cinco amores da ficção

Com a roupa nova do rei de roma - o blog - choveu empolgação de manter issaquê vivo, porque né, esse semestre não choveu nem gotejou aqui. Daí, pedi pra entrar pro Rotaroots e resolvi que sim, a minha estreia seria o meme sugerido por lá e sim, um meme de homibonito de meninha: os cinco amores platônicos da ficção.
E é nessa hora que o senhor meu marido ficará bastante satisfeito, hahahaha. Beijo amor. :*
Eu queria escolher o Chico Buarque mas Chico não é ficção, então fica pro próximo meme.
E me perdoem pela overdose de gifs, por favor, mas né, precisava ilustrar direitinho tudo isso.
Sim, vou começar de trás pra frente.

5° Jack Porter 

Tudo bem, tudo bem que ele fica cobrando coisas da Ems em Revenge e isso deixa a gente com raivinha e as vezes até atrapalha a missão dela e tudo bem que ele casou com outra e que as vezes é um pastel, mas gente, ele é fofo demais e tem esse olhar de criança e gosta de cachorros. 

4° Hook, ou Capitão Gancho.

Uma coisa é certa: depois de Once Upon a time, você se apaixonará por vilões, especialmente por esse Capitão Gancho charmoso que né, nada tem a ver com aquele bigodudo dos contos de fadas da infância. Sim, ele fez coisas feias, mas que que vale isso daqui a dez anos gente?! (Por nada Hook, por nada).


3° August W. Booth

Sabe o Pinóquio?Pois bem, cresceu e ficou essa coisa fofa quevontadedeapertar que faz a gente suspirar eternamente em Once Upon a Time (aquilo lá é uma fábrica de homi bonito, sô). Você sofre ao vê-lo sofrer e fica torcendo pra ele aparecer no próximo episódio e na porta de casa. 

2° James Ford, ou melhor, Sawyer

Falem mal dele o quanto quiserem, eu não ligo. Digam que ele é um bandido e tudo o mais que eu virei justificando todas as ações dele, o menino sofreu gente, o deixem. Não bastasse essa cabeleira loira aos ventos da ilha de Lost, o moço - quando não estava matando em missão - vivia lendo lindamente na sua barraca à beira da praia. Pfvr né. 


Agora, o primeiríssimo lugar da lista: 

1- Derek Shepherd: 
Dancinha e gritinhos de huhuhuhuhuhuhu.

Amor eterno gente, fim. McDreamy ganhou meu coração desde o primeiro episódio de Grey's Anatomy e não teve Mark que tirasse de mim essa vontade de suspirar (ooooown) toda vez que ele aparecia na tela (oooown). Ele é todo cuidadoso e amoroso com a Grey e um paizão e um excelente profissional e é essa belezura toda ainda.
Mark teve sim seu lugar na minha vida greysanatomitesca, mas deixo ele para os suspiros da MF e da Lu, se ela vier a fazer esse meme. 

Mas minha gente, Patrick Dempsey  arranca suspiros da mulherada since Namorada de Aluguel, por favor, por favor.
É isso, beijotchau. 




quase um ano

Mês que vem já faz um ano e nem parece que já se passou onze meses desde aquele dia terno, no inverno passado. Das poucas coisas que consigo me lembrar – tamanha emoção sentida – é daquele teu olhar a espera do meu, lá no altar. E da tua mão na minha dizendo pra me acalmar e do ‘você tá linda’ sussurrado ao pé do ouvido. Guardo direitinho o teu “Sim” com autoridade e as promessas que renovo diariamente, ao pedir ao Pai do Céu que nos abençoe ainda mais e ao agradecer por todos os sorrisos compartilhados ‘e abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim’
Quase um ano e uma viagem inesquecível e passeios mais que perfeitos e dias e noites te amando ainda mais – é possível? – e querendo te amar sempre e mais. Quase um ano e aquela vontade de aumentar a família que só cresce e aguarda o momento certo – porque amor pra dividir (multiplicar) e vontade, já não falta. Quase um ano e muita paciência com a instabilidade emocional de final de período e um carinho imenso ao dizer que sim, vou conseguir – mesmo que seja dito com braveza. 
Quase um ano e ainda choro ao lembrar daquele ensaio nervoso, daquele dia corrido, daquelas festas-não-festas incríveis e do vestido de princesa escolhido dois dias antes. Pode não parecer nada, convenção social apenas, tradição falida pra muita gente, mas pra mim, pra nós, basta a nossa maior certeza: Serei sua, sempre sua Ana. Porque você me ensinou assim.
Quase um ano e só agora aquele álbum de guardar magia ficou pronto e tão lindo que me fez sentir de novo todo aquele turbilhão do nosso dia vinte e nove e, todos os sorrisos de lá pra cá. 
Mês que vem faz um ano. Mas a nossa certeza é mais, mais antiga. 
Mês que vem faz um ano. E é apenas o primeiro do resto de nossas vidas.

Feliz nosso dia vinte e nove, só mais uma desculpa pra sorrir seu riso de novo e de novo e de novo...

amor de cão,

Dizem por aí, desde que me entendo por gente, que o cachorro é o melhor amigo do homem. Desacreditava disso desde que Danúbio, um cachorro grande – grande cachorro – me prensou na parede, no quintal de casa, aos quatro anos. Eu fazia bolinho de terra pra ele todos os dias e comemorava seu aniversário, já que não sabia a data e acreditava que mandava nisso, e o rapaz me prensou na parede, que amizade era aquela? (mais tarde entendi que ele queria brincar e não tinha noção de que eu era pequena demais para brincar - daquele jeito - com ele) Desacreditava e acreditava de novo quando ele vinha com aquela carinha de pidão. Ao longo da vida tivemos muitos amigos do homem. Cada qual com seu olhar de gato de botas especial, mas nenhum, nenhunzinho, foi cachorro de dentro de casa. Da porta não passava. 
Daí, há três anos veio o Macgyver (um shitzu) pra mudar tudo isso. (prova disso é que agora  meus pais tem a Lady, outra shitzu fofa, que honra totalmente o nome que lhe deram e reina dentro de casa, enquanto o Duque, um cachorrão medroso, vive no quintal)

Aquela imensidão de pêlos – ou pedaço de nuvem em dia de céu azul – chegou na vida da gente já ditando seu reinado. Era cãozinho de apartamento. Dormiria dentro de casa. Subiria no sofá pra assistir tv. Dormiria o dia todo e só faria esforço pra comer. Aprenderia que aquele nome estranho e comprido, era o dele. Viajaria desde bebê e aprenderia que casa de vovó é mais divertida, lá pode tudo. Passaria a dormir na cama também e, se sobrasse espaço, caberia o papai e mais tarde, a mamãe. Participaria de todos os abraços e beijinhos da casa e de toda dancinha improvisada. Ficaria de olho no papai preparando a comida pois havia grande possibilidade de sobrar algo pra ele. Amaria cenoura. Aprenderia a sorrir. Ensinaria a sorrir. Músiquinhas seriam inventadas pra ele, por ele. Reconheceria o papai chegando de carro e esperaria na porta com o rabinho balançando. Seria o xodó de toda a família, o reizinho. Reconheceria a mamãe chegando à pé pelo andado e esperaria com o rabinho balançando, também. Teria certeza de que não era um cão e detestaria todos que aparentavam ser. Comeria canetas e/ou graxa pra sapato, ficaria com o pêlo preto e afirmaria que não havia sido ele. Aprenderia a se esconder quando fizesse malcriação. Aprenderia que as brincadeiras do papai são as mais divertidas e que a mamãe se chamava Felícia. Teria todas as garrafas plásticas destinadas à ele. Entenderia que qualquer brinquedo dele, era a bolinha. Morreria de saudade só de ficar sozinho por dois minutos e faria uma festa tão grande com o retorno, como se fossem meses. Seria o anfitrião de todos os encontros com os amigos. Amaria o dia do banho e seria a estrela do petshop, chamado de cãozinho mais carinhoso que se teve notícia por lá. Aprenderia que quando pegassem a coleira, era sinal de passeio. Seria amigo de todas as pessoas da rua. Amaria sentir o vento pela janela do carro. Aprenderia que sábados, domingos e feriados eram dias pra ele. Ensinaria que a nossa casa era o melhor lugar para se estar.
Cuidaria da mamãe enquanto o papai viajava. Faria companhia ao papai enquanto a mamãe estudava.  
Nos ensinaria a amar sem medidas. Carregaria o coração mais puro do mundo.
Cuidaria dos dois. E os dois cuidariam dele.
Acordos estabelecidos desde o primeiro olhar, firmado com um amor imenso, nascido ali, naquela manhã de sábado.  
Três anos do nosso cãozinho de liquidação, o último que restava da ninhada. 
E o melhor de tudo, foi que ele quem nos escolheu. 

seu sorriso,



Seu sorriso é pingo de sol nas frestas da janela, que vem sorrir pra dentro da alma nossa, quando os dias são de temporal dentro da gente. 

Você me aquece só por chegar perto, fazendo do teu abraço um cobertor sereno, expulsando tudo de triste que corre nas veias. Eu me acalento no teu colo tranquilo e me permito ser leve. E sem perceber, num segundo estou te levando naquele meu sonho bonito sonhado de olhos abertos. Nós.

E talvez, só talvez, o mundo tenha se tornado um lugar melhor, apenas pra ver este seu sorriso de menino repetidas e repetidas vezes. Ou, quem sabe, o meu mundo só se tornou um lugar melhor por causa desse teu sorriso de menino, que manda embora tudo de sombra que possa aparecer na nossa frente. Do teu lado, sou mais segura.

Ou ainda, talvez eu tenha me tornado uma pessoa melhor por culpa dessa sua mania de sorrir bonito e de me fazer sorrir pelo canto da boca, fazendo aparecer aquela covinha tímida e miúda. Talvez menino, teu sorriso tenha me feito ser grande. 


Contando um conto com a parceira
de sempre - pra sempreMaria Fernanda.
A Maria Bonita que mudou toda 
a roupa do blogue, pra melhor. 
Meu agradecimento eterno, Big Sis 

Então me diz aí, cê gostou? 

Com açúcar, com afeto: Saudade em P&B e Julieta



Saudade em Preto e Branco
Maria Fernanda Probst
Editora Penalux - 2013

 Nana Flávia,

Obrigada por abrilhantar minha humilde obra com o texto mais que fofinho da capa.
Obrigada pela amizade bonita que a gente tem nutrido e que cresce todos os dias. Imensurável a felicidade de ter estreitado nosso laço.
Adoro você tem tempos.
Um beijo enorme, um carinho imenso e uma gratidão infinita,
Maria Fernanda


Com açúcar, com afeto. Assim foi feito um dos livros mais lindos que já li na vida! 
Não, não é porque ela é minha amiga. E também não, não é porque eu escrevi a orelha - pausa para o momento de inflação do ego. Saudade em Preto e Branco é um dos meus favoritos antes mesmo de ser concebido, antes mesmo de sair das telas do blog Palavras e Silêncio e ser impresso em ternura pra ser enviado pra gente! Estes textos, escolhidos cuidadosamente, impactam a vida da gente, mexe com a alma, mareja os olhos, faz doer e ao mesmo tempo faz sorrir, assim, de canto da boca sabe?
Maria Fernanda tinha um melhor amigo, dos olhos café com leite e sorriso maroto.
Maria Fernanda tinha um melhor amigo que brilhava mais que a luz do sol nos seus dias.
Maria Fernanda tinha um melhor amigo e ele se estrelou no céu.
Maria Fernanda, pra apaziguar a dor, escreveu, escreveu, escreveu, cartas e mais cartas endereçadas aos céus.


"É a saudade que quer arrancar o coração do peito, por doer demais." pág.45

Maria Fernanda encantou esta leitora com a delicadeza que a tristeza foi transformada a partir do momentos em que por suas mãos passava.
Antes de ternura impressa, li todos os textos do marcador 'saudade em preto e branco' e sorria, sorria, sorria de ver o que a menina foi capaz de transformar com a saudade dela, achava lindo! 

"Tu sempre me foste, sabe? E eu, sempre te fui. Um completando o outro. Nó cego. Agora tu me escapas, escondido no quase esquecimento e eu luto, de mãos estendidas em tua direção, para que me dê as tuas e fique aqui, comigo, nesse laço de irmão." pág. 66

No livro, estes escritos e sentimentos estão tão palpáveis que se a gente não tomar cuidado amigo, a gente vive cada palavrinha dele, todinho-todinho.
Saudade em preto e branco, é o sentimento de perda mais colorido que já vi na vida, tão lindo que é! 


 "_É - afirmou ela - Dizia ele que a sorte dos grilos é ter violão nas pernas." pág. 107

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Julieta
Anne Fortier
Editora Arqueiro - 2010

 Nana!
Imagina se eu não daria um romance para essa menina fofa-apaixonada?
Tomara que o livro seja tão doce quanto você.
Um carinho
MF

Sim. Duas resenhas juntas! Porquê? Porque ganhei este incrível romance da doce Fê no aniversário passado, em março. Então a resenha é mais Maria Fernanda Probst que tudo! hahaha
Se existe uma palavra pra definir este llivro minha gente, é esta: sensacional! 
Fazia tempos que não me empolgava tanto com uma história, com uma personagem, com um casal, com um lugar, uma família.... Julieta é tudo de mais incrível no mundo, num impresso só! 
O romance se passa na maior parte do tempo em Siena, na Itália, lugar que reza a lenda foi onde a verdadeira Julieta Capuleto e o verdadeiro Romeu Montecchio, cujos nomes verdadeiros seriam Giullieta Tolomei e Romeo Marescotti viveram.

"_Eu não conhecia a minha alma -  disse Romeo, baixando a voz como quem falasse ao coração dela - até vê-la refletida em vossos olhos." pág. 115

Seiscentos anos depois, Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice Jacobs, nascem na Itália e aos três anos são levadas para os Estados Unidos e passam a ser criadas por sua tia-avó Rose. 
Ao morrer, tia Rose deixa tudo para a gêmea Janice, enquanto que para Julieta, deixa uma missão: viajar à Siena em busca de um tesouro supostamente deixado pela falecida mãe  e ao mesmo tempo, da sua verdadeira história.
As aventuras apenas começam quando Julie chega à Itália. pra começar, ela não se chama Julie, e sim Julieta Tolomei, sim, o mesmo nome da suposta verdadeira Julieta. Depois, ela descobre que há um Romeo Marescotti a solta e, quanto mais ela procura informações sobre o tesouro da mãe, mais perigosa fica a sua viagem. 

"Como uma ave que desce sobre a presa e arrebata para os céus o infausto habitante terrestre, Romeo furtou os lábios de Giulietta, antes que eles tornassem a lhe escapar." pág. 132

Os capítulos são separados por épocas: a de 1340, do Romeo Marescotti e Giullieta Tolomei, e a atual, das aventuras da Julie Jacobs em Siena. Dessa maneira, é possível imaginar direitinho cada detalhezinho da história, porque ficou tudo tão amarradinho!
É impossível não se apaixonar com este livro, com esta história bem escrita e fundamentada. 
O melhor livro que li em 2013 e um dos melhores da minha vida, sem dúvida nenhuma.  

"Só me lembro dos olhos do homem que se recusou a me perder de novo." pág. 433


A minha dedicatória pra você Fê,
 não cabe em linhas, nem em uma vida inteira! 



Aposto que se encantou com o livro da Fê! Então corre e mande um email pra ela:  feprobst@gmail.com.


bem, te vi.

 Bem-que-te-vi da minha janela,  amarelo ouro
Bem-te-vi e te conto enquanto me encanta com teu canto,
Que agora a vida é está mais colorida, tem amor da vida, casa nossa, um só lar
Bem, te-vi do meu olhar. 

Porque o bloguezinho tá todo abandonadinho, 

aí uns versinhos pra tentar salvar.

rima nossa,

    Aquele teu fio de cabelo fora do lugar, faísca da delicadeza imensa nascida do seu olhar, de mar - que não canso de falar. Essa imensidão verde que carrega com cuidado dentro das pálpebras, aonde navega meus sonhos em barcos de papel de seda.
    Aquele encaixe de pernas e mãos e cabelos esparramados num sofá de ternura e pôr-do-sol amarelando o chão da sala, saudade de aconchego que nasce antes de terminar. E esse relógio que corre contra o tempo e contra nossa vontade de eterno domingo, eterno eu e você, ever.
    Aquele teu beijo terno que quanto toca minha face faz surgir novas e brilhantes estrelas no céu, da minha boca. E essas nossas conversas no silêncio de qualquer caminho, no infinito do carinho nas mãos, do sinal vermelho, que é verde para beijos e cafunés no coração.
    Aquela minha velha mania de achar que tudo que nos cerca pode virar poesia num papel de bala qualquer da vida. Essa mania de escrever sem nem ao menos saber rimar, eu e você com amar.
    Aquela rima que lá no fundo é só nossa e nasceu mais bonita que bossa-nova...
...e rimou 
...e amou 
...e casou.

apenas a erva daninha,

O barco tá furado amigo, tá furado faz tempo e eu nem percebi como ou onde. Deve ter sido lá atrás, quando as decisões tomadas foram passos grandes demais, além da capacidade das pernocas magricelas de menina do interior, moradora do mundo dos livros.

 A realidade é dolorosa e cruel amigo, faz doer de uma maneira sufocante e não há curativo nesse mundo pra reparar tanto mal. A falta de talento - ou burrice mesmo - quando resolve aparecer, dá um tapa na sua cara e um choque de realidade: lugar errado e hora errada. Um tombo de paraquedas. 

Um naufrágio numa ilha habitada por extraterrestres cheios de talentos e vontade. E você, um nadinha de nada perdido no mundo. O barco furou antes das mudanças radicais, furou na nuvem dos sonhos distantes. O tombo já começara bem ali, nada podia deter. É como disse amigo, o mundo real não é divertido, não transforma erva daninha em roseira, muito menos em orquídea. 

Nasci dente de leão, a praga das plantações charmosinha que será sempre apenas isso, porque amigo, tô frágil demais e esse vento forte tá me derrubando. Tem um medo tomando conta de tudo, me incapacitando ainda mais. 

Então te peço amigo, me pegue e faça um pedido, depois me guarde num livro qualquer, entre duendes e fadas, porque tô cansada de tentar e tentar e tentar ser quem não consigo ser... Me segure amigo, me seg...u..r...e...

vezenquando,


Vezenquando começo um texto assim. "Vezenquando" isso, "vezenquando" aquilo e quando se vê, passaram-se tantos quandos nessa vida e eu só pisquei. Uma vez.  Disfarço meu pessimismo com a fé que tenho e creio e oro e rezo e peço minuto a minuto pra que tudo adoce e seja terno. Amanhã, no pôr-do-sol, quando as nuvens se pintarem de vermelho-alaranjado-azul-corderosa-e-amareloouro, quando as orações parecem ser recebidas lá em cima e a lua vem, e sorri, como quem diz "Continue acreditando". Aí agradeço. Anoiteço. Enobreço. Engrandeço. 

Vezenquando me sinto forte, me sinto porto-seguro de mim mesma e começo a acreditar que tudo, no fim, de verdade, dará certo e me permito a não chorar de medo, de angústia, de covardia. Me dou um tempo, uma folga. Respiro.

Mas vezenquando, acontece de eu ficar miúda, miniatura de gente grande e um potão grandão de contradição. E aí choro por fora e por dentro, e de fora pra dentro e sempre e todo momento e, vezenquando, é custoso sair um sorriso, porque dói ter medo de fracassar, dói ter medo de amanhã, ser chuva e o pôr-do-sol vivo, ficar pra depois. 


Vezenquando sou ansiosa e quero tudo pra ontem. Vezenquando que acontece vezemsempre demais.

Vezenquando encontro um dente-de-leão no asfalto e assopro metade e faço um pedido ("Que seja doce! - peloamordeDeus") e guardo o restante, num livro-amor da estante. E vezenquando assim, sorrio sincero e acredito sincero e fechos os olhos e...passou.





Ainda bem que tpm 
é só vezenquando. ;)

50 tons de rapidinha,

    
Imagem: Pinterest


     Não, o Pratododia não foi invadido por algum hacker arretado da peste e o blog agora tem pegada ''can't''. Sim, você está exatamente no lugar onde deveria estar: lendo esta tagAtire a primeira pedra quem nunca na vida respondeu um daqueles questionários adolescentes. Você, ou um amigo seu, ou um amigo de um amigo seu já teve aquele caderninho lotado de perguntas bestas, que não serviam de nada além de conhecer os gostos do fulaninho da mesa de trás, certo?

      Pra relembrar estes tempos de colégio, a Babi propôs no grupo Elite Blogueira a brincadeira e foram criadas 50 perguntinhas-rapidinhas pro pessoal do grupo responder (sim, a parte dos cinquenta tons ficou a carga apenas pela parte numericamente falando, seus danadinhos), bora lá?


 #01 Idade e signo: Ariana de vinte e dois anos.
 #02 Qualidade e Defeito: Organizada e impaciente (total).
 #03 Eu sou:  Uma manteita derretida.
 #04 Eu deveria ser: Mais focada.
 #05 Eu odeio: Ignorância.
 #06 Eu amo: Histórias (consequentemente: livros, séries, filmes e conversas paralelas).
 #07 Comida: A do marido .
 #08 Bebida: Café e suco de laranja natural.
 #09 Nunca mais eu como: Batata Sesações.
 #10 Nunca mais eu bebo: Milkshake Bob's Ovomaltine.
 #11 Uma fruta: Banana.
 #12 Doce ou salgado? Doce, salgado, doce, salgado, doce, salgado, e assim, forevermente.
 #13 Piercing? Tatuagem? Piercing na orelha e, tatuagem, só vontade que aliás, diminui a cada dia. 
 #14 Dia ou noite? Pôr do sol.
 #15 Uma cor: Preto .
 #16 Uma música: Somewhere over the rainbow ♪ (a que me levou ao altar).
 #17 Um filme: Dirty Dancing
 E qual não gostou: Para Roma, com amor. (achei que saiu de lugar nenhum, pra ir pra lugar algum).
 #18 Um livro: Orgulho e Preconceito .
 E qual não gostou: Budapesque, do Chico Buarque.
 #19 Um seriado: Grey's Anatomy .
 #20 Um personagem: Elizabeth Bennet 
 #21  Um livro que gostaria de ter escrito: Orgulho e Preconceito .
 #22 Um super herói: Percy Jackson serve?
Um super poder que gostaria de ter: Teletransporte - odeio deslocamentos. :/
 #23 Uma atriz: Laura Cardoso
 #24 Um ator: José Wilker
 #25 Um cantor (a), banda ou grupo: Chico Buarque
 #26 Qual a parte do seu corpo preferida? Pernalongas. :p
E o qual a parte do corpo que mais atrai em outra pessoa? Sorriso?
 #27 Uma loucura: Sair de casa aos 18 sem planos muito certos?
 #28 Um sonho: Realização profissional.
 #29A viagem dos sonhos: Itália
 #30 Um lugar que gostaria de ir de novo: Buenos Aires, com certeza.
 #31 Um sonho de consumo: Nossa casa.
 #32 Conquista já realizadas: Bolsa em uma faculdade reconhecida; casamento. 
 Quais ainda pretende realizar:  Emprego dos bons - filhos.
 #33Um momento inesquecível: 29 de junho de 2013 ♥.
 #34 Uma palavra: Sabedoria.
 #35 Uma mania: Morder o lado interno da boca. (oi?)
 #36 Um cheiro: Perfume do amor e cheiro do Macgyver de banho tomado. 
 #37 Um lugar: Lar doce Lar.
 #38 Praia ou campo? Campo.
 #39 Um animal: Cachorro - Macgyver ♥.
 #40 Não pode faltar na bolsa: Um livro.
 #41 Uma roupa: Jeans.
 #42 Um sapato:  Sapatilha.
 #43 Pretinho básico ou cores: Pretinho básico.
 #44 Um vício: Chocolate.
 #45 Um pecado: Gula.
 #46 Um verbo: Estar.
 #47 Passado: Aprendizado.
 #48 Presente: Semente.
 #49 Futuro: Está sendo plantado hoje.
 #50 Como pretende estar daqui 10 anos? Bem empregada, com a casa bonita e crianças saudáveis.
 Uma frase: "Eu não conhecia a minha alma - disse Romeo, baixando a voz como quem falasse ao coração dela - até vê-la refletida em vossos olhos." (Porque é a coisa mais linda do mundo o livro da vez: Julieta)

Gostou da tag e quer relembrar os questionários adolescentes? Se joga, se joga, vem! Õ/

Com açúcar, com afeto: Que Momento!


    Faz algum tempo que ando achando o Pratododia sem gosto e monótono e abandonado e tudo mais, então resolvi que o blog precisava de um tempero novo, uma receita diferente. Foi aí que, enquanto vasculhava os livros da estante, tive a ideia de começar a fazer resenhas também. Ok, sei que não é a maior novidade do universo dos blogs, mas pra mim é, pois foge de tudo que estou acostumada a fazer/escrever por aqui. E para fugir da mesmice, resolvi que iria resenhar livros que foram ganhados de presente e que tenham alguma dedicatória fofa, por isso o nome "Com açúcar, com afeto"  - sim, tinha que haver um pedacinho de Chico Buarque Lindo de Holanda aqui  - assim, contarei um pouco da minha relação com a pessoa que me presenteou e dedicou o mimo literário.
    E pra inaugurar o marcador açucarado, nada mais justo que estrear com a resenha de um livro escrito pelo grande amigo Antônio, que além de uma dedicatória toda bordada em carinho, ainda tive o meu nome citado nos Agradecimentos, assim como a Fê Probst e a Lu Brito, amizades construídas há mais de um ano no Arde sem se ver.  

Querida Aninha,
Que este pequeno recado leve para ti a minha admiração e o grande carinho que aprendi a sentir por ti mesmo à distância.
Obrigado por ser sempre uma palavra de incentivo nessa caminhada e sinta-se também parte da construção deste sonho.
Conte sempre com este amigo e continue sendo a mineirinha mais querida que eu conheço! 

Beijão,
Antônio Dutra Jr.

    O Que Momento! é um livro carregado de histórias de humor que retratam o dia-a-dia do escritor de maneira inusitada, eu diria. Antônio escreve no blog de mesmo nome há tempos geológicos e, agora, todos os seus melhores textos estão reunidos em um impresso. Sorrisos que cabem em linhas e entrelinhas pra levar na bolsa, pra ler na rua, na chuva, na fazenda...
     No livro a gente se depara com histórias divertidíssimas e até constrangedoras, que aconteceram em algum momento da vida do autor e que se envolve com o dia-a-dia com um trejeito rebuscado, de puro humor. A escrita é mais ou menos assim: pra contar que o céu amanheceu nublado, Antônio viaja no tempo trezentos anos e resgata histórias mirabolantes do tempo de Noé e sua arca, busca os mais diversos personagens pra ilustrar seus causos, e só então, depois diz a que veio. Nesse disse-me-disse você já se encontra com dores abdominais de tanto dar risada, além de que aprende diversas expressões gaudérias e junções de palavras antonianas incríveis. Ao final da leitura Deusolivre e Talicoisa já farão parte do seu vocabulário.
"Essa mania de desviar os assuntos eu puxei da Vó Dilma, sobrem dela. A vó começa falando de tango e termina em tamanco."

    Que Momento! foi lançado em março deste ano e li na mesma semana que o recebi, não li, devorei. Conhecia alguns textos do blog, mas mesmo assim foram inúmeras gargalhadas com as exagerâncias (Bjs Saramandaia) descritas pelo gaúcho. Entretanto, houve um fato que me chateou nesta história: Antônio esqueceu de enviar o marcador do livro! Como pode isso Arnaldo? Mas, pra alegria geral da nação e o bem de todos e não sei a ordem das coisas, o amigo gaúcho foi entregar o marcador pessoalmente em Junho, lá em Samonte, no dia do meu casamento. Entregou o marcador esquecido, um abraço verdadeiro e um punhado de sorrisos logo compartilhados com toda a família. Se não foi o maior, foi um dos melhores presentes que poderíamos ganhar nesta data tão linda.  A pessoa nunca me viu mais gorda nessa vida, só conhece pelas internet's da vida, e foi me ver dizer sim ao homem da minha vida! Amizade? Amor? Nada neste mundo pode explicar. Foi lindimais da conta sô! A presença deste amigo e da sua excelentíssima esposa Dani, só abrilhantaram ainda mais nosso dia e, quando tivemos que nos despedir, como doeu. E como ainda dói esta saudade de amigos de infância reconhecidos. Que prevaleça! Que novos encontros se realizem! Que possamos sempre unidos soltar um sonoro: Que Momento! Que não demoremos a nos reencontrar, porque tô mortinha de saudade docês dois! Dô conta dessa saudade não sô.
   
     Bom, no final das contas não foi bem uma resenha, mas o que há nas entrelinhas dessas histórias, das dedicatórias precisavam ser descritas aqui. 


E a conta da saudade quem é que paga? 


Ficou morrendo de vontade de ler o livro que eu sei! Então corre e manda um email pro antonioaugustojr@gmail.com e, garanta logo o seu. 








nem mesmo o mar e o infinito,


não é maior que o nosso amor, nem mais bonito
me desespero a procurar, alguma forma de lhe falar...

Dizem que avó, é mãe com açúcar e deve ser verdade, pois VóDete era literalmente um doce de batata doce de tão doce de pessoa que foi. Então, mamãe deveria ser um pudim de leite, que é minha sobremesa preferida, ou talvez de laranja cristalizada, pois as vezes azeda. Azeda e é bom assim mesmo, porque amor de mãe a gente sempre gosta. Eu nem precisaria estar escrevendo isso aqui, porque o sentimento criado no ventre durante a gestação, é o mais forte e verdadeiro que existe. Eu nem precisaria dizer nada disso porque mãe e filha se entender no olhar. Eu nem precisaria estar redigindo nenhuma letra, porque este amor transcende o entendimento humano e literário. Eu não precisaria, mas estou, porque é pra ficar registrado e eternizado. Porque é pra ter certeza e não haver dúvidas. Que é pra sentir que cada "eu te amo" dito é a frase mais sincera que sai dos meus lábios. Que é pra sentir cada abraço que queria dar diariamente, mas não posso porque optei morar longe pra buscar nossos sonhos. Que é pra sentir as orações que faço dia e noite pra Deus te cuidar, te proteger, te dar saúde e sabedoria. De manhã. À tarde. À noite. Escrevo que é pra saber que não há como comparar este amor. Amor de pai e mãe é um só, porque sou a melhor parte de vocês dois. E as vezes a pior parte também, então vamos combinar de só mostrarmos a parte boa uns para os outros?! Escrevo que é pra saber que sou pra lá de imperfeita e que erro vinte e quatro horas por dia tentando acertar e escolher o melhor pra nós. O melhor que me ensinou a buscar, desde pequenina de cachinhos de ouro - iguais aqueles da menina da minha história favorita. Escrevo mãe, pra Senhora não ter dúvidas no seu coração do tamanho do meu amor e da minha gratidão. Escrevo pra confirmar o que faço diariamente à Deus: Agradecer à família que me foi dada e aos pais sensacionais que são e serão sempre meus exemplos. Escrevo porque há um ciumezinho por aí. Escrevo pra dizer que não escrevi antes por achar que meu amor por você já estava bem claro. Escrevo pra agradecer tudo que fez pra realizar o dia mais lindo de minha vida. O vestido de princesa, a cerimônia abençoada por Deus. Escrevo pra te agradecer por ter me viciado em leitura e ter me mostrado como é mágico fazermos partes de histórias que não são nossas. Escrevo pra dizer tudo, e nada ao mesmo tempo. Escrevo porque sinto saudades. Escrevo porque não estou tão perto quanto gostaria. Escrevo pra dizer que de longe tenho feito o possível pra ser melhor e não decepcioná-los. Escrevo pra te pedir pra acreditar em mim e no meu esforço. Escrevo pra te pedir pra se cuidar, comer direitinho e não esquecer o cobertor em noites frias. Escrevo pra te lembrar de se dar um tempo no seu dia pra ler seus livros e pensar em nada. Escrevo pra te lembrar de descansar. Escrevo que é pra lembrar todo mundo aí de casa pra ouvir mais e falar menos, que abaixar a guarda também é bonito. Escrevo pra dizer que queria ser mais perto e presente. Escrevo sem motivo nenhum e com todos motivos guardados. Escrevo pra dizer que aprendi a me cuidar, mas ó, as vezes vou correndo querendo seu colo, pode ser? Escrevo pra te pedir proteção, porque proteção de mãe é a mais forte que se tem notícia. Escrevo pra te contar que tô quase abandonando um livro e que tô assistindo séries de contos de fadas que você iria adorar. Escrevo, escrevo, escrevo, escrevo, porque foi você quem me ensinou. Escrevo pra te dizer mãe, que nada é maior que o meu amor nem mais bonito. Eu te amo, e por favor, não duvide nunca. Como é grande o meu amor por você.  


Uns rabiscos desconexos
sem motivo e com todo motivo que existe
para o amor de mãe, o meu amor de filha
eternamente. 




maria,







Menina, tão doce tu és
Pra que se veste de amargura?

O mundo não merece teu sorrir

Ou és tu, que perdeu a doçura ?
Vem e despe esta armadura
Que não foi com ela que tu nasceu
Ouça mais, de olhos e ouvidos
Sempre foi tu menina, nosso pedaço de céu.


Pra minha Maria Bonita,

que é bordada em flor, uns versinhos sem graça
e todo o meu amor

Quinze,

Quinze dias é o tempo que passou desde que nos casamos e recebemos a bênção de Deus em nossas vidas, nossa união. Quinze dias é o tempo que eu ando tentando lembrar de cada detalhe daquela noite tão linda pra eternizar na memória da alma. Quinze dias é o tempo que faz que ouvi a Marcha Nupcial, que encontrei meu pai na porta da Igreja pra me levar a você, amor de toda vida. Quinze dias, e sete foram de viagem, de passeios em uma cidade que carrega uma magia que nos envolve e pede para ficarmos um pouquinho mais. Uma cidade encantada, com bosques e jardins e uma beleza única - perfeita para um casal tão realizado quanto nós dois. Quinze dias que você é meu marido, com toda beleza e antiguidade que a palavra carrega. Marido que desde criancinha quis ter ao meu lado, não porque nasci com gene de Amélia - que era mulher de verdade - e sim porque apesar de todas as conquistas que o feminismo nos trouxe, eu sempre achei fundamental construir um lar, uma família, porque hoje em dia meu bem, o mundo anda egoísta demais e não quer saber de dividir a vida com ninguém. Falta amor, meu amor e é por isso que ando nessas nuvens que bordou no céu do meu caminho. É por isso que agradeço todos os dias ao Pai do Céu por ter colocado alguém com os planos e sonhos tão encaixadinhos nos meus na minha vida. Quinze dias é o tempo que somos um para o outro, mas o resto de nossas vidas é o que nos espera. 

Um rabisco só,
 mas cheio da emoção 
de um dia que não sai de mim.