Com açúcar, com afeto: Que Momento!
Faz algum tempo que ando achando o Pratododia sem gosto e monótono e abandonado e tudo mais, então resolvi que o blog precisava de um tempero novo, uma receita diferente. Foi aí que, enquanto vasculhava os livros da estante, tive a ideia de começar a fazer resenhas também. Ok, sei que não é a maior novidade do universo dos blogs, mas pra mim é, pois foge de tudo que estou acostumada a fazer/escrever por aqui. E para fugir da mesmice, resolvi que iria resenhar livros que foram ganhados de presente e que tenham alguma dedicatória fofa, por isso o nome "Com açúcar, com afeto" - sim, tinha que haver um pedacinho de Chico Buarque Lindo de Holanda aqui ♥ - assim, contarei um pouco da minha relação com a pessoa que me presenteou e dedicou o mimo literário.
E pra inaugurar o marcador açucarado, nada mais justo que estrear com a resenha de um livro escrito pelo grande amigo Antônio, que além de uma dedicatória toda bordada em carinho, ainda tive o meu nome citado nos Agradecimentos, assim como a Fê Probst e a Lu Brito, amizades construídas há mais de um ano no Arde sem se ver. ♥
Querida Aninha,
Que este pequeno recado leve para ti a minha admiração e o grande carinho que aprendi a sentir por ti mesmo à distância.
Obrigado por ser sempre uma palavra de incentivo nessa caminhada e sinta-se também parte da construção deste sonho.
Conte sempre com este amigo e continue sendo a mineirinha mais querida que eu conheço!
Beijão,
Antônio Dutra Jr.
O Que Momento! é um livro carregado de histórias de humor que retratam o dia-a-dia do escritor de maneira inusitada, eu diria. Antônio escreve no blog de mesmo nome há tempos geológicos e, agora, todos os seus melhores textos estão reunidos em um impresso. Sorrisos que cabem em linhas e entrelinhas pra levar na bolsa, pra ler na rua, na chuva, na fazenda...
No livro a gente se depara com histórias divertidíssimas e até constrangedoras, que aconteceram em algum momento da vida do autor e que se envolve com o dia-a-dia com um trejeito rebuscado, de puro humor. A escrita é mais ou menos assim: pra contar que o céu amanheceu nublado, Antônio viaja no tempo trezentos anos e resgata histórias mirabolantes do tempo de Noé e sua arca, busca os mais diversos personagens pra ilustrar seus causos, e só então, depois diz a que veio. Nesse disse-me-disse você já se encontra com dores abdominais de tanto dar risada, além de que aprende diversas expressões gaudérias e junções de palavras antonianas incríveis. Ao final da leitura Deusolivre e Talicoisa já farão parte do seu vocabulário.
"Essa mania de desviar os assuntos eu puxei da Vó Dilma, sobrem dela. A vó começa falando de tango e termina em tamanco."
Que Momento! foi lançado em março deste ano e li na mesma semana que o recebi, não li, devorei. Conhecia alguns textos do blog, mas mesmo assim foram inúmeras gargalhadas com as exagerâncias (Bjs Saramandaia) descritas pelo gaúcho. Entretanto, houve um fato que me chateou nesta história: Antônio esqueceu de enviar o marcador do livro! Como pode isso Arnaldo? Mas, pra alegria geral da nação e o bem de todos e não sei a ordem das coisas, o amigo gaúcho foi entregar o marcador pessoalmente em Junho, lá em Samonte, no dia do meu casamento. Entregou o marcador esquecido, um abraço verdadeiro e um punhado de sorrisos logo compartilhados com toda a família. Se não foi o maior, foi um dos melhores presentes que poderíamos ganhar nesta data tão linda. A pessoa nunca me viu mais gorda nessa vida, só conhece pelas internet's da vida, e foi me ver dizer sim ao homem da minha vida! Amizade? Amor? Nada neste mundo pode explicar. Foi lindimais da conta sô! A presença deste amigo e da sua excelentíssima esposa Dani, só abrilhantaram ainda mais nosso dia e, quando tivemos que nos despedir, como doeu. E como ainda dói esta saudade de amigos de infância reconhecidos. Que prevaleça! Que novos encontros se realizem! Que possamos sempre unidos soltar um sonoro: Que Momento! Que não demoremos a nos reencontrar, porque tô mortinha de saudade docês dois! Dô conta dessa saudade não sô.
Bom, no final das contas não foi bem uma resenha, mas o que há nas entrelinhas dessas histórias, das dedicatórias precisavam ser descritas aqui.
E a conta da saudade quem é que paga? ♪
Ficou morrendo de vontade de ler o livro que eu sei! Então corre e manda um email pro antonioaugustojr@gmail.com e, garanta logo o seu.














