[Top 5] Sessão da Tarde


Tá tendo tanto BEDA que tá parecendo que tá tendo muita Copa (sdds) e como quem tem amigo não morre pagão, a Analu me convidou para Bedar com ela e as meninas da Máfia hoje, dia cinco (pra combinar com o dia ao menos uma vez, obrigada!), listando os meus cinco filmes favoritos da Sessão da Tarde. 
Eu, assim como todas as crianças dos anos 90, cresci assistindo Sessão da Tarde e nas férias, amava mais ainda porque podia assistir com minha mãe, esparramadas no sofá de casa (ela dormia em quase todos os filmes, mas ok). Acho até que os meus preferidos são os dela também. 

05- Sabrina, aprendiz de feiticeira
Eu já estava pronta pra escrever Abracadabra (que eu gravei um vhs nalguma sessão da tarde da vida), que também é um dos filmes da minha vida, mas aí lembrei de Sabrina e Salém. Impossível não amar essa mocinha que do nada descobre que é uma feiticeira e não ter imaginado que isso poderia acontecer com você também. (!) Esse filme teve várias continuações e cada uma melhor que a outra, inclusive, um ótimo desenho animado.

04- Napoleão
Eu seria capaz de encher esse top cinco de filmes de cachorros e animais: Lassie, Beethoven - o magnífico, K-9 - um policial bom pra cachorro, 101 dálmatas, Babe, A menina e o porquinho e mais uma infinidade de histórinhas que faziam com que eu parasse tudo pra correr pro sofá (ainda faz). Mas o filme animalesco que mais me faz lembrar dessas tardes gostosas passadas ao lado da minhã mãe, é o pequeno aventureiro Napoleão. ♥ O cãozinho sai voando pela cidade numa cesta cheia de balões de gás, faz várias amizades pelo caminho que o ajudam a retornar para o seu lar, para seus amados donos. Fico torcendo para que se acontecer algo do tipo com Macgyver, ele tenha a mesma sorte. 

03- Lua de Cristal
Sérgio Mallandro é o galã, o príncipe e só por isso merecia estar nesse top cinco. Mas ainda tem nossa menina Maria da Graça, Gracinha, como uma Cinderela moderna  com a tiadrasta malvada (que é uma das fadas boas de Caça Talentos, sdds) que faz a sobrinha de empregada, claro. Tem Julia Lemertz jovem rebelde e o abusado Mauricinho, primos da Xuxa e ainda a Maria Eduarda, aquela criança pentelha que a gente ama em filmes de sessão da tarde. O que dizer da cena da privada gente?  E claro, a incrível música que dá nome ao filme, que todo karaokê que se preze tem que ter.

02- Meu primeiro amor
Esse deve estar em todas as listas de favoritos. A gente já começou a sofrer com uma Shonda da vida aí e nós éramos apenas crianças, vejam só. Não tem como não se emocionar e se identificar com as descobertas, os sentimentos desses dois personagens. Nem me lembro direito dos outros temas, só da delicadeza do amor-amizade de Veda e Thomas. Não tem como resistir a um filme de amor infantil que tem My Gril na trilha sonora. ♥

01- Matilda
Mas, o amor da minha vida sempre foi e sempre será Matilda.♥
A menina é hiper inteligente, ama ler quieta no quarto, faz mágica e travessuras com a Srta. Trunchbull e os pais adotivos malvados, se apaixona pela professora Miss Honey e é adotada por ela. Ainda tem Bruce e aquele bolo maravilhoso de chocolate que no começo dá vontade de ser ele e depois, não obrigada!  Não é preciso nem explicar o porquê de ele ser o primeiro lugar: é um filme incrível, perfeito. O número um do meu coração sessãodatardístico. 

>Depois que terminei a lista vi que cometi o erro horrível de esquecer A Princesinha, que acho que é nosso filme favorito da vida inteira, de sessão da tarde, locadora e Youtube, mas depois conserto isso e faço um texto exclusivo pra rasgar seda à vontade. ♥
>>Essa é uma postagem coletiva que as meninas da Máfia criaram e GrazaDeus a Analu me chamou pra participar salvando um dia do meu BEDA! Obrigada pela adoção meninas!
Para saberem dos filmes favoritos das meninas da Máfia, vem aqui ó: Anna,  AnaluAna LuizaGabriela CouthGabriela IralaPaloma e Rafaela.
>>>Aproveitando este post, quero pedir a você que ajudem esses dois bebês lindos a ganharem um concurso de fotografia, curtindo a foto deles AQUI. Obrigada, de nada. :)

                                                                                                                               BEDA 05|31


[01|1001] Bunitinha

Ana Flávia aos 2 anos e Ana Cláudia aos 12. ♥
Há exatamente um ano e quatro dias, a Analu escreveu este texto e desde então tenho pensado muito sobre o assunto e cada vez mais tenho certeza que eu preciso entrar neste projeto: 1001 pessoas que conheci antes do fim do mundo, da Aline Vieira. A proposta dela é escrever sobre as pessoas que ela conheceu ao longo da vida e que de alguma forma fizeram a diferença pra ela, seja por minutos, horas ou anos. Carinhosamente inspirada neste projeto e no texto da Ana, quero dividir aqui e não deixar que se percam tantas histórias bacanas que  de uma maneira ou de outra, me tocou em algum momento e que fazem parte de mim. Pode ser que este seja mais um dos inúmeros projetos falidos da minha vida, mas hoje, especialmente hoje, preciso começar. 

Ana Cláudia tinha dez anos quando eu nasci, três irmãos, um vovô dela e uma vovó nossa. Mamãe era professora na zona rural e por isso me deixava bem cedinho na casa da Tia Bete ou da Vovó Dete para ir trabalhar. Mamãe é a filha mais nova de dez, foi criada pelos irmãos mais velhos praticamente e com isso eu poderia ser claramente considerada a primeira neta de Tia Bete e Tio Gentil. Ou então, como foi, ganhar quatro irmãos.

As lembranças mais queridas da minha infância são nessas duas casas. As brincadeiras da Ana, ela me ensinava. As bonecas, ela me dava. Me chamavam de Branquela e eu amava. Nos passeios, ela me levava. O primeiro cadastro da biblioteca, foi com ela e só por isso já valeria este post. Quando começou a trabalhar, almoçava na casa da vovó e jogava Jogo da Vida comigo. Quando moravam na Chácara, fui uma vez buscá-la da escola com Tio Gentil, pela linha do trem, à noite. Minha segunda casa, era a dela. Minha segunda mãe, era (é) a dela. 

Um dia, depois de todos os três irmãos se mudarem pra Belo Horizonte, chegou a sua vez e seu pai, foi na minha casa pedir à minha mãe uma mala emprestada para a mudança. E eu ouvi a história. E eu implorei para que minha mãe não emprestasse a mala, porque na minha cabeça, assim, ela não se mudaria. Acho que até então nunca tinha chorado tanto na vida. Engraçado como é a vida né, com a distância acho que os laços se estreitaram mais ainda. Contava os dias para que ela voltasse e passasse um tempo comigo. Acho que demorou uns 8, 9 anos até que eu me mudasse pra cá, pra morar com Dedé, irmão mais velho da Ana. Mais engraçado ainda, é que depois morei um ano na casa dela, depois que ela se casou e eu fui madrinha. Aí depois eu me casei e ela foi madrinha. E hoje sou madrinha dos bebês que ela teve, Davi e Miguel (não consigo dizer que é só de um, bjs).

Hoje é o aniversário da Ana, da Bunitinha (apelido que a gente se chama e que ninguém sabe como surgiu), da esposa do Digão e mãe dos nenéns da madrinha e por isso eu achei que seria um lindo dia para começar esse projeto. A diferença que ela fez e faz na minha vida não cabe aqui, mas a gente tenta né?! 

Bunitinha, que todos os seus dias sejam incríveis como você é! 
Que tenha muita saúde, no corpo e na alma.
E que caminhemos cada vez mais unidas. Te amo!


                                                                                                                               BEDA 04|31

Sete coisas

Não consegui foto de 7 coisas diferentes que eu citei pra ilustrar, então vai a melhor delas: Macgyver ♡
Tá liberado ficar repetindo as inspirações aqui? Porque mais uma vez vem da Isa, da Lucy e do Ringo, do Na Nossa Vida. Lá no blogue dela, ela respondeu a TAG 7 coisas e liberou geral pra responder sem ela indicar e então cá estou.  
Confesso que foi bem difícil responder a tudo isso, principalmente as que faço bem (talvez seja a hora de começar a fazer melhor as coisas, ó o sinal).

7 coisas para fazer antes de morrer
Ser mãe 
Construir uma casa e encher de filhos com muito verde e lugar pra botar uma rede
Mochilão na Itália com Gabriel
Cozinhar melhor
Aprender crochê
Aprender aquarela
Fazer algo incrível pelos meus pais

7 coisas que eu mais falo
Macgyver
Comi demais
Hoje eu vou na academia de qualquer jeito
Amanhã vou acordar mais cedo
Xuxu
Ai! (muito desastrada)
Lindimais! 

7 coisas que eu faço bem
Bolo de cenoura
Cuidar da casa
Dramatizar
Diários de viagem
Unha das mãos
Sonhar acordada
Rir de piadas sem graça

7 coisas que me encantam
Gentileza
Ipês floridos
Macgyver sendo ele mesmo
Dias de chuva leve
O mar
Bem-te-vis da minha rua
Casas coloniais

7 coisas que eu não gosto
Calor
Desordem
Falta de educação
Shopping
Coca-Cola
Música sem fone no ônibus
Esquecer alguma coisa


7 coisas que eu amo ♥
Estar/Chegar em casa
Brigadeiro
A comida do Gabriel
Cachorros
Ler
Água
Sol de fim de tarde entrando lá em casa

Acho que teria que ter mais uma lista de 7 coisas, para ser 7 listas né? Então vou acrescentar mais essa: 

7 blogs/sites que eu leio sempre
Palavras e Silêncio
Minha vida como ela é
Na Nossa vida
Tudo Orna
Juliana Rabelo
Eu te dedico
Dele e Dela

E você, quais são suas sete coisas vezes sete?
Se for fazer ou já tiver feito, deixa nos comentários  que eu vou correndo ler. 

                                                                                                                               BEDA 03|31








Ter com quem contar

Imagem carinhosamente roubada e modificada do Pinterest da Isa. 


Uns meses atrás, descobri mais um  site amor-da-vida, o Histórias de Casa. Eu, que já era fã assumida do Casa Aberta e aloka do Pinterest, descobri mais uma maneira de contar sobre a vida e, entre uma garimpada e outra, entrei em diversos lares e conheci diversas formas de ser lar e ser família. 

Daí que, em uma dessas visitas li o seguinte: "E é esse tipo de parceiro que a gente tem que ter na vida, o que nos enxerga indo além quando nem a gente consegue." Quem disse isso foi a linda fotógrafa Isadora Ribeiro, do site NanossaVida e por incrível (e clichê) que possa parecer, eu havia acabado de pensar algo parecido sobre o meu marido, amigo e amor. 


Pensei porque ultimamente, muitas coisas estranhas tem acontecido - mais que o normal - e ele, sempre ele, ali, sendo chão, mãos e abraços. Pensei porque em minhas inúmeras crises existenciais, é seu olhar que cura e seu puxão de orelha que me coloca de pé de novo: "para de drama."  Pensei porque eu quis parar de escrever, fechar o blogue e aposentar minha carreira pseudo-escritora e ele disse que não, que não era pra fechar agora, que era bobagem e dias depois me dar ideias pra postagens: nossa mini reforma. Reforma esta que ele topou antes mesmo de eu terminar o projeto e que em menos de uma semana, as paredes já estavam pintadas no cinza que eu tanto queria: por ele, por nós. 

Naquela exata hora em que li a pequena declaração da Isa pro Fábio, o meu companheiro havia acabado de me dar talvez o maior empurrão até hoje: "tenta, se der certo, vai ser uma experiência incrível pra você, de verdade." Logo eu, a número um da fila das mais medrosas do universo, das mais "pé atrás" estava sorrindo de orelha à orelha porque era a força que eu precisava pra tentar - apenas tentar - algo diferente. Era a força, como sempre, sempre é. 

No fim das contas, aquilo que afinal eu tentaria não deu certo  - ainda - mas o que eu senti naquele momento valeu mais que qualquer experiência que eu poderia ter. Poder contar com alguém é a melhor coisa desse mundo e que bom que esse alguém escolheu a mim para contar também. 

Ele disse pra eu não parar de escrever e pelo jeito, não vou parar de escrever tão cedo. Ainda bem. 


BEDA 02|31


BEDA: a gente voltou e vai participar



Primeiramente, estou devendo explicações a vocês leitores que ainda resistem a tantos sumiços e postagens que não mudarão em nada suas vidas. Eu sumi e deixei este pobre coitado de blogue respirando com ajuda de aparelhos desde novembro  e  não me orgulho disso. Acontece que eu estava no último ano da faculdade, fazendo estágios, projetos freelancer e tentando concluir o TFG, e não tava sobrando tempo nem pra chorar as pitangas aqui, nenhumazinha

Mas aí o tempo passou, o TFG foi um sucesso - Graças à Deus - , saí de um dos estágios, comecei a trabalhar 8 horas em um deles, comecei a frequentar a academia, continuei trabalhando em casa em outros projetos, teve formatura e baile de formatura - volta, baile - e teve férias no Rio. 

Depois teve mudança de emprego, uma reforminha em casa, estudo pra concurso, leituras atrasadas e mais projetos freelancer. Foi então que no meio disso tudo, eu percebi que andava meio perdida porque meu ponto de equilíbrio nesse mundo é esse cara que recebe todas as minhocas que passam na minha cabeça de bom grado e que eu precisava voltar. Então voltei, de novo!

Segundamente, ontem, estava passeando pelo Rotaroots pra ver como é que andavam as postagens do pessoal de lá,  e vi a chamada pra gente participar do BEDA (Blog Every Day April/August), a versão escrita inspirada no VEDA (Vlog Every Day April/August), que quer dizer que haverá postagem todos os dias do mês de agosto e aí, num surto de loucura resolvi que participaria sim senhor. 

Eu precisava de um empurrãozinho pra redescobrir a minha vontade de escrever e tive dois: um deles é o BEDA e o outro é a velha (amada) tática de mudar o layout que my person blogueira providenciou com todo carinho do mundo. Não está lindo? Não falarei muito disso aqui pra não desperdiçar assunto de um futuro post, porque gente, o mês mal começou e ainda faltam 30 dias|posts pra gente concluir o projeto. 

Se isso dará certo ninguém sabe, afinal esse sobrevivente da blogosfera nunca teve postagem todo dia (apesar de ter tododia no nome, enfim), mas a gente promete que tenta e tenta muito. Afinal, uma já foi. 



autosabotagem,

Não sei precisar quando foi que as linhas pautadas passaram a ser um refúgio, mas lembro-me exatamente dos sentimentos que me levavam a recorrer a um caderno A5 amarelado para externar tudo aquilo que me consumia por dentro. Tampouco sei o que é pra ser levado a sério, porque vezenquando a tempestade do nosso copo d'água diário é maior e mais doída que costuma ser. O que sei, é que de repente, tenho treze anos outra vez e estou sentada com a cabeça entre as pernas num chão frio enquanto o mundo gira muito rápido ao meu redor e as lágrimas escorrem rosto afora, sem ao menos pedir permissão. O que sei, é que outra vez sou pequena demais para as dores melancólicas que me atingem e o que me resta é escrever estas linhas tornas, com a esperança de que isto suavize o que tanto grita cá dentro.  Outra vez, aquela auto estima que caiu no chão e aquele choro reprimido no banheiro. 
Não sei precisar quando foi que tudo veio à tona, mas sei que tudo deve ser culpa do amontoado de emoções que me atingiram feito um furacão no último mês. Auto controle, definitivamente não trabalhamos. O que sei é que a previsão é que tudo passe daqui uma semana, que tudo volte a ser flores, que tudo volte a ser leve e que eu volte a acreditar que sou capaz. Que eu pare com essa auto sabotagem e pare, apenas pare.
Não sei porque esperei tanto tempo pra escrever e tentar fechar a ferida. O que sei, é que foi preciso eu voltar. E tomara, que eu nunca mais vá embora. 

De uma tpm infinita e um semestre doído.
Eu não mudei nada. 

o meu e o seu,


O meu amor, amor, é dramático.
O seu amor, meu amor, é mansinho.

O meu amor, amor, é de supetão.
O seu amor, meu amor, é ternozinho.

O meu amor, amor, é preguiçoso.
O seu amor, meu amor, é atleta.

O meu amor, amor, é faminto.
O seu amor, meu amor, é alimento.

O meu amor, amor, é o sol.
O seu amor, meu amor, é a nuvem-proteção.

O meu amor, amor, é um.
O seu amor, meu amor, é um milhão.

O meu amor, amor, é carente.
O seu amor, amor, é paciente.

O meu amor,
O seu amor,
inteiro,
nosso,
rotineiro,
um mundo inteiro,
pra nós,
dois.


pro amor da vida inteira,
 

miúda

Voltou. Voltou e não gostei nada disso pequena. Talvez tenha demorado um pouco mas pra mim, nunca terá sido suficiente. Uma vez ouvi dizer que lágrima nenhuma merecia se escorrer em rostos bonitos assim e no teu então menina, é quase crime contra humanidade isso acontecer.

Voltou e eu também  não gostei e por isso te ver falar em rosto bonito se referindo ao meu, me atinge feio bala, porque o que vejo num reflexo de espelho qualquer, me deixa ainda mais triste. Ando distante do que queria enxergar. Talvez sejam as olheiras de volta com a rotina atropelada.

Voltou e não quero que fique, porque te ver assim, versão miúda de você mesma, me dói profundo no peito. Quero te pegar no colo e te arrancar sorrisos bobos, porque o peso de seus olhos tristes, me deixa impotente também. 

Voltou mesmo e eu só sinto muito medo, não sabe? De não suprir as expectativas ao redor e principalmente as minhas. De não ser tudo aquilo que um dia achei que fosse capaz de ser. Medo de desabar mais uma vez. 

Se aquiete menina, que as coisas hão de se ajeitar. Essa insegurança até que é normal e eu sei que você é melhor que esse poço pequeno de esperança que acha que é. 

Me aquieto. Mas queria um abraço apertado pra chorar um choro molhado, esse de limpeza da alma, entende? Olho ao redor e não vejo onde... as dores que a gente vive guardando no bolso uma hora vaza, não cabe mais. 

Ei, deita aqui, te faço um cafuné. Te faço uma oração também, pra que tudo isso vá embora pra longe de ti. Sempre tem gente com o bolso mais cheio que o seu, então, se aquiete aqui. Deve de ser a tal tensão pré qualquer coisa que seja. 

É, deve ser. Vai passar. De novo. "Sou pequenino e também gigante". ♪


Qualquer conversa entre duas almas
 que podem morar num mesmo corpo. 

Vamos viajar?

Sempre gostei de viajar, mas a maioria das minhas viagens foram através de livros e assim, passei a nutrir o desejo de conhecer cidades, vilarejos, países e ilhas (e outros mundos, porque não?) onde viveram os personagens dos livros favoritos. Um dos memes do mês julho do Rotaroots (antes tarde do que nunca), por causa do mês das férias, é para falarmos dos lugares que queremos conhecer e, convenhamos, o mundo todo pode ser uma resposta? Gosto de viajar, mas odeio o deslocamento, o trajeto, a ida ou a vinda, o fazer e desfazer malas, mas ainda assim, tem alguns lugares que gostaria muito de ver de perto, pelo menos uma vezinha na vida. 

Radda in Chianti - Itália


Acho que desde que Matteo apareceu na pele do Thiago Lacerda em Terra Nostra eu nutro um afeto imenso com tudo que vem da Itália e, com ele uma vontade grande de desbravar as terras, os vilarejos, o idioma, vinhos e massas de lá. A cidadezinha medieval Radda in Chianti fica na região da Toscana e na província de Siena, região que fiquei ainda mais louca pra conhecer depois de ler Julieta, cujo cenário é bem por ali. Acho amor demais essas pequenas cidades de climas bucólicos e só de pensar em caminhar por essas pequenas ruas calçadas com pedra e cheias de fachadas charmosas de mãos dadas com o marido, já me enche o coração de esperança de que possamos ir loguinho.

Revirei o Tio Gúgou e não achei uma imagem decente. Vou ter que ir tirar uma foto melhor. :D



Santorini - Grécia


Assim como a viagem citada acima, a de Santorini comecei a planejar na minha cabeça a partir de uma cena vista na televisão, mais precisamente no filminho de Sessão da Tarde "Quatro Amigas e um jeans viajante", que é pra onde a Rory, digo a Lena, interpretada pela diva Alexis Bledel, vai nas suas férias e nos enche os olhos com aquela paisagem. Vê aí umas casinhas brancas pra mim por favor, pra levar. Obrigada.



Gramado - Rio Grande do Sul


Outra coisa que nutro desde sempre, é a vontade de conhecer o sul do Brasil. Fui uma vez a Maringá e já me encantei, só de ter ido até ali. Tudo lá do sul encanta: a comida, o sotaque, o frio. Gramado está na lista de lugares que quero ir since 1920 e espero mesmo, este ano poder riscar este item da lista e ir desfrutar das belezas e delícias da cidade.



Bora Bora - França


Sou branquela e corro do sol e do calor como ninguém, fico mal humorada e insuportável na época de calor aqui em Minas, afinal, não temos um mar para nos refrescar e para curtir este sol todo no verão. Mas, pegar um solzinho na ilha de Bora Bora eu mais que topo - já tô colocando biquini na mala. Ficar ali naqueles chalés, curtindo o sol e a sombra ao mesmo tempo, olhando pr'aquela imensidão verde-azul e lendo um livro enquanto o marido tira um cochilo. Aiai. Não seria má ideia, de jeito nenhum.



Londres - Inglaterra


Eu tinha que escolher um dos destinos tradicionais de mochilão dazoropa, pensando que dali, de trem, vamos pra qualquer outro país num piscar de olhos. Londres porque é cenário de vários dos meus filmes favoritos e agora, de um dos meus livros favoritos também: Fiquei com seu número, da Sophie Kinsella. Quero conhecer tudo que turista tem direito: Palácio de Buckingham, Tower Bridge, London Eye e a Abadia de Westminster, etc, etc, etc. 



Orlando - Estados Unidos


Mais precisamente o parque da Disney, sim senhora. Mamãe sempre amou desenhos e filmes da Disney e sempre via os filmes comigo e deixava eu alugar trezentas milhões de vezes seguidas os filmes da Branca de Neve e talicoisa. Resultado: cresci uma criança corrompida pela Disney, uma princesa frustada por não viver num palácio e não ter ratinhos e cavalos e cachorros falantes  (mimimimi). E outra coisa, o parque tem um mundo de brinquedos e muita diversão oras, qualquer idade pode ir, mas mãããããnhêêêêê, quero ver o show das princesas e o desfile tá? E claro, tirar foto com o Mickey e com a Minnie. 




Essa postagem faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots
um grupo de blogueiros que pretende resgatar os bons tempos do mundo dos blogs.

Para

Para com esse todo mal estar que está passando para as pessoas e deixa de ser tão indecisa, você não tem mais aquela idade que achava que o mundo era contra você. Para com esse disse-me-disse inesgotável de que as pessoas deviam ser amar mais e te amar mais porque você não sabe o que se passa dentro delas, não pode julgar ou sequer dizer algo a respeito. E eu acho melhor você parar também, antes que seja tarde demais, com essa irritabilidade sem fim por qualquer coisinha: pare e arrume um chá de camomila, vê se te acalme.

Para com esse ciúme bobo das pessoas e de tudo que rege sua vida, você não é dona de nada e as pessoas tem direito de escolher se vão ou não ser seus amigos, se vão ou não gostar dos mesmos livros e se vão ou não escolher o mesmo curso. Nunca vi isso na vida, ter ciúme das escolhas, como se fossem só suas.  Para, tá? Antes que se machuque de novo e de novo e vejamos de novo aquele filme antigo de decepção e mágoas. Para, porque a gente não quer isso.

E pelo amor de Deus, volta lá e pega a sua confiança de volta, que você esqueceu num banco de praça qualquer, a devolva pro seu bolso e não larga mais dela, porque as coisas hão de dar certo, eu sei que sim. E não desgruda mais dessa fé e para de se lamentar: guarda pra si as coisas porque ninguém é obrigado. As coisas andam complicadas pra meio mundo e seus mimimis não vão colocar a dor de ninguém no bolso pra virem te dar colo. Pare. Pare. Pare. Pare.  Cê é bem melhor que isso. Cê já é bem grandinha pra deixar que os hormônios te faça chorar um rio inteiro no banheiro, enquanto a água do chuveiro escorre e tenta levar da sua alma, tudo que é sentimento pobre. E para logo de escrever esse rabisco que já passou de nhenhenhen. Para. 

dear,

Não sei muito bem por onde começar Nana (sim, a gente recuperou o apelido de infância), perdi o jeito de escrever pra mim mesma anos atrás, talvez na sua idade sabe? Então cuidado pra não perder também. Continue escrevendo suas coisas nestes caderninhos de folhas amareladas que esconde no armário, porque o papel continua sendo um ótimo, senão o melhor, ouvinte. Continue escrevendo, mesmo que digam que não deva, mesmo que não lhe deem o crédito por isso, mesmo que incomode. Continue por você, pra amadurecer essas palavras que brotam nos seus dedos. As coisas não vão mudar tanto assim, a não ser que agora você mostra o que escreve num blog - daqui uns anos você descobrirá a internet e vai entender do que estou falando - e não tem ligado muito para o que os outros pensam da sua escrita. A gente parou de tentar provar algo às pessoas. 

Muitas situações continuarão a ser cruéis e você terá de se acostumar com isso. Treine a sabedoria e aprenda a não ouvir certas coisas, deixando que elas saem do ouvido com a mesma rapidez que entrarem. Será difícil, não vou mentir, mas não deixe de tentar, irá nos ajudar muito lá na frente. E pare de se arrastar tanto assim pra conseguir manter a amizade das pessoas, você não precisa disso. Apenas pare, agora. Não corra atrás tanto assim, porque mesmo agora, muito do que a gente faz, passa despercebido, infelizmente. Outras pessoas,que se esforçam bem menos, serão mais valorizadas que a gente, então, por favor, pare. Aproveita e pare de tentar entender porque as coisas são assim, elas simplesmente são e pronto, você não tem controle de nada. Lá na frente,  você não vai entender o porquê do evento  do fulano ou ciclano emocionar mais seus amigos que o seu, então pare. Só você sofre e não vale a pena. Tente entender que a maneira como as pessoas te tratam, só porque elas não te tratam da maneira como você espera, não significa que não te amem com tudo que elas podem. 

Falando em amar, não deixe de falar pras pessoas que você gosta o quanto são importantes pra você. Um dia, alguém te ensinará que devemos deixar todos os dias, as pessoas amadas com palavras de carinho, porque a gente não sabe nada do que vai acontecer amanhã. Mesmo que nossos pais se retraiam quando dizemos "eu te amo", continue a dizer e todos os dias, que aos poucos, eles aprenderão a te dizer também.

Não se esqueça de passar na casa da vovó hoje na hora do almoço e sempre que ela chamar, almoce com ela e aproveite aquele feijão delicioso que só ela sabe fazer. Jante com ela às terças às cinco da tarde e a acompanhe até a Igreja e à costureira e sempre que ela pedir, vá a padaria buscar aquele pãozinho pintadinho com queijo que ela tanto gosta. Não esquece que ela não gosta de pão muito branco. Dá um beijo nela e um abraço bem forte. Diz que sinto saudades todos os dias, e sempre maior. E diz também, que meu amor por ela é infinito. ♥

Continue a ler sem parar, isso determinará muita coisa na sua vida. As amizades incríveis que você ainda fará, parte da escolha da sua profissão e até o que as pessoas pensam de você. Ler hoje, é um hábito tão escasso e raro que você será lembrada positivamente por isso. E não deixe de ir à Biblioteca, que ela continua um excelente refúgio para os dias de luta.

Seja mais paciente com a Maria. Tente entender que a criação de vocês é diferente e brigue menos. Carinho e diálogo são sempre as melhores escolhas. Mas não deixe de colocar suas opiniões, que no futuro, ela te respeitará muito por isso. Cuide dela com carinho e aproveite as tardes que passam juntas. Ela crescerá tão rápido e se tornará uma menina tão linda, que você nem vai perceber. Aproveite-a. 

E só mais uma coisa: nunca perca essa humildade que carrega consigo e esta vontade de ser melhor e ser doce com as pessoas. Você conhecerá tanta gente egoísta, que sua suavidade fará a diferença em algum momento. Não tente ser dura pra se encaixar em algum grupo, você não precisa. E óh, a gente continua sabendo que ninguém é melhor que ninguém e  a gente não faz com os outros, o que não queremos que façam conosco. E continuamos a colocar a nossa dor no bolso pra cuidar da do amigo, e acho que isso não vai mudar nunca. 

E Nana?! Não deixe de ouvir rock'n roll e mpb, mas pode dar uma chance aos outros gêneros, você não vai se arrepender.

Carinho meu,
Você de vinte e três anos.

(Blogagem Coletiva Elite Blogueira ♥) 

(Vovó foi morar no céu em Junho de 2007 
e desde então, 
meu coração carrega o vazio da saudade dela.)

o dia que não terminou

e nem terminará tão cedo. E não tô falando só de futebol.

Começou como um dia comum de feriado em Belo Horizonte, dia de aproveitar mais a cama quentinha e de se espreguiçar com calma, pra depois colocar a casa em ordem, devagar e com cuidado. Começou e depois, os amigos chegaram pra juntar-se a nós, na torcida. Bandeira na televisão, camisa da sorte e sapatilha azul cheia de estrelas pra inspirar. Nada de preto ou vermelho, mas o amarelo foi inevitável. Cerveja Brazuca. Superstições até com o canal a ser assistido, que parecia não parar de exibir replay. Foi doído ver a Seleção do Felipão sumirem no jogo daquele jeito, foi doído ver aquele massacre alemão em cima da gente e foi doído ver o David Luiz se desculpar com todos os brasileiros, muito doído.

own Davizinho. ;(

Mas nada doeu - e dói - mais que ver o quanto as pessoas são, são.... egoístas? Não sei. Só sei que vi muita gente vestindo a camisa do nosso país desde 12 de junho e ontem, quando as coisas ficaram muito difíceis, a tirarem e pisarem em cima dela, como se até o último jogo não estivessem vibrando e torcendo para que os últimos degraus fossem alcançados com sucesso. Ser patriota na Copa é muito fácil né?


Doeu porque não vejo essas mesmas pessoas fazerem algo pra mudar a situação do país - ou da casa, da rua, do bairro - e ficam cobrando e julgando quem, até agora, continua "brasileiro com muito orgulho, com muito amor", apesar dos pesares. Nós não podemos negar quem somos. Não existe ex-brasileiro, mas existe um tal de "Pátria Amada Brasil" apenas quando estamos ganhando um jogo, que pelamordeDeus. Fora isso, nada tá certo, tudo é um grande amontoado de porcarias, nada serve, ninguém presta. 


Ontem desabafei no facebook e fazia anos luz que não o fazia. Ontem escrevi revoltada na rede social, porque minha paciência é curta demais e as vezes fico muito  p. da vida ao ver e ler certas coisas, mas não farei mais além deste texto. Farei minha cara de paisagem e silenciarei, enquanto mentalmente mandarei todo mundo reclamão ir catar coquinho no asfalto e pegar a vergonha na cara de volta, porque a gente não torce pro time só quando ele tá ganhando e o nosso país não é pra ser amado somente quando tátendomuitaCopa. Nós somos melhores que isso. Você é melhor que isso.

Desabafei ontem porque doeu demais ver o país sendo esculachado por causa de uma derrota - não foi uma, foi A derrota - por pessoas que não movem uma palha pra mudar alguma coisa nesse mundo. Devem ser as mesmas pessoas que jogam lixo na rua e reclamam de enchentes. São as mesmas pessoas que reclamam do transporte público e tem três carros na garagem (só pra encher mais e mais as ruas). São as mesmas pessoas que riem de você quando diz que o Brasil tem jeito se a gente começar a mudança. São as mesmas pessoas que te julgam por você amar Urbanismo por isso, porque as coisas tem jeito. São as mesmas pessoas que não param o carro na faixa de pedestre e reclamam quando tem que colocar uma multa pra isso, porque só acham certo quando mexem no seu bolso. São as mesmas pessoas que adoraram sair mais cedo do trabalho enquanto podiam e correram atrás de ingresso enquanto jogo teve. Depois que acabou-se o que era doce, muito fácil jogar o azedo no ventilador e guardar no fundo do armário a camisa amarela e as vuvuzelas e agir como se fosse contra sempre. Como se do dia 12 de junho ao dia 08 de julho, não tivessem colocado a revolta em stand by e torcido loucamente pra mais um feriado e mais e mais gols.

É claro que tá tudo uma grande de uma merda, mas enquanto você reclama de tudo no facebook, tem gente fazendo algo pra's coisas melhorarem de alguma forma, se espelhe nestas pessoas, nesta minoria. Parem com esse mimimi que não sai do lugar. Façam alguma coisa além disso.
E agora serei a mais clichê de todas: a mudança começa dentro da gente.
Não sejam brasileiros de modinha, tomem tento.


Um desabafinho básico, sem paciência pra 
gente egoísta e sem noção: 
Torcer pra time que tá ganhando é fácil, 
e não tô falando só da Seleção.

Leiam também os desabafos da , da Magadinha e da Babi. Vem que éthois galera.