveis tem que acabar com a nossa sanidade quando criança e mais ainda, agora, na vida adulta. 

Durante os cinco anos da faculdade criei um elefante de expectativas pra cada célula do meu corpo, fiz um milhão de planos por metro quadrado e, um ano e dois meses depois do fim, cá estou eu aos doze anos afogada no mar de ansiedade que criei e recriei. Ninguém senta com a gente e explica que o tempo é diferente pra cada pessoa e que as vezes, o caminho é um pouquinho mais longo e dolorido pra alguns, mas que nem por isso a gente precisa se preocupar tanto, porque tá tudo bem você demorar um pouco mais que o coleguinha e que isso, de maneira nenhuma, significa que você é o cocô do cavalo do bandido. Ninguém senta pra gente e diz que tá tudo bem você não querer o cargo de chefia, um salário milionário e só querer o suficiente pra viver bem e ter uma família saudável e por amor, querer estudar mais e dar aulas num país como o nosso. Ninguém ensina a gente a dizer pros outros que você se formou mas que agora, está aprendendo numa área um pouco diferente da sua, mas que isso não te diminui, que não significa que os cinco anos de estudo foram jogados ao vento, que os dois estágios (mais aulas à noite) (mais terceirizados nas madrugadas e finais de semana) carregados a duras penas nas costas foram desperdiçados, que a nota 100 do trabalho final de graduação (mais indicação da banca pra um concurso de estudantes de arquitetura) não foram merecidas. Tá tudo bem não querer correr atrás das estrelas porque o que muita gente quer é ficar aqui na grama, brincando com tatu-bolinha (enrola-desenrola), ao menos por agora.

Mas sempre tem aquela tal de expectativa, que adora se juntar com a ansiedade num monstro enorme e vir atormentar nossa recente descoberta vida adulta. Não sei vocês, mas me sinto correndo numa esteira enquanto a vida de todo mundo acontece, como se só eu (#diferentona), não saísse do lugar e isso as vezes é tão grande como quando se tem doze anos, engole mesmo a gente e suga nossa alma a conta-gotas. E é uma merda enorme não se sentir alguém digno de admiração por isso, enquanto só preciso de tão pouco para me sentir realizada. Minhas estrelas estão tão perto: dorme doutro lado da cama, tem quatro patas, moram em três no interior, chamam pra beber uma cerveja de vez em quando e torcem pro meu aquário ser confortável o suficiente para meus pequenos - grandes - sonhos. E que no fim, ele nem precisa ser de cristal com corais decorativos falsos bonitinhos. 

Talvez, esse bando de letras que derramei aí em cima, me façam parecer acomodada. Talvez, só me façam parecer cansada de querer sempre tanto tão rápido enquanto o que realmente se precisa, é de uma grama pra se rolar mais leve. (e nem precisa ser verdinha, que depois a gente cuida). 



Menina que me fez, menina

Menina que não roubava livros, mas os conhecia dia após dia na biblioteca pública da cidade, pequena, todas três. 
Menina que nasceu logo antes de um golpe e mais nova de onze, dormiu tempo demais em caixa de sapato, miúda, cabia inteira.
Menina delicada de corpo e de alma, nariz em pé e rodopios ao redor de uma casa hoje amarela(da), três vezes maior e infinitas vezes mais vazia.
Menina grande de sonhos, aprendeu o mundo para ensiná-lo depois, adulta e eterna criança, para sempre aluna. 
Menina que teve outras duas, tímida e braba, olhos verdes e castanhos, pra voltar a brincar, pra brincar como nunca pode. 
Menina que teve outras duas e pras três, colecionava bonecas que nunca teve, só sonhos.
Menina de cinquenta e pouco, de coração e amor que não cabem em si, transborda. 
Menina, minha. Sou sua, é nossa, inteira e maravilhosa, mãe. 

De um final de semana de grude, 
e de amor e agora, saudade

as pitangas de sempre


Escrever sempre foi o que eu acreditava ser minha vocação, até que a vida aconteceu e vi que há muita gente com esse tipo de talento e eu, com toda certeza, não sou uma delas. Não, não é que estou iniciando um mimimi autopiedoso, eu até acho que sei bordar um pouco e fazer das palavras umas frases bem fofas pro marido, mas não é assim com tudo, sabe? Aos 14 anos eu estava decidida a ser jornalista e assim, espalhar mundo afora minha enxurrada de palavras completamente bem feitas sobre assuntos sempre importantes. Mas está bastante óbvio que essa vida não aconteceu e nem vai acontecer. 

Durante o Beda, li durante trinta dias todo o tipo de texto e muitos deles, sobre temas muito mais relevantes que os que eu consigo expor aqui e fico ai pensando que ainda bem que eu cai de para quedas noutro curso no meio do caminho, porque seria um desastre. Apesar que, ainda guardo no fundo do peito aquela vontade que me fez prestar vestibular para letras alguns muitos anos atrás.

Então, sigo nessa lenga lenga aqui de chorar pitangas sobre ser melhor em tanta coisa que eu quis e não fui, dos sonhos que eu deixei dormindo e nas palavras que continuarei apenas jogando ao vento, mas acima de tudo, sigo apanhando aqui e ali inspirações para escrever esses rabiscos, pra fazer valer a pena uma tarde insuportavelmente quente de primavera e pra dizer que eu continuarei tentando escrever sobre tudo, mesmo que seja com uma qualidade duvidosa e melosa. E vocês, espero que me perdoem. 

ônibus



Costumo dizer que não dirijo até hoje, porque perderia minha diversão em andar de ônibus e poder ler por uma hora, sem interrupções. Mas, apesar de achar a oferta de transporte público aqui um grande absurdo, eu também gosto de andar de ônibus para observar as pessoas e a cidade. Hoje, Gabriel me leva no trabalho, pois chegamos lá em quinze minutos de carro enquanto gastava uma hora e meia de ônibus, então só estou voltando pra casa nele. Mas ainda sim, dá pra ver um bocado de coisa.

Eu sempre amei ver o pôr-do-sol e, enquanto volto do trabalho, que fica num dos bairros mais altos da cidade, tenho tido visões maravilhosas deste momento do dia. Aí, fico feito boba na janela admirando aquele céu que em minutos muda de cores infinitas vezes e nem paro pra fotografar, pra não perder nem um instante sequer. Eu olho pro lado, e o resto do ônibus continua alheio àquele cenário, as pessoas continuam com suas vidinhas, seus celulares, seus cochilos e fones de ouvido, como se nada estivesse acontecendo. 

Falando em cochilo, tem sempre aquela pessoa espertinha que finge dormir - mesmo que esteja na cara que está acordada, porque está mascando chicletes - para não te ajudar com suas nove sacolas e pastas e maquetes, ou então para não ceder lugar ao senhorzinho que tem que seguir viagem se equilibrando em pé. E é um exercício e tanto se equilibrar, porque os motoristas daqui pelo menos, dirigem os ônibus como se fossem aviões prestes a levantar voo a qualquer momento. Vivo cheia de roxos pelo corpo, devido a vã tentativa de me manter em pé naquele liquidificador, agora imagina um senhorzinho? Teve um dia até, que um motorista acelerou o carro antes de a senhora terminar de subir e se sentar e ela foi parar com as pernas pra cima lá na escada, um horror. 

Aqui no meu canto vejo a moça loira bonita fazendo uma selfie e enviando para alguém e invejo aquela autoconfiança. Ouço as meninas dois bancos a frente cantarolando músicas de Chiquititas e Carrosel, com direito a coreografia e gritinhos de amor. Enquanto aqui ao lado uma mulher grita com a filha no celular porque se chegar em casa e não tiver tudo limpo e comida pronta, ela não vai fazer nada, pra se virar se não o bicho vai pegar. Nota mental: nunca falar desse jeito com minha filha, nem com ninguém. Nunca gritar, principalmente em público.

Em uma viagem só, conheço um milhão de histórias, vejo casais se formando, amizades se desfazendo, venenos sendo jogados no ventilador e frustrações do dia a dia. Daqui do meu lugar, que geralmente é em pé lá no fundo, vejo um céu colorido e personagens dentro e fora do meu livro, que aliás, está ótimo, vou voltar a lê-lo. Tchau.

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Essa tal fase adulta


Enquanto caminho pelas ruas de uma capital um pouco distante da minha origem, sempre me pego observando os vários moradores desta grande roça. Se me distraio, já fiz uma análise completa da vida do pedestre que passou há um segundo do meu lado, e fico imaginando os sonhos que a pessoa teve e se os realizou.  Quando vejo graciosos idosos, inevitavelmente lembro-me da vovó, e meu peito enche de saudade. Imagino se esses velhinhos tiveram a oportunidade de concretizar todos os planos que um dia, bem antes do século virar outra vez, fizeram. Talvez, objetivos como os meus, sonhados e imaginados nas caladas da noite, entre uma prece e um pai-nosso, nos seus vinte e poucos anos. Passo ao lado de um senhor de cabelos brancos e pele marcada pelo tempo, e penso se chegarei a esta idade. Tomara, pelo amor de Deus.  

Lembro de quando esperava a chegada dos quinze anos e, cai do cavalo ao descobrir que quando os quinze chegam, os outros anos vem sem parar, sem ao menos nos deixar respirar.  Aos dezoito, realizei uma coisa que queria muito: deixei o conforto da casa dos meus pais para estudar em uma cidade grande e morar quase sozinha. Aos dezenove, tinha medo de que quando os vinte chegasse, eu correria contra o tempo e agora com vinte e quatro só tô tentando entender o que é esse negócio de vida de adulta e o que a vida tá esperando de mim.

A gente imagina que depois que se formar, tudo vai se encaixar como um quebra-cabeça e que a graduação era a peça que faltava para estar empregada e com a vida ganha. Seis meses de formada, nem a carteira do conselho chegou, troquei de emprego duas vezes e ainda não sei dirigir. Sigo comendo miojo de tomate quando o marido não tá em casa e burlando as idas à academia desde que voltei das férias. Continuo acreditando que todos os problemas se resolvem com uma panela de brigadeiro e até agora, a única coisa em que eu sou boa mesmo, é em fazer bolo de cenoura. Tem alguma coisa muito errada nesse cálculo que eu fazia anos atrás, esse negócio de crescer tá meio que fora dos eixos.

Ao pensar lá na frente a sensação é de medo, porém não da velhice, porque já disse que quero ficar bem velhinha. A minha preocupação é se eu finalmente estarei bem na carreira, se o marido estará feliz na dele, se os filhos que virão terão saúde e se teremos tempo de ensiná-los os valores que importam. Se vamos ser bons o bastante para entregar bons cidadãos pro mundo e se o mundo estará um pouco melhor para recebê-los. E se, pelo amor de Deus, ainda vai ter água, porque eu sou meio que viciada nisso e tô meio apavorada.

A gente meio que idealiza o que ainda está por vir, mas aparentemente, a vida acontece devagar e a gente tem que se acostumar. Não é que não estejamos correndo atrás o suficiente, talvez apenas não seja a hora. O que sei, é que ser adulta as vezes é uma barra, como todas as fases que já passaram e que ainda vão chegar e a gente é que tem que saber levar, na maior classe possível. Mas vezenquando a gente desaba e corre pro colo mais seguro, chora um mar inteiro, escreve um desabafo sem sentido, intensifica as orações, acende umas velas e faz umas promessas, porque sem fé é que não dá pra esperar algo do que ainda está por vir.

>>Vem ler também os textos sobre crescer da , da Babi, e da Magdinha ♥

BEDA 18|31


Começar de novo


Eu amo primeiros dias de aula. Eu amo estudar, por mais que nos últimos anos tenha reclamado muito disso no twitter e de ter desejado intensamente que a formatura chegasse logo, eu amo estudar.  Meu último primeiro dia de aula mesmo havia sido há mais de cinco anos, quando entrei para o curso de arquitetura e urbanismo, era o meu primeiro, mas o vigésimo dos meus colegas. Entrei atrasada porque o processo de se conseguir uma bolsa, de levar a documentação e ser enfim matriculada, leva um pouco mais de tempo que os alunos regulares. Eu amo primeiros dias de aula e este último, me fez ficar louca-apaixonada pelo assunto CIDADE, porque o meu professor era incrível e falava sobre com um amor até então desconhecido pra mim. Obrigada José Júlio, JJ, nosso patrono. 

Sou filha de professora, sobrinha de professora, de secretária e cozinheira de escola e quem cresceu nesse meio, com este tipo de gente, sabe o que é ser cobrado para ser o melhor em tudo. Eu fui e hoje, apesar de ser motivo de inúmeras decepções pessoais, eu agradeço, porque foi a cobrança que me fez amar ter algo pelo qual estudar. Deve haver casos aonde o resultado é o contrário e a pessoa fica traumatizada e abandona tudo, mas comigo, foi amor. O engraçado é que eu só percebi isso, de fato, quando acabou a obrigação, quando fui lá e apresentei a monografia e o TFG, quando fui lá e recebi o canudoquando finalmente, teve o baile de formatura (sdds baile). 

Semestre passado meu primo entrou para o curso e fui com ele na aula inaugural, porque teria uma palestrante fodástica na área de geografia/urbanismo e eu estava completamente em crise existencial por não ter mais aulas para frequentar. Estava com saudades do ambiente, dos professores, dos amigos e da própria rotina em ter algo para fazer além de trabalhar 8h/cuidar da casa/trabalhar freelancer/vida social. Talvez seja porque desde o nono período eu estava apavorada com a ideia de fazer a transição de aluna para profissional e talvez seja porque a vida de formada demora a acontecer, ainda mais debaixo desta nuvem negra chamada crise brasileira.

Enfim, o que quero dizer é que esta semana, na segunda-feira eu tive um novo primeiro dia de aula, com direito a olhos brilhando de admiração e frio na barriga. Com direito a ser colega de classe de dois antigos professores meus e vários profissionais bacanas. Este semestre dei o primeiro passo rumo ao meu sonho de mestrado/doutorado, me candidatei a uma disciplina isolada do mestrado da Escola de Arquitetura da UFMG. O professor aceitou, me matriculei e desde então, a sensação é que um fio de cabelo meu já é mestranda na área. É claro que muita água ainda passará debaixo desta ponte chamada vida, ainda terei que fazer duas provas, publicar artigos (conta muitos pontos), defender meu projeto de pesquisa numa entrevista, mas só de estar um pouco dentro da Escola, de conhecer os professores e eles me conhecerem, já é um passinho, de formiga, mas é. A gente chega lá, o importante é sair do lugar e recomeçar e amanhã estaremos lá de novo, com a mão freneticamente anotando todas as vírgulas ditas, porque é esse tipo de coisa que me completa, acabei descobrindo.
BEDA 16|31

Carta à Ana do futuro

Querida Ana,

Estou lhe escrevendo de novo, mas agora do passado, daqui de 2015 e tomara que aí no nosso futuro as pessoas tenham retomado o hábito de escrever cartas, e quem sabe tenha se tornado mais uma daquelas coisas que se faz pra ser considerado cool e vintage, mas a gente sempre gostou né? Eu sou você de vinte e quatro anos, como sabe e, espero com todo coração que você seja eu, de oitenta e cinco. Espero que com os anos, a gente tenha aprendido a justamente esperar menos da vida e a curtir mais o que temos no momento, mas agora nesta carta eu ainda devo conjugar muito o verbo esperar, por favor, releve isso.

Espero que esteja lendo esta carta rodeada de filhos, netos e cachorros, na casa com varanda e jardim que construiu com Gabriel e que estejam todos com muita saúde e motivos pra sorrir. Espero que já tenha trabalhado muito e conseguido estudar tudo o que sonhava e que agora, esteja usando o seu tempo livre para os pequenos prazeres da vida com nossa família. Espero, pelo amor de Deus, que tenha aprendido croché e que agora esteja fazendo muitas roupinhas para as crianças que estão só chegando e que tenha aprendido a cozinhar melhor, mas que Gabriel ainda esteja fazendo maravilhas na cozinha por vocês, por nós. 

Espero que tenha se dedicado mais à saúde e ao esporte em algum momento, porque hoje você sabe, não temos muita disciplina com este tipo de assunto. E que você tenha voltado a dançar, a pintar, a desenhar, porque a saúde da alma também é importante e nessa correria que anda nosso dia a dia, só sobra tempo pra ler uma coisa ou outra no ônibus. Ah, falando nisso, a gente aprendeu finalmente a dirigir? Tomara que tenha sido num futuro um pouco mais próximo. 

Espero que a água não tenha acabado, que as pessoas tenham aprendido a ser mais gentis e que as cidades estejam mais sustentáveis. Que a política não esteja um caos, que a pobreza tenha sido superada e que as crianças tenham mais oportunidades e não estejam virando marginais, cada vez mais cedo. Que o governo tenha aprendido a tratar a educação e a saúde como prioridades e que cada vez mais tenhamos cidadãos do bem, dispostos a ajudar o próximo. Que você tenha feito algo para ajudar o próximo, mesmo que só você saiba disso. 

Espero ainda, que nossa vida tenha sido tranquila, não precisamos ter adquiridos muitas riquezas, mas se der pra viver bem, tá valendo. Que vocês tenham viajado bastante e conhecido muitas culturas mundo afora e que tenhamos muitas lembranças destes momentos, com vários diários de viagem pela casa. Que a gente não tenha perdido o hábito de revelar fotos e montar álbuns, porque pouca coisa na vida vale tanto quanto recordações. 

Espero Ana, que acima de tudo a gente tenha sido feliz nas nossas escolhas e que tenhamos sido exemplos de bem, de amor, de fé e honestidade, porque no fim das contas, é só o que importa.

Um abraço bem apertado,
Ana, de 2015. 


Essa é mais uma postagem coletiva que as meninas da Máfia criaram e mais uma vez a Analu me convidou pra participar, mas acho que sambei nas regras. Muito obrigada, miguis.
Para ler as cartas para os 'eus' futuros das meninas mafiosas, vem aqui ó: Anna,  AnaluAna LuizaGabriela CouthGabriela IralaPaloma e Rafaela.


BEDA 13|31




[02|1001] Sílvia Gaspar


O balé sempre foi uma questão na minha vida: nunca fiz, sempre admirei, sempre amei e sempre lamentei não ter feito. Não faço ideia de como começou esse fascínio pela dança clássica, talvez seja por causa das caixinhas de música, mas é muito provável que tenha sido com o filme Soldadinho de Chumbo, criança corrompida pela Disney que fui. Os tutus e sapatilhas de ponta estavam nos meus sonhos, mas nem mesmo nunca consegui fazer um alongamento correto, muito menos cheguei perto de uma abertura, mas sempre gostei de pronunciar Plié. 

Quando menor, até entrei pra academia de dança que oferecia o mais próximo disso lá no interior, mas de balé mesmo, não tinha nem o andado. Acho que a gente pode até ter aprendido primeira, segunda, terceira, quarta e quinta posição, mas acontece que as aulas se desvirtuaram e acabaram se transformando num grupo de dança de axé. Sim, axé. Mas eu adorava, porque era o única coisa relacionada à dança que estava ao meu alcance e minhas melhores amigas também participavam, acabou sendo uma experiência nossa, entende? Não faz muito tempo, uma amiga da faculdade me levou para uma aula experimental de balé, amei mas fiquei uma semana sem conseguir me mexer direito, tanta dor que eu sentia. Acabou que me mudei de perto da escola e deixei de novo essa vontade pra trás. Desde criança, sempre fui a mais alta e desajeitada da turma e a tentativa de ser dançarina não consertou muita coisa, sigo desequilibrada, sem noção de espaço e estabanada ao extremo e isso me deixa muito frustrada as vezes, porque queria muito ter sido delicada, miúda, leve. Mas vezenquando ainda namoro aulas de balé pra adultos iniciantes e um dia, tenho certeza que vou conseguir conciliar com a vida de adulta e (re)começar a sonhar. 

Estou falando tudo isso porque na última quarta-feira, Gabriel me levou a uma apresentação de balé pela primeira vez, e não foi nada menos que noite de estreia do Grupo Corpo, no Grande Teatro do Palácio das Artes. O Grupo está completando 40 anos e, apresentou pela primeira vez as novas coreografias: Suíte Branca, com música de Samuel Rosa e Dança Sinfônica, com trilha assinada por Marco Antônio Guimarães. Não sei vocês, mas apesar de ter estudado um pouco de arte, eu não sou muito boa em interpretá-la. A abertura foi com Suíte Branca e achei uma dança mais moderninha, até mesmo por causa da música de Samuel que tem uma pegada mais de rock. E já nessa coreografia, o que mais me chamou atenção foi uma bailarina pequena e miúda como eu gostaria de ter sido, que me lembrou minha antiga chefe, Natália, que foi bailarina clássica por muitos anos antes de se formar em arquitetura.

A bailarina que me lembrava a Natália fisicamente prendeu minha atenção durante todo o espetáculo, mas principalmente na coreografia de Dança Sinfônica, que na minha  humilde interpretação, parecia ser de dor, de morte até e proteção também. A moça fez participações incríveis e em algumas ocasiões, a gente a via pequena no colo de um dos bailarinos, por muito tempo. Aquilo mexeu comigo porque interpretei assim, como proteção, medo e dor, até que ela e o seu colega, brilhantemente fecharam o espetáculo com uma cena linda, aonde ela vinha dançando-correndo de um lado do palco direto para o colo dele, no momento exato da última nota musical, perfeito. Que dia maravilhoso para estar ali, assistindo a tudo isso. 

Saí do teatro maravilhada, apaixonada ainda mais por esta arte e logo tratei de mandar uma mensagem para minha ex chefe, dizendo que a imaginei lá e que surpresa boa receber de volta a notícia de que ela em breve voltará a dançar. Chegando em casa, fui vasculhar este mundo maravilhoso que é a internet em busca de maiores informações do grupo, para saber mais sobre aquela bailarina que agora tem nome, descobri: Sílvia Gaspar, bailarina clássica mais antiga do grupo, casada com um bailarino também de lá e mãe da Júlia e da Joana.

Júlia tem dez anos e Joana com pouco tempo de vida se descobriu com câncer. Sílvia foi tratá-la em São Paulo e assim, teve uma licença do grupo que deu todo o apoio que precisavam, mas infelizmente, ano passado Joana foi estrelar o céu. A pequena bailarina não sabia se voltaria a dançar, mas voltou um mês após a perda da pequena, o grupo havia dito que precisava dela, mas Sílvia diz que o grupo não fez isso por eles, fez isso por ela. Ao ler sobre ela e a coreografia, soube que o coreógrafo de Dança Sinfônica, Rodrigo Pederneiras, faz diversas homenagens a pessoas que de alguma maneira passaram pela companhia. Ele não fala, mas é possível ver que a na coreografia há um pouco de Joana, que viveu muito intensamente seu primeiro e único ano de vida dentro do grupo. 

Aí, eu entendi aquilo que senti durante o espetáculo, o porquê de eu enxergar Sílvia miúda e carente de proteção, o porquê da tristeza interpretada e até, da raiva com situações incontroláveis e sacanas da vida. Eu vi Sílvia e a conheci como bailarina, mas admirei como pessoa e mãe. Ela não me conheceu, mas não precisei trocar uma palavra para que ela mudasse algo dentro de mim, apenas observei tudo o que ela tinha pra passar, pra chorar, pra sentir através da dança que eu sempre amei. Eu conheci Sílvia, a bailarina do Grupo Corpo, que usará a dança e o amor para superar dores insuperáveis e para manter viva nela e em todo mundo que a assistir, a pequena Joana, que renascerá em cada novo passo e sorrirá em cada rodopio.



BEDA 12|31

Sonhos



Eu não sou uma boa companhia para dormir. Não porque produza alguma sinfonia noturna com roncos e afins, longe disso, mas eu tenho pesadelos, quase.toda.noite. Desde que me entendo por gente eu sonho, no sentido literal da palavra mesmo. Quando criança acordava aos prantos gritando para que meu pai me salvasse das cobras e aranhas que haviam invadido meu quarto. As coisas não evoluíram muito desde então já que não faz muito tempo, Gabriel acordou com meu choro sufocado de quem estava apavorada com as aranhas caranguejeiras que saíam dos tacos da nossa casa. Gente, a r a n h a s m u i t o p e l u d a s.  Quando não é por causa de animais peçonhentos, os quais eu nutro um pavor imenso, o choro é porque sonhei que não éramos mais um casal e isso dói até em sonhos, migos

Acompanhem.
Há uns três meses, li mais um livro sobre a segunda guerra, judeus e alemães (nesse caso, o alemão salvou muitos judeus. Procurem: O menino da lista de Schindler) e duas semanas depois estava eu, fazendo a mala e enchendo ela de comida porque eu era uma judia e estava sendo levada a um gueto. Depois, sonhei umas coisas muito malucas e só pude concluir que era por que havia terminado a última história de Nárnia e aquilo tudo, claro que só seria possível de acontecer lá, no mundo de Aslam. 

Pior são os sonhos agitados, aonde passo a noite correndo de ladrão ou caminhando pra chegar em casa antes que o mundo acabe, porque em sonhos a velocidade ultrapassa as leis da física e por mais que a gente se esforce e corra muito, não saímos do lugar. O resultado desses tipos de sonhos é sempre o mesmo: acordo como se não tivesse pregado o olho, de tão cansada. 

Dormir com a tv ligada também já me causou inúmeras aventuras, porque meu subconsciente que não para nunca, faz com que eu continue a prestar atenção em tudo que passa naquele negócio, sem me fazer o favor filtrar nada. Um dia, prenderam o Nem da Rocinha e eu, que não tinha nada a ver com isso e nunca tinha visto mais gordo, estava dormindo lindamente até que minha imaginação achou que seria uma excelente ideia me levar para um passeio naquela notícia do jornal da manhã. Resultado: eu, muito criativa, era a esposa do tal Nem e estava correndo morro abaixo para fugir da polícia e não ser presa com ele. Covarde, ainda por cima. A que ponto chegamos. 

Aí não teve jeito, a solução foi usar de verdade a tecla Sleep do controle remoto, meia hora é o tempo máximo. Tento ler crônicas, poesias ou contos antes de dormir, nada que tenha uma aventura muito grande e botamos Jack Johnson no celular, pra sonhar no máximo com os macaquinhos de Upside Down. Porque tudo nessa vida tem limite, até estripulias noturnas.

>Aproveitando este post, quero pedir a você que ajudem esses dois bebês lindos a ganharem um concurso de fotografia, curtindo a foto deles AQUI. Obrigada! :)
>> Olha que lindo, sobrevivemos à primeira semana. Õ/

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Sete coisas

Não consegui foto de 7 coisas diferentes que eu citei pra ilustrar, então vai a melhor delas: Macgyver ♡
Tá liberado ficar repetindo as inspirações aqui? Porque mais uma vez vem da Isa, da Lucy e do Ringo, do Na Nossa Vida. Lá no blogue dela, ela respondeu a TAG 7 coisas e liberou geral pra responder sem ela indicar e então cá estou.  
Confesso que foi bem difícil responder a tudo isso, principalmente as que faço bem (talvez seja a hora de começar a fazer melhor as coisas, ó o sinal).

7 coisas para fazer antes de morrer
Ser mãe 
Construir uma casa e encher de filhos com muito verde e lugar pra botar uma rede
Mochilão na Itália com Gabriel
Cozinhar melhor
Aprender crochê
Aprender aquarela
Fazer algo incrível pelos meus pais

7 coisas que eu mais falo
Macgyver
Comi demais
Hoje eu vou na academia de qualquer jeito
Amanhã vou acordar mais cedo
Xuxu
Ai! (muito desastrada)
Lindimais! 

7 coisas que eu faço bem
Bolo de cenoura
Cuidar da casa
Dramatizar
Diários de viagem
Unha das mãos
Sonhar acordada
Rir de piadas sem graça

7 coisas que me encantam
Gentileza
Ipês floridos
Macgyver sendo ele mesmo
Dias de chuva leve
O mar
Bem-te-vis da minha rua
Casas coloniais

7 coisas que eu não gosto
Calor
Desordem
Falta de educação
Shopping
Coca-Cola
Música sem fone no ônibus
Esquecer alguma coisa


7 coisas que eu amo ♥
Estar/Chegar em casa
Brigadeiro
A comida do Gabriel
Cachorros
Ler
Água
Sol de fim de tarde entrando lá em casa

Acho que teria que ter mais uma lista de 7 coisas, para ser 7 listas né? Então vou acrescentar mais essa: 

7 blogs/sites que eu leio sempre
Palavras e Silêncio
Minha vida como ela é
Na Nossa vida
Tudo Orna
Juliana Rabelo
Eu te dedico
Dele e Dela

E você, quais são suas sete coisas vezes sete?
Se for fazer ou já tiver feito, deixa nos comentários  que eu vou correndo ler. 

                                                                                                                               BEDA 03|31








autosabotagem,

Não sei precisar quando foi que as linhas pautadas passaram a ser um refúgio, mas lembro-me exatamente dos sentimentos que me levavam a recorrer a um caderno A5 amarelado para externar tudo aquilo que me consumia por dentro. Tampouco sei o que é pra ser levado a sério, porque vezenquando a tempestade do nosso copo d'água diário é maior e mais doída que costuma ser. O que sei, é que de repente, tenho treze anos outra vez e estou sentada com a cabeça entre as pernas num chão frio enquanto o mundo gira muito rápido ao meu redor e as lágrimas escorrem rosto afora, sem ao menos pedir permissão. O que sei, é que outra vez sou pequena demais para as dores melancólicas que me atingem e o que me resta é escrever estas linhas tornas, com a esperança de que isto suavize o que tanto grita cá dentro.  Outra vez, aquela auto estima que caiu no chão e aquele choro reprimido no banheiro. 
Não sei precisar quando foi que tudo veio à tona, mas sei que tudo deve ser culpa do amontoado de emoções que me atingiram feito um furacão no último mês. Auto controle, definitivamente não trabalhamos. O que sei é que a previsão é que tudo passe daqui uma semana, que tudo volte a ser flores, que tudo volte a ser leve e que eu volte a acreditar que sou capaz. Que eu pare com essa auto sabotagem e pare, apenas pare.
Não sei porque esperei tanto tempo pra escrever e tentar fechar a ferida. O que sei, é que foi preciso eu voltar. E tomara, que eu nunca mais vá embora. 

De uma tpm infinita e um semestre doído.
Eu não mudei nada. 

miúda

Voltou. Voltou e não gostei nada disso pequena. Talvez tenha demorado um pouco mas pra mim, nunca terá sido suficiente. Uma vez ouvi dizer que lágrima nenhuma merecia se escorrer em rostos bonitos assim e no teu então menina, é quase crime contra humanidade isso acontecer.

Voltou e eu também  não gostei e por isso te ver falar em rosto bonito se referindo ao meu, me atinge feio bala, porque o que vejo num reflexo de espelho qualquer, me deixa ainda mais triste. Ando distante do que queria enxergar. Talvez sejam as olheiras de volta com a rotina atropelada.

Voltou e não quero que fique, porque te ver assim, versão miúda de você mesma, me dói profundo no peito. Quero te pegar no colo e te arrancar sorrisos bobos, porque o peso de seus olhos tristes, me deixa impotente também. 

Voltou mesmo e eu só sinto muito medo, não sabe? De não suprir as expectativas ao redor e principalmente as minhas. De não ser tudo aquilo que um dia achei que fosse capaz de ser. Medo de desabar mais uma vez. 

Se aquiete menina, que as coisas hão de se ajeitar. Essa insegurança até que é normal e eu sei que você é melhor que esse poço pequeno de esperança que acha que é. 

Me aquieto. Mas queria um abraço apertado pra chorar um choro molhado, esse de limpeza da alma, entende? Olho ao redor e não vejo onde... as dores que a gente vive guardando no bolso uma hora vaza, não cabe mais. 

Ei, deita aqui, te faço um cafuné. Te faço uma oração também, pra que tudo isso vá embora pra longe de ti. Sempre tem gente com o bolso mais cheio que o seu, então, se aquiete aqui. Deve de ser a tal tensão pré qualquer coisa que seja. 

É, deve ser. Vai passar. De novo. "Sou pequenino e também gigante". ♪


Qualquer conversa entre duas almas
 que podem morar num mesmo corpo. 

Vamos viajar?

Sempre gostei de viajar, mas a maioria das minhas viagens foram através de livros e assim, passei a nutrir o desejo de conhecer cidades, vilarejos, países e ilhas (e outros mundos, porque não?) onde viveram os personagens dos livros favoritos. Um dos memes do mês julho do Rotaroots (antes tarde do que nunca), por causa do mês das férias, é para falarmos dos lugares que queremos conhecer e, convenhamos, o mundo todo pode ser uma resposta? Gosto de viajar, mas odeio o deslocamento, o trajeto, a ida ou a vinda, o fazer e desfazer malas, mas ainda assim, tem alguns lugares que gostaria muito de ver de perto, pelo menos uma vezinha na vida. 

Radda in Chianti - Itália


Acho que desde que Matteo apareceu na pele do Thiago Lacerda em Terra Nostra eu nutro um afeto imenso com tudo que vem da Itália e, com ele uma vontade grande de desbravar as terras, os vilarejos, o idioma, vinhos e massas de lá. A cidadezinha medieval Radda in Chianti fica na região da Toscana e na província de Siena, região que fiquei ainda mais louca pra conhecer depois de ler Julieta, cujo cenário é bem por ali. Acho amor demais essas pequenas cidades de climas bucólicos e só de pensar em caminhar por essas pequenas ruas calçadas com pedra e cheias de fachadas charmosas de mãos dadas com o marido, já me enche o coração de esperança de que possamos ir loguinho.

Revirei o Tio Gúgou e não achei uma imagem decente. Vou ter que ir tirar uma foto melhor. :D



Santorini - Grécia


Assim como a viagem citada acima, a de Santorini comecei a planejar na minha cabeça a partir de uma cena vista na televisão, mais precisamente no filminho de Sessão da Tarde "Quatro Amigas e um jeans viajante", que é pra onde a Rory, digo a Lena, interpretada pela diva Alexis Bledel, vai nas suas férias e nos enche os olhos com aquela paisagem. Vê aí umas casinhas brancas pra mim por favor, pra levar. Obrigada.



Gramado - Rio Grande do Sul


Outra coisa que nutro desde sempre, é a vontade de conhecer o sul do Brasil. Fui uma vez a Maringá e já me encantei, só de ter ido até ali. Tudo lá do sul encanta: a comida, o sotaque, o frio. Gramado está na lista de lugares que quero ir since 1920 e espero mesmo, este ano poder riscar este item da lista e ir desfrutar das belezas e delícias da cidade.



Bora Bora - França


Sou branquela e corro do sol e do calor como ninguém, fico mal humorada e insuportável na época de calor aqui em Minas, afinal, não temos um mar para nos refrescar e para curtir este sol todo no verão. Mas, pegar um solzinho na ilha de Bora Bora eu mais que topo - já tô colocando biquini na mala. Ficar ali naqueles chalés, curtindo o sol e a sombra ao mesmo tempo, olhando pr'aquela imensidão verde-azul e lendo um livro enquanto o marido tira um cochilo. Aiai. Não seria má ideia, de jeito nenhum.



Londres - Inglaterra


Eu tinha que escolher um dos destinos tradicionais de mochilão dazoropa, pensando que dali, de trem, vamos pra qualquer outro país num piscar de olhos. Londres porque é cenário de vários dos meus filmes favoritos e agora, de um dos meus livros favoritos também: Fiquei com seu número, da Sophie Kinsella. Quero conhecer tudo que turista tem direito: Palácio de Buckingham, Tower Bridge, London Eye e a Abadia de Westminster, etc, etc, etc. 



Orlando - Estados Unidos


Mais precisamente o parque da Disney, sim senhora. Mamãe sempre amou desenhos e filmes da Disney e sempre via os filmes comigo e deixava eu alugar trezentas milhões de vezes seguidas os filmes da Branca de Neve e talicoisa. Resultado: cresci uma criança corrompida pela Disney, uma princesa frustada por não viver num palácio e não ter ratinhos e cavalos e cachorros falantes  (mimimimi). E outra coisa, o parque tem um mundo de brinquedos e muita diversão oras, qualquer idade pode ir, mas mãããããnhêêêêê, quero ver o show das princesas e o desfile tá? E claro, tirar foto com o Mickey e com a Minnie. 




Essa postagem faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots
um grupo de blogueiros que pretende resgatar os bons tempos do mundo dos blogs.