Com açúcar, com afeto: Saudade em P&B e Julieta



Saudade em Preto e Branco
Maria Fernanda Probst
Editora Penalux - 2013

 Nana Flávia,

Obrigada por abrilhantar minha humilde obra com o texto mais que fofinho da capa.
Obrigada pela amizade bonita que a gente tem nutrido e que cresce todos os dias. Imensurável a felicidade de ter estreitado nosso laço.
Adoro você tem tempos.
Um beijo enorme, um carinho imenso e uma gratidão infinita,
Maria Fernanda


Com açúcar, com afeto. Assim foi feito um dos livros mais lindos que já li na vida! 
Não, não é porque ela é minha amiga. E também não, não é porque eu escrevi a orelha - pausa para o momento de inflação do ego. Saudade em Preto e Branco é um dos meus favoritos antes mesmo de ser concebido, antes mesmo de sair das telas do blog Palavras e Silêncio e ser impresso em ternura pra ser enviado pra gente! Estes textos, escolhidos cuidadosamente, impactam a vida da gente, mexe com a alma, mareja os olhos, faz doer e ao mesmo tempo faz sorrir, assim, de canto da boca sabe?
Maria Fernanda tinha um melhor amigo, dos olhos café com leite e sorriso maroto.
Maria Fernanda tinha um melhor amigo que brilhava mais que a luz do sol nos seus dias.
Maria Fernanda tinha um melhor amigo e ele se estrelou no céu.
Maria Fernanda, pra apaziguar a dor, escreveu, escreveu, escreveu, cartas e mais cartas endereçadas aos céus.


"É a saudade que quer arrancar o coração do peito, por doer demais." pág.45

Maria Fernanda encantou esta leitora com a delicadeza que a tristeza foi transformada a partir do momentos em que por suas mãos passava.
Antes de ternura impressa, li todos os textos do marcador 'saudade em preto e branco' e sorria, sorria, sorria de ver o que a menina foi capaz de transformar com a saudade dela, achava lindo! 

"Tu sempre me foste, sabe? E eu, sempre te fui. Um completando o outro. Nó cego. Agora tu me escapas, escondido no quase esquecimento e eu luto, de mãos estendidas em tua direção, para que me dê as tuas e fique aqui, comigo, nesse laço de irmão." pág. 66

No livro, estes escritos e sentimentos estão tão palpáveis que se a gente não tomar cuidado amigo, a gente vive cada palavrinha dele, todinho-todinho.
Saudade em preto e branco, é o sentimento de perda mais colorido que já vi na vida, tão lindo que é! 


 "_É - afirmou ela - Dizia ele que a sorte dos grilos é ter violão nas pernas." pág. 107

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Julieta
Anne Fortier
Editora Arqueiro - 2010

 Nana!
Imagina se eu não daria um romance para essa menina fofa-apaixonada?
Tomara que o livro seja tão doce quanto você.
Um carinho
MF

Sim. Duas resenhas juntas! Porquê? Porque ganhei este incrível romance da doce Fê no aniversário passado, em março. Então a resenha é mais Maria Fernanda Probst que tudo! hahaha
Se existe uma palavra pra definir este llivro minha gente, é esta: sensacional! 
Fazia tempos que não me empolgava tanto com uma história, com uma personagem, com um casal, com um lugar, uma família.... Julieta é tudo de mais incrível no mundo, num impresso só! 
O romance se passa na maior parte do tempo em Siena, na Itália, lugar que reza a lenda foi onde a verdadeira Julieta Capuleto e o verdadeiro Romeu Montecchio, cujos nomes verdadeiros seriam Giullieta Tolomei e Romeo Marescotti viveram.

"_Eu não conhecia a minha alma -  disse Romeo, baixando a voz como quem falasse ao coração dela - até vê-la refletida em vossos olhos." pág. 115

Seiscentos anos depois, Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice Jacobs, nascem na Itália e aos três anos são levadas para os Estados Unidos e passam a ser criadas por sua tia-avó Rose. 
Ao morrer, tia Rose deixa tudo para a gêmea Janice, enquanto que para Julieta, deixa uma missão: viajar à Siena em busca de um tesouro supostamente deixado pela falecida mãe  e ao mesmo tempo, da sua verdadeira história.
As aventuras apenas começam quando Julie chega à Itália. pra começar, ela não se chama Julie, e sim Julieta Tolomei, sim, o mesmo nome da suposta verdadeira Julieta. Depois, ela descobre que há um Romeo Marescotti a solta e, quanto mais ela procura informações sobre o tesouro da mãe, mais perigosa fica a sua viagem. 

"Como uma ave que desce sobre a presa e arrebata para os céus o infausto habitante terrestre, Romeo furtou os lábios de Giulietta, antes que eles tornassem a lhe escapar." pág. 132

Os capítulos são separados por épocas: a de 1340, do Romeo Marescotti e Giullieta Tolomei, e a atual, das aventuras da Julie Jacobs em Siena. Dessa maneira, é possível imaginar direitinho cada detalhezinho da história, porque ficou tudo tão amarradinho!
É impossível não se apaixonar com este livro, com esta história bem escrita e fundamentada. 
O melhor livro que li em 2013 e um dos melhores da minha vida, sem dúvida nenhuma.  

"Só me lembro dos olhos do homem que se recusou a me perder de novo." pág. 433


A minha dedicatória pra você Fê,
 não cabe em linhas, nem em uma vida inteira! 



Aposto que se encantou com o livro da Fê! Então corre e mande um email pra ela:  feprobst@gmail.com.


bem, te vi.

 Bem-que-te-vi da minha janela,  amarelo ouro
Bem-te-vi e te conto enquanto me encanta com teu canto,
Que agora a vida é está mais colorida, tem amor da vida, casa nossa, um só lar
Bem, te-vi do meu olhar. 

Porque o bloguezinho tá todo abandonadinho, 

aí uns versinhos pra tentar salvar.

rima nossa,

    Aquele teu fio de cabelo fora do lugar, faísca da delicadeza imensa nascida do seu olhar, de mar - que não canso de falar. Essa imensidão verde que carrega com cuidado dentro das pálpebras, aonde navega meus sonhos em barcos de papel de seda.
    Aquele encaixe de pernas e mãos e cabelos esparramados num sofá de ternura e pôr-do-sol amarelando o chão da sala, saudade de aconchego que nasce antes de terminar. E esse relógio que corre contra o tempo e contra nossa vontade de eterno domingo, eterno eu e você, ever.
    Aquele teu beijo terno que quanto toca minha face faz surgir novas e brilhantes estrelas no céu, da minha boca. E essas nossas conversas no silêncio de qualquer caminho, no infinito do carinho nas mãos, do sinal vermelho, que é verde para beijos e cafunés no coração.
    Aquela minha velha mania de achar que tudo que nos cerca pode virar poesia num papel de bala qualquer da vida. Essa mania de escrever sem nem ao menos saber rimar, eu e você com amar.
    Aquela rima que lá no fundo é só nossa e nasceu mais bonita que bossa-nova...
...e rimou 
...e amou 
...e casou.

apenas a erva daninha,

O barco tá furado amigo, tá furado faz tempo e eu nem percebi como ou onde. Deve ter sido lá atrás, quando as decisões tomadas foram passos grandes demais, além da capacidade das pernocas magricelas de menina do interior, moradora do mundo dos livros.

 A realidade é dolorosa e cruel amigo, faz doer de uma maneira sufocante e não há curativo nesse mundo pra reparar tanto mal. A falta de talento - ou burrice mesmo - quando resolve aparecer, dá um tapa na sua cara e um choque de realidade: lugar errado e hora errada. Um tombo de paraquedas. 

Um naufrágio numa ilha habitada por extraterrestres cheios de talentos e vontade. E você, um nadinha de nada perdido no mundo. O barco furou antes das mudanças radicais, furou na nuvem dos sonhos distantes. O tombo já começara bem ali, nada podia deter. É como disse amigo, o mundo real não é divertido, não transforma erva daninha em roseira, muito menos em orquídea. 

Nasci dente de leão, a praga das plantações charmosinha que será sempre apenas isso, porque amigo, tô frágil demais e esse vento forte tá me derrubando. Tem um medo tomando conta de tudo, me incapacitando ainda mais. 

Então te peço amigo, me pegue e faça um pedido, depois me guarde num livro qualquer, entre duendes e fadas, porque tô cansada de tentar e tentar e tentar ser quem não consigo ser... Me segure amigo, me seg...u..r...e...

vezenquando,


Vezenquando começo um texto assim. "Vezenquando" isso, "vezenquando" aquilo e quando se vê, passaram-se tantos quandos nessa vida e eu só pisquei. Uma vez.  Disfarço meu pessimismo com a fé que tenho e creio e oro e rezo e peço minuto a minuto pra que tudo adoce e seja terno. Amanhã, no pôr-do-sol, quando as nuvens se pintarem de vermelho-alaranjado-azul-corderosa-e-amareloouro, quando as orações parecem ser recebidas lá em cima e a lua vem, e sorri, como quem diz "Continue acreditando". Aí agradeço. Anoiteço. Enobreço. Engrandeço. 

Vezenquando me sinto forte, me sinto porto-seguro de mim mesma e começo a acreditar que tudo, no fim, de verdade, dará certo e me permito a não chorar de medo, de angústia, de covardia. Me dou um tempo, uma folga. Respiro.

Mas vezenquando, acontece de eu ficar miúda, miniatura de gente grande e um potão grandão de contradição. E aí choro por fora e por dentro, e de fora pra dentro e sempre e todo momento e, vezenquando, é custoso sair um sorriso, porque dói ter medo de fracassar, dói ter medo de amanhã, ser chuva e o pôr-do-sol vivo, ficar pra depois. 


Vezenquando sou ansiosa e quero tudo pra ontem. Vezenquando que acontece vezemsempre demais.

Vezenquando encontro um dente-de-leão no asfalto e assopro metade e faço um pedido ("Que seja doce! - peloamordeDeus") e guardo o restante, num livro-amor da estante. E vezenquando assim, sorrio sincero e acredito sincero e fechos os olhos e...passou.





Ainda bem que tpm 
é só vezenquando. ;)

50 tons de rapidinha,

    
Imagem: Pinterest


     Não, o Pratododia não foi invadido por algum hacker arretado da peste e o blog agora tem pegada ''can't''. Sim, você está exatamente no lugar onde deveria estar: lendo esta tagAtire a primeira pedra quem nunca na vida respondeu um daqueles questionários adolescentes. Você, ou um amigo seu, ou um amigo de um amigo seu já teve aquele caderninho lotado de perguntas bestas, que não serviam de nada além de conhecer os gostos do fulaninho da mesa de trás, certo?

      Pra relembrar estes tempos de colégio, a Babi propôs no grupo Elite Blogueira a brincadeira e foram criadas 50 perguntinhas-rapidinhas pro pessoal do grupo responder (sim, a parte dos cinquenta tons ficou a carga apenas pela parte numericamente falando, seus danadinhos), bora lá?


 #01 Idade e signo: Ariana de vinte e dois anos.
 #02 Qualidade e Defeito: Organizada e impaciente (total).
 #03 Eu sou:  Uma manteita derretida.
 #04 Eu deveria ser: Mais focada.
 #05 Eu odeio: Ignorância.
 #06 Eu amo: Histórias (consequentemente: livros, séries, filmes e conversas paralelas).
 #07 Comida: A do marido .
 #08 Bebida: Café e suco de laranja natural.
 #09 Nunca mais eu como: Batata Sesações.
 #10 Nunca mais eu bebo: Milkshake Bob's Ovomaltine.
 #11 Uma fruta: Banana.
 #12 Doce ou salgado? Doce, salgado, doce, salgado, doce, salgado, e assim, forevermente.
 #13 Piercing? Tatuagem? Piercing na orelha e, tatuagem, só vontade que aliás, diminui a cada dia. 
 #14 Dia ou noite? Pôr do sol.
 #15 Uma cor: Preto .
 #16 Uma música: Somewhere over the rainbow ♪ (a que me levou ao altar).
 #17 Um filme: Dirty Dancing
 E qual não gostou: Para Roma, com amor. (achei que saiu de lugar nenhum, pra ir pra lugar algum).
 #18 Um livro: Orgulho e Preconceito .
 E qual não gostou: Budapesque, do Chico Buarque.
 #19 Um seriado: Grey's Anatomy .
 #20 Um personagem: Elizabeth Bennet 
 #21  Um livro que gostaria de ter escrito: Orgulho e Preconceito .
 #22 Um super herói: Percy Jackson serve?
Um super poder que gostaria de ter: Teletransporte - odeio deslocamentos. :/
 #23 Uma atriz: Laura Cardoso
 #24 Um ator: José Wilker
 #25 Um cantor (a), banda ou grupo: Chico Buarque
 #26 Qual a parte do seu corpo preferida? Pernalongas. :p
E o qual a parte do corpo que mais atrai em outra pessoa? Sorriso?
 #27 Uma loucura: Sair de casa aos 18 sem planos muito certos?
 #28 Um sonho: Realização profissional.
 #29A viagem dos sonhos: Itália
 #30 Um lugar que gostaria de ir de novo: Buenos Aires, com certeza.
 #31 Um sonho de consumo: Nossa casa.
 #32 Conquista já realizadas: Bolsa em uma faculdade reconhecida; casamento. 
 Quais ainda pretende realizar:  Emprego dos bons - filhos.
 #33Um momento inesquecível: 29 de junho de 2013 ♥.
 #34 Uma palavra: Sabedoria.
 #35 Uma mania: Morder o lado interno da boca. (oi?)
 #36 Um cheiro: Perfume do amor e cheiro do Macgyver de banho tomado. 
 #37 Um lugar: Lar doce Lar.
 #38 Praia ou campo? Campo.
 #39 Um animal: Cachorro - Macgyver ♥.
 #40 Não pode faltar na bolsa: Um livro.
 #41 Uma roupa: Jeans.
 #42 Um sapato:  Sapatilha.
 #43 Pretinho básico ou cores: Pretinho básico.
 #44 Um vício: Chocolate.
 #45 Um pecado: Gula.
 #46 Um verbo: Estar.
 #47 Passado: Aprendizado.
 #48 Presente: Semente.
 #49 Futuro: Está sendo plantado hoje.
 #50 Como pretende estar daqui 10 anos? Bem empregada, com a casa bonita e crianças saudáveis.
 Uma frase: "Eu não conhecia a minha alma - disse Romeo, baixando a voz como quem falasse ao coração dela - até vê-la refletida em vossos olhos." (Porque é a coisa mais linda do mundo o livro da vez: Julieta)

Gostou da tag e quer relembrar os questionários adolescentes? Se joga, se joga, vem! Õ/

Com açúcar, com afeto: Que Momento!


    Faz algum tempo que ando achando o Pratododia sem gosto e monótono e abandonado e tudo mais, então resolvi que o blog precisava de um tempero novo, uma receita diferente. Foi aí que, enquanto vasculhava os livros da estante, tive a ideia de começar a fazer resenhas também. Ok, sei que não é a maior novidade do universo dos blogs, mas pra mim é, pois foge de tudo que estou acostumada a fazer/escrever por aqui. E para fugir da mesmice, resolvi que iria resenhar livros que foram ganhados de presente e que tenham alguma dedicatória fofa, por isso o nome "Com açúcar, com afeto"  - sim, tinha que haver um pedacinho de Chico Buarque Lindo de Holanda aqui  - assim, contarei um pouco da minha relação com a pessoa que me presenteou e dedicou o mimo literário.
    E pra inaugurar o marcador açucarado, nada mais justo que estrear com a resenha de um livro escrito pelo grande amigo Antônio, que além de uma dedicatória toda bordada em carinho, ainda tive o meu nome citado nos Agradecimentos, assim como a Fê Probst e a Lu Brito, amizades construídas há mais de um ano no Arde sem se ver.  

Querida Aninha,
Que este pequeno recado leve para ti a minha admiração e o grande carinho que aprendi a sentir por ti mesmo à distância.
Obrigado por ser sempre uma palavra de incentivo nessa caminhada e sinta-se também parte da construção deste sonho.
Conte sempre com este amigo e continue sendo a mineirinha mais querida que eu conheço! 

Beijão,
Antônio Dutra Jr.

    O Que Momento! é um livro carregado de histórias de humor que retratam o dia-a-dia do escritor de maneira inusitada, eu diria. Antônio escreve no blog de mesmo nome há tempos geológicos e, agora, todos os seus melhores textos estão reunidos em um impresso. Sorrisos que cabem em linhas e entrelinhas pra levar na bolsa, pra ler na rua, na chuva, na fazenda...
     No livro a gente se depara com histórias divertidíssimas e até constrangedoras, que aconteceram em algum momento da vida do autor e que se envolve com o dia-a-dia com um trejeito rebuscado, de puro humor. A escrita é mais ou menos assim: pra contar que o céu amanheceu nublado, Antônio viaja no tempo trezentos anos e resgata histórias mirabolantes do tempo de Noé e sua arca, busca os mais diversos personagens pra ilustrar seus causos, e só então, depois diz a que veio. Nesse disse-me-disse você já se encontra com dores abdominais de tanto dar risada, além de que aprende diversas expressões gaudérias e junções de palavras antonianas incríveis. Ao final da leitura Deusolivre e Talicoisa já farão parte do seu vocabulário.
"Essa mania de desviar os assuntos eu puxei da Vó Dilma, sobrem dela. A vó começa falando de tango e termina em tamanco."

    Que Momento! foi lançado em março deste ano e li na mesma semana que o recebi, não li, devorei. Conhecia alguns textos do blog, mas mesmo assim foram inúmeras gargalhadas com as exagerâncias (Bjs Saramandaia) descritas pelo gaúcho. Entretanto, houve um fato que me chateou nesta história: Antônio esqueceu de enviar o marcador do livro! Como pode isso Arnaldo? Mas, pra alegria geral da nação e o bem de todos e não sei a ordem das coisas, o amigo gaúcho foi entregar o marcador pessoalmente em Junho, lá em Samonte, no dia do meu casamento. Entregou o marcador esquecido, um abraço verdadeiro e um punhado de sorrisos logo compartilhados com toda a família. Se não foi o maior, foi um dos melhores presentes que poderíamos ganhar nesta data tão linda.  A pessoa nunca me viu mais gorda nessa vida, só conhece pelas internet's da vida, e foi me ver dizer sim ao homem da minha vida! Amizade? Amor? Nada neste mundo pode explicar. Foi lindimais da conta sô! A presença deste amigo e da sua excelentíssima esposa Dani, só abrilhantaram ainda mais nosso dia e, quando tivemos que nos despedir, como doeu. E como ainda dói esta saudade de amigos de infância reconhecidos. Que prevaleça! Que novos encontros se realizem! Que possamos sempre unidos soltar um sonoro: Que Momento! Que não demoremos a nos reencontrar, porque tô mortinha de saudade docês dois! Dô conta dessa saudade não sô.
   
     Bom, no final das contas não foi bem uma resenha, mas o que há nas entrelinhas dessas histórias, das dedicatórias precisavam ser descritas aqui. 


E a conta da saudade quem é que paga? 


Ficou morrendo de vontade de ler o livro que eu sei! Então corre e manda um email pro antonioaugustojr@gmail.com e, garanta logo o seu. 








nem mesmo o mar e o infinito,


não é maior que o nosso amor, nem mais bonito
me desespero a procurar, alguma forma de lhe falar...

Dizem que avó, é mãe com açúcar e deve ser verdade, pois VóDete era literalmente um doce de batata doce de tão doce de pessoa que foi. Então, mamãe deveria ser um pudim de leite, que é minha sobremesa preferida, ou talvez de laranja cristalizada, pois as vezes azeda. Azeda e é bom assim mesmo, porque amor de mãe a gente sempre gosta. Eu nem precisaria estar escrevendo isso aqui, porque o sentimento criado no ventre durante a gestação, é o mais forte e verdadeiro que existe. Eu nem precisaria dizer nada disso porque mãe e filha se entender no olhar. Eu nem precisaria estar redigindo nenhuma letra, porque este amor transcende o entendimento humano e literário. Eu não precisaria, mas estou, porque é pra ficar registrado e eternizado. Porque é pra ter certeza e não haver dúvidas. Que é pra sentir que cada "eu te amo" dito é a frase mais sincera que sai dos meus lábios. Que é pra sentir cada abraço que queria dar diariamente, mas não posso porque optei morar longe pra buscar nossos sonhos. Que é pra sentir as orações que faço dia e noite pra Deus te cuidar, te proteger, te dar saúde e sabedoria. De manhã. À tarde. À noite. Escrevo que é pra saber que não há como comparar este amor. Amor de pai e mãe é um só, porque sou a melhor parte de vocês dois. E as vezes a pior parte também, então vamos combinar de só mostrarmos a parte boa uns para os outros?! Escrevo que é pra saber que sou pra lá de imperfeita e que erro vinte e quatro horas por dia tentando acertar e escolher o melhor pra nós. O melhor que me ensinou a buscar, desde pequenina de cachinhos de ouro - iguais aqueles da menina da minha história favorita. Escrevo mãe, pra Senhora não ter dúvidas no seu coração do tamanho do meu amor e da minha gratidão. Escrevo pra confirmar o que faço diariamente à Deus: Agradecer à família que me foi dada e aos pais sensacionais que são e serão sempre meus exemplos. Escrevo porque há um ciumezinho por aí. Escrevo pra dizer que não escrevi antes por achar que meu amor por você já estava bem claro. Escrevo pra agradecer tudo que fez pra realizar o dia mais lindo de minha vida. O vestido de princesa, a cerimônia abençoada por Deus. Escrevo pra te agradecer por ter me viciado em leitura e ter me mostrado como é mágico fazermos partes de histórias que não são nossas. Escrevo pra dizer tudo, e nada ao mesmo tempo. Escrevo porque sinto saudades. Escrevo porque não estou tão perto quanto gostaria. Escrevo pra dizer que de longe tenho feito o possível pra ser melhor e não decepcioná-los. Escrevo pra te pedir pra acreditar em mim e no meu esforço. Escrevo pra te pedir pra se cuidar, comer direitinho e não esquecer o cobertor em noites frias. Escrevo pra te lembrar de se dar um tempo no seu dia pra ler seus livros e pensar em nada. Escrevo pra te lembrar de descansar. Escrevo que é pra lembrar todo mundo aí de casa pra ouvir mais e falar menos, que abaixar a guarda também é bonito. Escrevo pra dizer que queria ser mais perto e presente. Escrevo sem motivo nenhum e com todos motivos guardados. Escrevo pra dizer que aprendi a me cuidar, mas ó, as vezes vou correndo querendo seu colo, pode ser? Escrevo pra te pedir proteção, porque proteção de mãe é a mais forte que se tem notícia. Escrevo pra te contar que tô quase abandonando um livro e que tô assistindo séries de contos de fadas que você iria adorar. Escrevo, escrevo, escrevo, escrevo, porque foi você quem me ensinou. Escrevo pra te dizer mãe, que nada é maior que o meu amor nem mais bonito. Eu te amo, e por favor, não duvide nunca. Como é grande o meu amor por você.  


Uns rabiscos desconexos
sem motivo e com todo motivo que existe
para o amor de mãe, o meu amor de filha
eternamente. 




maria,







Menina, tão doce tu és
Pra que se veste de amargura?

O mundo não merece teu sorrir

Ou és tu, que perdeu a doçura ?
Vem e despe esta armadura
Que não foi com ela que tu nasceu
Ouça mais, de olhos e ouvidos
Sempre foi tu menina, nosso pedaço de céu.


Pra minha Maria Bonita,

que é bordada em flor, uns versinhos sem graça
e todo o meu amor

Quinze,

Quinze dias é o tempo que passou desde que nos casamos e recebemos a bênção de Deus em nossas vidas, nossa união. Quinze dias é o tempo que eu ando tentando lembrar de cada detalhe daquela noite tão linda pra eternizar na memória da alma. Quinze dias é o tempo que faz que ouvi a Marcha Nupcial, que encontrei meu pai na porta da Igreja pra me levar a você, amor de toda vida. Quinze dias, e sete foram de viagem, de passeios em uma cidade que carrega uma magia que nos envolve e pede para ficarmos um pouquinho mais. Uma cidade encantada, com bosques e jardins e uma beleza única - perfeita para um casal tão realizado quanto nós dois. Quinze dias que você é meu marido, com toda beleza e antiguidade que a palavra carrega. Marido que desde criancinha quis ter ao meu lado, não porque nasci com gene de Amélia - que era mulher de verdade - e sim porque apesar de todas as conquistas que o feminismo nos trouxe, eu sempre achei fundamental construir um lar, uma família, porque hoje em dia meu bem, o mundo anda egoísta demais e não quer saber de dividir a vida com ninguém. Falta amor, meu amor e é por isso que ando nessas nuvens que bordou no céu do meu caminho. É por isso que agradeço todos os dias ao Pai do Céu por ter colocado alguém com os planos e sonhos tão encaixadinhos nos meus na minha vida. Quinze dias é o tempo que somos um para o outro, mas o resto de nossas vidas é o que nos espera. 

Um rabisco só,
 mas cheio da emoção 
de um dia que não sai de mim.

só sei que é ♥



Deve ser culpa daquele programinha da tv a cabo que fica passando os casamentos mais lindos do mundo, uma história de amor mais delicada e pura que a outra. Deve ser mérito dessa tpm sem fim, ou da falta de tempo pra um carinho demorado. Só sei que ando chorando por nada. Até mesmo florzinha que cresce sem parar aqui em casa faz meus olhos se encherem de chuva. Só sei que agora a tal ficha está caindo, e nosso dia está se aproximando cada vez mais. Só sei meu amor, que te quero, pra todo o sempre.
Deve ser culpa da sensibilidade aguçada, do cuidado que tens comigo, com a gente, deve ser culpa das estrelas e daquele livro amor demais, ou sei lá de quem. Só sei que olho pra nossas contagem regressiva nos post-its do espelho e meu coração se liquefaz em felicidade, transborda amor pelos olhos.
Deve ser culpa sua, por ser assim tão terno e me fazer sorrir a cada novo encontro de olhar, de braços e abraços, mãos dadas. Deve ser culpa sua, em achar graça ao me ver chorando por qualquer motivo bobo, e minha por achar tudo tão lindo nessa vida.
Deve ser culpa do Papai do Céu, e que culpa maravilhosa!, por ter nos colocado outra vez um diante do outro, por ter nos aberto os olhos para o amor que nascia e por ter seus planos tão sincronizados com os nossos.
Só sei meu amor, que fico te olhando de longe sem você perceber, e te amando pelo olhar. Porque é maior que eu posso te mostrar, é maior do que consigo sentir, é maior que nós dois.
Só sei que está quase chegando e só sei que sou a mulher mais feliz desse mundo, só por andar de mãos dadas com as suas e coração entrelaçado ao seu. ♥ 


Escrito bobo,
 sem nexo mas
 cheio de um amor imenso. 

meu passado me condena,


   Todo mundo possui um passado sombrio, que um dia volta e te condena. Lá no Elite, enquanto os comentários giravam em torno de uma matéria interessante, os mortos das profundezas da terra ressurgiram e puft, nos entregaram à prisão perpétua da breguice musical. Nasci embalada na moda dos anos 90 e então, era praticamente impossível não ser alucinada pela Angélica e querer ir de táxi ao  Xou da Xuxa e ainda, sonhar acordada em ser paquita. Na casa da mamãe há vinis e bonecas que comprovam isto. Provas de um crime contra o bom gosto. E tinha também o programinha da Mara Maravilha e do Sérgio Malandro que eu adorava. 
   Além disso, tinha uma tal de Yasmin que cantarolava uma musiquinha que tinha um segredo e namoradinho infantil, que eu não tive, no caso. O único namoradinho que rondava minha cabecinha infantil alucinada era o Ken, que namorava minha Barbie Roberta Close, que na época, eu considerava a mulher mais linda do mundo, até descobrir que ela nem era tão linda assim, e nem mulher a diaba era. Enfim, depois as coisas mudaram, e a Barbie começou a namorar o Daniel (do João Paulo mesmo), que cantava pra ela "eu quero beijar o mel de sua boca, como se fosse uma abelha rainha..." ♪. Essa parte ainda não ficou no passado, ainda gosto do  sertanejo do Daniel (e mamãe também), e da história do berrante, das pintinhas  no rosto e talicoisa.  Coisas caipirescas que vem lá do interior (e do papai). É, pois é.
   Mas aí, tinha a tal novelinha do sbt, Chiquititas, e eu era a Vivi. Fim. Colecionava cd's e passinhos de "mexe, mexe com as mãos, pequeninas" e meu coração doía com a musiquinha Mentirinhas, da Tati. Suspiros. E me acabava de dançar com o Chefe Chico. Era lindo!
   Lá naquela época, a mamãe teve a brilhante ideia de me inscrever na academia de dança da Tia Nessa, e lá, pasmem, só dançávamos ÉoTchan da Bahia, e ainda nos apresentamos por aí de Tarzan, dançando o tchan na selva.. E pagaram para nos ver tá? Éramos a sensação e me achava a própria loira do tchan: "luuuuuz, na passarela que lá vem ela." ♪
Mas enfim, como todo pokemon evolui, passei dessa pra pior quando o sucesso da vez era a Kelly Key com seu Baba e Cachorrinho, o KLB  e toda sua Timidez e a Wanessa Camargo, e me trancava no meu quarto para escrever sobre os desamores infantis enquanto ouvia em alto e bom tom os cd's desse pessoal teen.  Lá no interior as coisas demoravam a chegar, então nunca fui fã das Spices, nem de BSB, e sim de Pedro e Thiago e eu eu fui no show, e ganhei autógrafo e guardava com minha vida. Decadente. 15° andar do subsolo: foi onde minha reputação foi parar agora.
   Até que a coisa que já estava preta, se queimou totalmente quando surgiu as meninas do Rouge e a Ragatanga, e os encontros dazamiga na garagem de casa tentando aprender perfeitamente o "Aserehe ra de re, de hebe tu de hebere seibiunouba mahabi, an de bugui an de buididipi", e junto com elas ainda veio os meninos do Bro'z e a tal da Favorita: "Sim, sim, sim" ♫. Sim, o fim da picada. Uó do borogodó.
   E como o buraco é mais embaixo, paralelamente surge o Bonde do Tigrão e o cerol na mão, as chuchucas, a dança da motinha, o tapinha não dói, o Furacão 2000 e afins do mundo do funck, quando ainda as letras eram 'leves' e a gente se achava as popozudas  perdendo a linha e dançando até o chão. Tá, essa parte vezenquando ainda volta nas festinhas e a gente se rende ás batidas do ritmo,  e ainda de arrisca rebolando: chão, chão, chão.
   Agora, Sandy e Júnior é um caso a parte e totalmente especial. Quem não era fã dessa duplinha fofa que atire a primeira pedra. Chorei horrores por não ter ido ao show deles uma vez, numa cidade vizinha. Era parte do fã clube. Tinha Cds. Fotos. E compreiocdacústicoeouçosemprequequero. Sim, é verdade. Adoro os dois até hoje. Agora sim, me entreguei. Desci nas profundezas do inferno. Eu e azamiga fazíamos tudo, exatamente TUDO ouvindo Sandy e Júnior. "faz turu, turu, turo aqui dentro.."♪♫♪ Sem contar que não perdia um episódio d'aquele programinha do domingo na Globo (e teve a novelinha Estrela Guia que acompanhei do início ao fim) e que agora tá passando no Viva  e sempre que dá eu assisto beibê. 


   Mas como tudo nessa vida tem salvação, aos onze, doze anos conheci a Malhação, a Nanda, o Gui, a Revista Capricho e a Atrevida (gastava todo meu suado dinheirinho com as duas) e o Rock'n Roll, e passei a ser fã de carteirinha de The Calling, Red Hot, Charlie Brown Jr, Linkin Park, Avril Lavigne, Good Charllote, Pink, Pitty, CPM22, U2, Oasis e tudo de mais lindo nesse mundo, e enchi meu quarto de pôsters, minhas unhas de esmalte preto, meus pés de all star e fui ser feliz forever. Hoje, graças ao bom Deus, a maturidade fez com que o gosto musical se misturasse e apresentasse uma refeição saudável aos meus ouvidos: Rock, Mpb, samba e as coisas lindas dessa vida.  Porque meu passado não me condena, ele as vezes, é o próprio presente. (Sandy & Júnior Forever  e imoooooooortaaaaaaaal. ♫ )

faltam cem,



Enquanto rabisco um mimo pra você, tento me lembrar de cada pormenor da nossa rotina, só pra deixar registrado no post-it que guardei feito tesouro, cada peça importante desse nosso quebra-cabeça.
Mas minha memória, você sabe, é falha feito a de vovó de 80 anos que troca os nomes dos dez filhos e vinte e tantos netos, pra acertar um só. Só sei que a surpresinha que bordo pra você tem a ver com os cem dias que estão faltando pro dia mais lindo das nossas vidas. Só sei que mesmo com essa rotina atropelada pelo relógio que tiquetaqueia sem parar, boto a cabeça no travesseiro à noite e sonho bonito nosso dia especial. E sonho nossa viagem. E sonho nossas descobertas, nossos sonhos lá do futuro. Sonho nossos filhos, várias vezes na semana. Sonho ser Francisco, mas você diz que é nome de gente velha e eu digo que acho lindo. Li aquele livro e fiquei apaixonada com o apelido: Cisco. Sonho ser Maria, Maria Luiza, só pra cantarolar pra ela dormir a música do Tom: é do cabelo amarelo, dos óio cor de chuchu...♪. Sonho ser Helena e já estou comprando aquele exemplar do livro do Machado de Assis do sebo pra mostrar pra ela quando estiver mocinha: Aqui filha, você é um clássico. Sonho nosso futuro enquanto o presente corre feito louco diante de nós. Daqui a pouco o grande dia chega e os detalhes dessa correria ficarão para trás. Ou não. Por isso rabisco no papel colorido, com multicores de lápis, o que ando esperando do nosso dia vinte e nove. Por isso escrevo lá o quanto sou apaixonada por cada gesto seu. Ternos. Escrevo pra você, repetidas vezes você. Guardo um mimo ali pra te dar e não deixar que a rotina esmague esse romantismo que me ensinou ser a essência do nosso amor, e guardo bem ao lado a tal mania de escrever você, bordar você nas minhas linhas, pra te ler eterno em mim. Escrevo cada parte do desenho do seu corpo, do seu gesto, das suas palavras pra te gravar em mim, porque você é meu melhor escrito. Guardo você no meu amor, nesse romance que nunca, e faremos com que assim seja, nunca saia da nossa moda.   Romantismo mesmo que modificado e entrecortado com musiquinhas bregas de propagandas de shampoo.

toin, toin, toin, toin. ♫

o amor que fica,



Fica, porque a saudade é grande demais. E grita. Fica, porque o amor cresceu com a gente, mãos dadas. Fica, porque dói com a distância. Fica. O amor fica. A saudade aperta e não dói, faz estragos. Tudo passa, mas o amor fica. 
Vezenquando me faltam as palavras amigo, é como se eu as engolisse num gole só e não conseguisse tirá-las de volta, mais maduras. É como se o sentimento só soubesse correr nas veias. É como se eu voltasse no tempo em que escrevia cartinhas pro's amigos que tanto queria bem, sem respostas. É como se as minhas palavras não fosse bordadas, é como se ficassem ao vento, sem lenço e documento. É como se observasse tudo num plano distante, ausente. É como se... 
Ah amigo, se tu soubesse. Ah, se tu soubesse como meu coração fica pequeno quando a distância fala mais alto e nos impede de compartilhar sorrisos e fotografias. Ah, se tu soubesse como meus olhos viram chuva ao imaginar que tantos anos de amizade devem caber em pequenos finais de semana. Ah, amigo, se tu soubesse.
Agora, dia sim, dia não, nossos olhos são obrigados a enxergar tantas tragédias e tristezas amigo, e aí meu coração resolve que tem que fazer doer, que é pra lembrar que a vida é um instante e que amanhã pode nem chegar ♪, como cantarola a Pitty desde sempre. Aí amigo, meu medo é não ter tempo de dizer uma quantidade significativa de vezes o tamanho da importância de você na minha vida. A imensidão do amor que sinto desde pequenos, crianças. Não sei amigo, se você sabe o quanto temo não termos tempo suficiente pra matar tanta saudade acumulada nesses anos de distância. Saudade amigo, é todo aquele amor que cresceu e ficou. Ficou. Fica. Fica porque é e sempre será.
Sabe amigo, escrevo sem tem por quê, sem pra quê, só pra você saber, que posso estar longe mas meu coração fica aí, com você. Escrevo palavras sem nexo, sem cores, porque segundo uma poeta, a saudade é preta e branca. Escrevo que é pra você não esquecer de mim. Escrevo que é pra te pedir pra guardar meu lugar aí dentro de ti. Escrevo pra você saber que minha vontade era de sorrir junto e abraçar junto, como antes. Que tudo o que mais quero, é que seja eterno este amor que ficou, que fique, fique, fique pra sempre. Porque a saudade tá demais amigo, tá demais.

' it’s always better when we’re together' ♫

Àqueles que são pra sempre,
todo o meu amor.
 

tanta falta,



"O que a memória ama fica eterno. 
Te amo com uma memória imperecível." 
Adélia Prado


Confesso que fazia um tempo que não parava pra pensar em você e em tudo que representou pra mim, mas faz uns dois dias que chorei por você, escondida debaixo do travesseiro enquanto fazia minhas orações. Chorei porque a saudade vovó, doeu lá no fundo sabe?! Chorei porque me lembrei de quando ganhei um despertador do Mickey da senhora, pra não perder a hora na escola, onze anos atrás. Chorei porque a lembrança pareceu distante. Tentei me lembrar da sua voz cantarolando cantigas enquanto fazia seus afazeres e nada, outra tentativa, em vão. Tentei me lembrar do toque macio da sua pele marcada pelo tempo e de cada ruga que caracterizava seu rosto, mas aí vi que o tempo castigou foi a mim e me roubou outra lembrança tão doce. Abracei apertado o travesseiro esperando sentir seus braços me envolvendo, me cuidando, como sempre foi. Nada. Por que o tempo faz isso vovó? Por que ele se acha no direito de ir apagando gota a gota as recordações mais bonitas das nossas vidas? Por quê? Dói vovó, dói e eu não posso fazer nada à respeito, a não ser me sentar para trabalhar diariamente enquanto olho pelo canto do olho nossa foto juntas na mesa, eu um bebê e você vestindo o sorriso mais lindo desse mundo todo. Esse seu sorriso, que sempre foi a razão do sol brilhar. E tudo em você, que fez com que tudo fizesse mais sentido, fosse mais especial. Sempre foi você vovó, sempre, até que. 
Era você até que de uma hora pra outra, aquele até logo se transformou num adeus pra sempre e o chão que eu pisava já não existia. Vezenquando, quando eu paro pra pensar em tudo, parece que não aconteceu e que quando o portão da sua casa se abrir e aquele barulho característico avisar que alguém chegou, você sairá no quintal, pronta pra abraçar quem quer que fosse. Seu sorriso era abraço também vó, e era o abraço mais macio que já experimentei na vida. Um abraço que só vovó tem, um abraço que tinha gosto de algodão-doce, de fruta fresca, de bolo saído do forno. Sobra tanto espaço agora. Sobra uma casa vazia e uma janela solitária sem sua companhia.
Dias desses eu chorei vó, e chorei por que me não tinha me dado conta de que já havia se passado tanto tempo. Chorei por que há tantas novidades que não tenho como lhe contar. Queria poder me sentar com você lá naquele banco e te contar que me mudei, e que não precisa sentir saudades e que pode me ligar todo dia, como sempre fazia (Esqueceu da vó? Não passou aqui hoje!). E estou quase me formando vó, queria que sentisse orgulho de mim e estivesse lá naquelas poltronas aplaudindo minha vitória ano que vem, na formatura. E tem mais: já já estarei vestida de noiva, lá na Matriz, me casando com o melhor homem desse mundo, e queria muito que estivesse lá pra nos abençoar.Queria MUITO. Queria poder lhe dizer o quanto eu te amo vovó, e me angustia não saber ao certo se te disse isso vezes suficientes, pra que a senhora tivesse certeza absoluta da verdade do meu sentimento por você. Mas a verdade maior ainda, é que acho que há mais presença em mim, do que a sua falta. Todos os seus ensinamentos eu guardei cá dentro e os bordei junto aos valores que aprendi te observando, diariamente. O maior deles talvez tenha sido a vontade de viver sorrindo e esbanjando a alegria que temos por dentro e valorizando essa vida que corre como louca, e a agradecer ao Pai do Céu por cada pequeno detalhe da nossa existência, sempre.  Guardo cá dentro também, a certeza de que aí de cima, sentada numa nuvem-algodão, a senhora olha carinhosamente por todos nós e sorri-abraçando a gente com sua ternura. É bem nessa hora que sinto meu coração se encher de calor, do amor de você.  Por você, pra todo o sempre.

Pra vovó mais doce do mundo, 
que me lê lá do céu.

as últimas cartas de amor,






Enquanto me concentro numa leitura incrível, de um romance lindo e triste, você sorri do lado e diz que é porque é bonitinho me ver lendo. Aí as lágrimas antes emocionadas com o romance, agora se misturam com a realidade de seu divertimento, companheiro. Talvez você tenha ganhado meu coração naquele momento em que reconheceu e admirou esse meu vício saudável por esses objetos de guardar histórias, impressas. Talvez, junto com aqueles quatro livros do Nicholas Sparks e aquele cartão de um mês de namoro e bons momentos, já havia mais sentimento do que imaginávamos. O livro pelo qual eu me derretia naquela noite era "A última carta de amor", aonde os personagens principais se perderam um do outro por quarenta anos e se reencontraram graças à uma última carta de amor, perdida num arquivo de um jornal. Bem antes da leitura eu já achava importante te encher da minha escrita amadora, pra eternizar um sentimento que só cresce, cresce. Talvez eu já quisesse garantir que não nos perderíamos um do outro e que nossa história continuaria sendo escrita e mais tarde contada, linda. Aí rabisco bilhetes por aí, envio mensagens no celular, só pra registrar o quanto te quero bem e quase saio dançando e cantando quando é você quem escreve amor e me envia no celular, num meio da tarde. Você, meu anjo, ainda borda lindamente palavras pra me conquistar a cada dia e regou nosso começo de namoro com todas essas cartas de amor, que nunca serão últimas, nunca. E lá no finalzinho, o que mais me aquece o coração, é ler sua assinatura: 'Do seu sempre, sempre seu Gabriel.'  Pra mim, é ali que nosso amor transborda, nessa 'promessa' e certeza de um sempre, sempre juntos. Hoje meu bem, escrevemos nossas cartas de amor naquele olhar demorado, só nosso. Nas dancinhas e musiquinhas que inventamos pra nossa rotina, bregas e lindas. Num jantar preparado com dedicação, numa carona para o trabalho e um punhado de beijos de bom dia, bom trabalho, até mais tarde. Está no cuidado que tem com nossa pequena família, que está só começando. Que nossas últimas cartas de amor se renovem com um novo sms, com um novo cartão e bilhete, dia após dia, daqui a quarenta anos e por toda a eternidade. Que as últimas, nunca sejam as últimas, porque eu serei sempre sua, sempre sua Ana.


De um Desafio Blogueiro e uma apaixonada 
pelo olhar de mar do futuro marido.

prazer, Pratododia!





O Pratododia, pobre coitado, anda ora cheio de ideias novas, ora vazio, feito balão de ar. Mas é nessas horas em que a inspiração resolve comprar passagem só de ida pro Triângulo das Bermudas que as amigas lindas nos salvam. A querida Lu Brito indicou o meme  criado lá no Verdade Mal Contada, da Deyse, pra eu responder sobre o blog, então, vamos lá! (:

1. Como surgiu o nome do blog?

Quem nunca ouviu falar na trupe "O Teatro Mágico"?! Se não, faça-me o favor de conhecer AGORA.
São músicas carregadas de encanto e poesia, que vem engrandecer a alma da gente, dia após dia.
O nome do blog veio da música "Pratododia", e resolvi que escreveria forever 'tudojunto' assim mesmo,  que é pra enebriar os olhos de quem lê: É 'Pra todo dia', ou 'Prato do dia'? Depende do seu ponto de vista, amigo leitor.

2. Há quanto tempo o blog existe?

Desde 13 de Junho de 2010. Qua-se três aninhos. Um bebê.

3. Como você divulga o blog?

No começo, não divulgava nadica de nada do blog. Morria de vergonha. Com o tempo, fui me tornando mais segura e passei a divulgar nas redes sociais. Hoje o blog tem até fanpage, chiquérrimo!

4. Quais assuntos tem mais visualizações?

Amor uai. O blog transborda esse sentimento. E as parcerias com a MF também foram vistas por bastante gente.

5. O que te motivou a criar um blog?

Desde sempre gostei de escrever, mas eram rabiscos pra mim mesma, nada com muito requinte. Até que, resolvi que precisava expressar um turbilhão de emoções que corriam na minha veia, e querendo acompanhar a modernidade, resolvi que o blog era a melhor saída. No início, era quase um diário. Aos poucos, a escrita foi melhorando, a preocupação com o que os outros querem ler, com o português certinho.

6. Onde você mora?

Moro em Belo Horizonte, Minas.
Mas nasci lá no interior, lá na 'terra do foguete', Santo Antônio do Monte.

7. Quais são os objetivos do blog?

Nada muito concreto. É uma maneira de deixar a alma escrever e se expressar. Sem cobranças, naturalmente. Foi assim desde o início, e foi assim que a blogosfera me presenteou com muita coisa boa: Novas amizades, amadurecimento, descobertas e 'talicoisa' - que foi uma descoberta roubada amigo gaudério Ton -  entre outras cositas.

8. Quais são os blogs que você visita frequentemente?

Os que estão ali do ladinho. Sempre que tenho um tempinho passo pela lista e vou me atualizando.

11. O que te inspira a criar posts?

Coisas do dia-a-dia. O amor do namorido, uma música, a árvore que vejo da janela do trabalho, um dente de leão roubado do asfalto.

10. Qual a sua idade?

Vinte e um anos até o dia 22 de março.

11. Além do blog, tem alguma ocupação? Se sim, qual?

Estou cursando o sétimo período de Arquitetura e Urbanismo, à noite.
Faço um estágio na área de Engenharia Civil de manhã, e outro na área de Arquitetura à tarde.

12 . O que mais gosta de fazer no final de semana?

Viajar pro interior pra rever a família e os amigos. E, passar os dois dias em frente à televisão assistindo a muitas séries e filmes, com direito a vinho e carinho do namorado.

13. Gosta de café?

Completamente viciada.
Aqui em Minas é: Gosta de 'cafézin'?

14. Pretende fazer algo para o blog em 2013?

Me dedicar mais a esse espaço. Conquistar a disciplina de postar regularmente, talvez diversificar os temas.
Trocar a roupa - já em andamento -  e escrever, escrever, escrever.



 - Indico pra responder ao meme: 
EmiTon e Ariana.  -