Conspiração

E amanheça brilhando mais forte, que a estrela do norte! 





Acordo soprando velinhas, recebendo telefonemas de pessoas que me desejam coisas boas sempre! Parece um dia normal, como qualquer outro.Pra muitos é apenas mais um conjunto de horas mesmo! Mas há pessoas que tentam ( e conseguem muito bem) fazer a diferença e se  destacam entre tantos "Feliz Aniversário". Para estas, meu muito obrigada!




O dia hoje nasceu mais feliz!
Os pássaros cantaram mais contentes, o vento soprou poeticamente afagando as folhas das árvores, que já no outono, houveram por bem se desprender e mergulharem em um vôo final fantástico. Até mesmo a grande metrópole está a comemorar. As buzinas que antes ensurdeciam, hoje resolveram se unir em um soneto maravilhoso.
Não é por menos, estamos todos em sintonia com o universo, a felicitar esta data querida, este 22 de março, que nos idos anos de 1991, presenteou-nos com a doce vida da querida Ana Flávia Sousa Silva, ou Ana Flávia, ou Ana, como gosta de ser chamada.
Oportunamente, não poderia deixar de manifestar-me, já que esta Ana que a muitos faz bem, a mim, em especial, faz muito bem. Foi a partir da entrada dela em minha vida, que as coisas começaram a se ajeitar. Com a sua energia, seu companheirismo, sua amizade, seu afeto e todas as qualidades que traz consigo, esta linda mulher simplesmente invadiu meu coração, revirou minha vida de ponta cabeça, me fazendo descobrir e viver o Amor.
Assim como ela chegou sem avisar, a recíproca é verdadeira.
Apesar de não anunciar minha chegada e a princípio ter sido recebido com a desconfiança e receios – logicamente esperados -, hoje vislumbro que estamos alicerçando um sentimento puro, com entrega, companheirismo, amizade.
Percebo a cada dia que não basta ter tido vários relacionamentos, várias situações análogas – pelo menos é o que achamos -, porque o que realmente conta é o que estamos vivendo, e no momento que estamos vivendo. Não existe a possibilidade de prever reações, de querer que seja desta ou daquela forma. Mas assim, ao natural, é que é bom, é que é interessante.
Amor, sem nenhuma razão de ser, a não ser a de existir! Sem cobranças, mas com entrega, aquele gratuito, puro e sincero. Este é o sentimento que habita hoje meu coração e que faço votos para que se perpetue, com a graça do bom e poderoso Deus.
Diante da emoção deste dia feliz, resta-nos acompanhar esta energia, aplaudindo, cantando, olhando, amando, conspirando em sua homenagem, minha doce e amada ANA!
Meus Parabéns!
E obrigado por me deixar fazer parte de sua vida!
Beijos sinceramente apaixonados do namorado, amigo, amante e companheiro.
Do sempre seu, Gabriel. <3

Gabriel Bernardes de Castro Cardoso

vinte, e ponto. (anos)

velhinhos são crianças nascidas faz tempo. 




Enquanto caminho pelas ruas quase intransitáveis de uma capital um pouco distante da minha origem, me pego observando a grande distinção entre os vários moradores desta grande roça. Se me distraio, já fiz uma análise completa da vida do pedestre que passou há um segundo do meu lado, e sou capaz até de afirmar os sonhos que a pessoa teve e se os realizou.  Quando vejo graciosos idosos, inevitavelmente lembro-me da minha avó querida, e meu peito enche de saudade. Imagino, e suponho se estas experientes pessoas tiveram a oportunidade de concretizar todos os planos que um dia, bem antes do século virar outra vez, fizeram. Talvez, objetivos como os meus, sonhados e imaginados nas caladas da noite, entre uma prece e um pai-nosso, nos seus vinte e poucos anos.  Vinte redondo, no meu caso, batendo á porta.  Passo ao lado de um senhor de cabelos brancos e pele marcada pelo tempo, e penso se chegarei a esta idade. Bate na porta. É o vinte outra vez.  Peço para que aguarde um pouco mais, pois ainda estou encantada com minha roupa dos dezenove, que me vestiu de amadurecimento e surpresas! Bate na porta incansavelmente, e eu não quero abri-la. Coloco um móvel para que impeça a passagem da idade, e torço para que ela se canse e vá embora. Uma crise de “meia-idade” precoce me atinge e me sento em frente ao espelho, antes que no chão eu caia. A imagem que surge não é das mais desagradáveis, e me recuso imaginá-la quando rugas marcarem aquela pele lisa, bem lisa. A sensação é de medo, porém não é da velhice. A minha covardia é pensar que por mais que troque de roupa, pode ser que no fim dessa loja de departamentos eu não encontre nada que me agrade, que nenhuma caiba no meu corpo, sendo grandes ou pequenas demais para meu lado brasileira, que nenhuma estampa seja parecida com as que sonhei ou que eu só tenha experimentado roupas que por obrigação eu teria que usar. Outra vez bate na porta, e começo a me desesperar. Lembro-me de quando ansiava loucamente para a chegada dos meus quinze anos, e cai do cavalo quando os quinze completei, e os anos vieram sem parar. Aos dezoito, realizei muita coisa que almejava desde criança; deixei o conforto da casa dos meus pais para buscar estudar em uma universidade de renome e morar quase sozinha. E hoje, diferente de muitos, não espero pela chegada dos vinte e um. Prefiro curtir os últimos dias vestida com a roupa que começa com 1, e se estivesse ao meu alcance, adiaria a chegada da idade que  inicia com o número 2, por que daí em diante, terei de largar minha vida sedentária e me tornar uma maratonista, nessa corrida contra o tempo. Correr, mas buscando deixar os pés firmes no chão da vida, para que eu possa saber curtir e aprender a cada ano com as roupas da nova coleção. A porta está quase se abrindo, já não posso contê-lo. Esconde-esconde. As mãos escondendo o rosto, os livros escondendo as histórias reais e lágrimas silenciosas, escondendo a emoção. Não me encontre, não me encontre, rezo baixinho sem fé, pois sei que fugir de fazer aniversário, só mesmo partindo pra outro plano nova. Prefiro então ficar bem velhinha. Assim, pode vir, mas demore mais um pouco, vinte e ponto. 

Ana Flávia Sousa Silva

e a conta da saudade?

e a conta da saudade quem é que paga? 





Estou lendo mais um livro perfeito do Nicholas Sparks, e quando eu digo que me emociono a cada página e que a história é linda, eu não estou exagerando: Diário de uma paixão.
Venho acreditando cada vez mais que o que falta para a maldade do mundo é um certo mal de alzheimer, uma perda de memória, esquecimento, para que o bem tenha a oportunidade de reconquistá-la, a cada dia, e quem sabe assim, o amor não prevaleça? 
Um grande e verdadeiro amor, não é para ser conquistado apenas uma vez e para sempre. O medo e uma certa insegurança precisam fazer parte de uma vida a dois também, como um combustível. Afinal, o que já é certo e imutável, não nos causa adrenalina alguma. O amor é mutável, a paixão muda, e se não for estimulada, um dia ela desaparece, como se nunca tivesse existido. Todas nós temos um pouco de Lucy, de Como se fosse a Primeira vez dentro de nós, todas queremos ser conquistadas diariamente e torcemos para que os sentimentos puros e sinceros sejam renovados toda noite, com o brilho do luar. Uma flor aqui, um mimo ali, palavras ditas através da alma, e mais uma vez a tarefa do dia cumprida: renovação. Sabe o que mais me impressiona? É que esta é a tarefa mais fácil e prazerosa de se cumprir. Assim, suavemente, tudo acontece. Em meio a correria de um dia numa capital rigorosamente planejada, tudo sai do nosso controle, da nossa "Contorno", dos nossos planos conservadores, e uma onda gigante de felicidade se instala no ambiente que frequentamos. Queira Deus, que todas as pessoas há muito desacreditadas no amor, como já fui, tenham a oportunidade de conhecer histórias encantadoras como esta, e se deixem renovar por dentro, de alma, corpo e rotina. Mais amor, por favor. Doce e amargo, apimentado e sem graça, saboreado e descoberto dia-a-dia. Que me queime e que me faça ir almoçar e pedir: Um chá gelado, por favor. Refrescante. Revigorante. Um chocolate pra levar. Para esquentar o que se refrescou. Assim, renovando. 

Ana Flávia Sousa Silva

Um trecho:

 "Um dia, um velhinho foi a uma de suas consultas periódicas ao médico, só que desta vez um pouco apressado.

O médico então lhe perguntou:

- Pq a pressa? e ele respondeu: 

- Todos os dias neste horário vou visitar minha esposa que está num asilo. E o médico comentou: 
- Que bacana! Então vcs matam as saudades, batem papo, namoram um pouquinho!! E o velhinho diz:
- Não! Ela não me reconhece mais, por causa de sua doença. 
O médico surpreso então pergunta:
- Mas pq então tanta pressa para vê-la, já que não o reconhece mais?
E com um sorriso no rosto, o velhinho responde: 
- Mas eu a reconheço! Eu sei quem ela é e o que representa na minha vida a tantos anos. Por isso todos os dias eu a reconquisto, como se cada conquista fosse única e verdadeira. Este é o verdadeiro amor....INCONDICIONAL!!! "


Nicholas Sparks

Presente entrelinhas.

l♫  Menina do balaio, donde cê pareceu
Trazendo festa em meu berço
Festando em balaio meu? 





O presente literário lindo, recebi adiantado de minha "dindinha" poetiza e gostaria de dividir o carinho que eu recebi aqui, com vocês. (:


Ana Flávia, Parabéns




Menina ternura-encanto
Que brilha, brilha e reluz
Eu a amo tanto e tanto
É para mim, um presente de Jesus!

Veio a nós, como estrelinha
Brilhando sempre no seu caminhar
Sou muito feliz, eu sou sua Dindinha
Tem a beleza da luz do luar!

Menina-arquiteta-inteligente
Trazes a paz para o coração
Sua bondade e humildade, a faz diferente
Sua vida se traduz em constante oblação!

No seu aniversário, quero lhe parabenlizar
Por sua vida, por você existir
Que Deus possa sempre lhe abençoar
Em todos os dias, no seu ir e vir!

Com carinho, 
Belinha 


Izabel Cristina de Sousa


encanto,

Farei o possível pra morar contigo na pedra. 

Te beijo a testa e te respeito acima de tudo. Pode confiar em mim, estarei aqui sempre que precisar, e de dou  um beijo no rosto. O pedido de namoro feito diariamente é quase um passe livre pra que uma rosa maravilhosa possa ser presenteada sem algum motivo aparente, a não ser pelo sim recebido. Dentro do tempo que meu íntimo controla, os sentimentos estão se acomodando, aos poucos e um a um. Quando menos esperava, o medo que estava ancorado no meu porto começou a ser erguido por uma força maior: a felicidade. É de se impressionar como as mãos e braços se moldam uns aos outros. Costumes e manias começam a fazer parte do cotidiano de duas pessoas que se descobrem dia após dia. As conversas muitas vezes são substituídas por uma troca de olhar, sempre revelador. As promessas não fizeram parte da minha festa de Ano Novo, mas assim como eu não esperava, 2011 chegou e me surpreendeu. O meu silêncio te grita cada vez mais alto o quanto me sinto feliz e envolvida!  Meu abraço espera ansioso ser completado com o teu, e eu começo a enxergar que a borboleta está se preparando pra sair daquele casulo que eu criei para protegê-la. Talvez meu  planejado sistema de segurança esteja fazendo efeito contrário em ti, e te deixando vulnerável a pessoa complicada e inconstante que sou. Enquanto tento diariamente levantar vôo e caio até com um certo charme desajeitadamente no chão duro e frio, que é minha razão. Como mulher impulsiva que sempre fui,  estou surpresa por ter agido muito mais raciocionando que sentindo as emoções, até que comecei a ser cativada e que meus dias passaram a ser como um raio do sol, que penetra pela  minha janela a cada manhã, pra me lembrar de tudo que vale a pena. Que todo este encantamento inicial não se quebre, que as surpresas façam parte da nossa rotina e que os beijos signifiquem um gostar puro e sincero. Não tenho pretenções de que sejamos perfeitos , quero que os defeitos apareçam para que possamos aprender a lidar com eles, e mais uma vez aprender um com o outro.  Que o que ainda que está petrificado aqui dentro, seja lapidado aos poucos, dentro do tempo que é pra ser, que Papai do Céu quiser, e que sejamos pacientes para saber esperar pelo momento em que esta pedra se transformará na mais bela jóia.


Ana Flávia Sousa Silva

doação

" Serás vida, bem vinda! Serás viva, bem viva! "   

E pensar que o amor nasce as vezes mesmo antes de conhecer a pessoa. Já é intenso, sublime, e sem complicações. Um ser mínimo, que mais parece uma mancha num ultra-som, idolatrado. Alguém que nem mesmo tem um sexo definido, ainda. Já sou a titia mais babona deste neném, que está por vir, depois de conturbadas situações, inseguranças, medos. Virá num momento ímpar. Um desafio, uma alegria jamais vivida.  Fico pensando em mamãe e papai, que só vieram a saber que eu era uma menininha quando dei meu primeiro grito em busca de proteção, depois que me tiraram do lugar mais seguro que eu já estive na vida. Um choro que implorava por socorro. Aí sim, o dilema. Vovó, minha salvadora, disse que Papai do Céu teve pena de mim, e por isso me fez ser uma menina branquela e careca! Pena, porque se eu não fosse o que sou hoje e desde que nasci, uma mulherzinha, me chamariam de Zéfirino Neto, em homenagem ao meu avô falecido antes mesmo de minha mãe casar. Tá, se Deus teve dó, agradeço a vovó também, que escolheu meu nome, que uso até hoje, uso por gostar, por me fazer lembrar dela, não por obrigação. (como se eu pudesse mudar de nome, como mudo de roupa. ¬¬'). Imagino as expectativas divididas por aquele casal de jovens inexperientes que eram meus pais, dois anos após se casarem. Será menino? Menina? E o enxoval? Verdinho e amarelinho, pronto, problema resolvido. Roupinhas lindas de tricô feitas por vovó, para a primeira filha da filha mais nova, a rapinha do tacho. E aí, me lembro das histórias contadas em família. Mamãe nasceu apressada, sete meses e um tamanho tão grande que uma caixa de sapato fez-se manjedoura. A décima primeira filha nascida, a décima a vingar.  E naquela casa amarela, mamãe saía pela porta, todos corriam para por a criança para dentro, entravam pelo portão, saía pela porta. Saía pelo portão, entravam pela porta, e assim era a ladainha diária, e vovó gritava: _ Ritaaaa! Ritaaaaaa! E era amor. Desde sempre. Amor passado de geração em geração. Esse amor sim, é sentido desde já, um instinto, materno, paterno. Papai, uma vez me disse que o único homem que vai me amar verdadeiramente, sempre, sem medidas e exigências, seria ele, e pediu pra eu não esquecer disso. Acreditei nele, e desacreditei em todos os outros cuecas da face da terra. haha. Tá bom, confesso que ainda há esperanças aqui dentro. Mas se um dia, eu desanimar de novo, e me fizerem chorar, é no colo do papai que sei que vou poder pedir ajudar para colar todos os pedaços do coração mais uma vez partido. Assim, acredito que minha amiga deve estar vivendo emoções indescritíveis, sentindo amor, carinho imensuráveis.  Aquele desejo de cuidar, de abençoar. Uma dedicação profunda. Doando tudo que ela tem, sem garantias do que receberá em troca. Formando vínculos eternos com aquela criatura, que pra sempre serás tua. Ansiedade para ninar um ser que já já estará chamando-a pelo nome mais bonito que a mulher recebe durante a vida toda: mamãe.

Ana Flávia Sousa Silva

Santa (Im)Paciência.

De ontem em diante serei o que sou no instante agora. 

E sempre me vejo sem uma gota de paciência dedicada a um certo tipo de pessoa. 
Porque estas insistem tanto em analisar e julgar? Caramba! Já disse aqui, e estou me tornando uma vitrola velha de tanto repetir: Não gosto do comum, e nem sou Maionese Hellmans pra ter rótulo promocional. 
Sou tão cheia de defeitos, eu sei. Mas já me disseram que as qualidades se sobressaem.  E surpresas, e medos, e inseguranças, e sonhos, e outras coisinhas a mais que muitos não (alguns) quiseram descobrir! O tempo passou correndo enquanto estiveram vivendo como telespectadores da minha vida, e até da própria talvez. Quando os meus sentimentos e ações passaram a  interessar tanto e chegou ao ponto de virar um Reallity Show? Foi tão sutil assim ou eu que fui cega e não percebi?! Qual a dificuldade em enxergar que uma pessoa chata e impulsiva como eu, não se comove por pouca coisa?! E muito menos é cativada com joguinhos mesquinhos que levantam o ego de uma única pessoa, e que não sou eu?! E com qual objetivo se discute com uma pessoa sobre os próprios sentimentos e ainda teima em saber mais, sobre o que nem se sente?! A verdade é o que sinto e ponto. O que acredito ser  e o que espero que será!
É assim que vejo as coisas, as minhas coisas, a minha vida, os meus sentimentos!
Como alguém chega e me diz que eu não sei o que é amor ainda?! Alguém que nem sequer viveu comigo naquele tempo?! Cara, se aquilo tudo não foi amor, o que foi então?!  Há outra denominação para frio na barriga todos os dias? Esperas ansiosas para um reencontro depois de tanto tempo? Uma fé inconfundível e incansável ao pedir para que este sentimento que eu chamei e chamo de amor, se renovasse todo santo dia!? Uma dor de ferida aberta que parecia que não se curaria, por tudo ter acabado sabendo que nada que eu fizesse mudaria a situação?! Eu já me sentira inútil diante dos meus sentimentos! Pois eles de nada me serviram para salvar amores perdidos, e nada me ajudaram para curar os machucados que foram deixados! Mas nem por isso desconheço o tamanho do amor que sentira um dia, por anos até. Da mesma maneira, não acredito que este amor tão lindo e sublime, venha de qualquer maneira! À primeira vista. Vem com a convivência, e não com conveniências e regras! O Cara não tem que ter os pré requisitos, e muito menos preencher um formulário de RH. Paixão sim, vem pela capa, pela embalagem, seguindo o nosso instinto animal, natural. Mas o que fica depois de uma avassaladora onda de desejos, é um sentimento sólido, companheiro e menos exigente ainda. Eu sei como quero ser amada! Eu sei o que me agrada, e o principalmente o que me irrita. E pessoas que mantém seus altares particulares e acham que podem me levar junto, são uma dessas coisas. Eu vou saber quando estiver apaixonada outra vez mais. Não me pressione e nem me cobre isso, pois eu já me perdoei por ser confusa assim.
 Pegue seu estoque de conversas dramáticas e corra para longe de mim, antes que eu o trate de uma maneira nada educada. Antes que eu me canse ainda mais de que me diga o que há aqui dentro do meu coração. O mesmo que está protegido por um casulo, o mesmo que esconde até da própria dona o que realmente sente. Talvez me convença usando uma melancia no pescoço, não é isso que os "fodões" usam para mostrar superioridade? Ah, não! Melancia é para os desavisados que se acham os melhores e fazem o possível para estarem em alta. Então, tu não sabes o que eu sinto e eu não o conheço. Simples. 

adjetivando.

"Brincando de ser e estar apenas,
Eu não sou Chico mas quero tentar..."





Ana. Ariana. Atleticana. Alta. Amiga. Amorosa. Atrevida. Anciosa. Autocrítica. Antipática. Alegre. Adorável. Atenciosa. Bonita. Bondosa. Briguenta. Boba. Chata. Carinhosa. Caridosa.Compreensiva.  Curiosa. Calada.Confiável. Ciumenta. Calma. Conservadora. Corajosa. Contente. Divertida. Dinâmica. Descarada. Determinada. Desajeitada. Desengoçada. Dedicada. Desastrada.  Delicada. Digna. Despojada. Enorme. Esbelta. Elegante. Educada. Extremista. Enjoada. Esperta. Espitiruosa. Encantadora. Especial.  Engraçada. Estonteante. Exagerada. Faladeira. Feliz. Fiel. Feia. Forte. Fogosa. Fabulosa. Fantástica. Generosa. Gentil. Gulosa. Geniosa. Gorda. Graciosa. Humana.Honrada. Hiperativa. Habilidosa. Inteligente. Irônica. Insegura. Impaciente. Intensa. Impulsiva. Inteira. Inconstante. Insana. Inquieta. Incontrolável. Interessante. Irritante. Jovem. Jeitosa. Justa. Leal. Linda. Livre. Louca. Ligeira. Mulher. Malandra. Majestosa. Modesta. Medrosa.  Magra. Manhosa. Nobre. Notável. Neurótica.  Obstinada. Original. Otimista. Organizada. Ousada. Perseverante. Preguiçosa. Palhaça. Pontual. Quieta. Querida. Responsável. Respeitosa. Ridícula. Reservada. Romântica. Religiosa. Risonha.  Real. Sonolenta. Sincera. Sensual. Simpática. Saudável. Sã. Sóbria. Sarcástica. Sensata.  Sensível. Teimosa.Trabalhadora.  Talentosa. Tolerante. Tranquila. Tímida. Tentadora. Temperamental.  Única. Vaidosa. Verdadeira. Valente. Vencedora. Zelosa. Zangada. 

Outra vez volta a afirmar que o morno não me agrada, e sendo assim, o perfeito também não. 
Eis aqui, todos os defeitos de uma mulher (im)perfeita.


Ana Flávia Sousa Silva

casulo,


Traga toda a tua prenda, traga tudo que for, que eu trago a poesia, pra esconder nossa dor



Quando um sorriso me apareceu na face,  se formou em seus olhos uma imagem que o deixara perturbado. Além de ser uma das mais simples que já vira, passou a ser de uma complexidade que o confundiu tanto que fez com que as palavras falassem através das mãos, que incansavelmente digitavam  em algum lugar da grande cidade, esperando que eu as lesse e acreditasse que tudo aquilo era real.  Mesmo que a conversa tenha sido virtual, sentia as palavras chegarem como se estivessem sido ditas ao pé do ouvido... Ele me disse que adorava me olhar e me admirar,e aqui sem ele poder ver, fiquei vermelha. Acrescentou ainda, que guarda consigo cada detalhe meu, detalhes tão pequenos que as vezes nem eu mesma os percebo. Frases que enchem o Ego de qualquer mulher, mas julgo que não foi apenas para isso que ele me dizia tudo aquilo, pois ele mesmo afirmou que as palavras estavam vindas de dentro, daquele lugar quentinho que costuma bater várias vezes a cada minuto. Disse que apenas fechara os olhos e deixara os sentimentos falarem por si sós,e que eu não precisava ficar sem jeito, pois não era esta a sua intenção. Me chamou a atenção quando ele me disse que a tristeza não combinava em nada comigo, e que ela não merecia habitar um coração tão bom, humano e puro como o que trago no peito. Talvez seja mais um estímulo para que o respeito vigore entre nós dois, acima de tudo! Naquele momento eu não disse, mas tive vontade de afirmar que batalharia junto com ele para que os momentos bons e intensos não sejam  exceção, e sim regra. Gostaria de ter lhe falado que ele me agradou quando ele disse que assim como  não é meu feitio viver de migalhas, não é o dele também e, eu não seria apenas mais uma aventura deste verão, romance de férias ou um troféu empoeirado na estante. Seu medo de me assustar e sua vontade de me respeitar, me encantou tanto quanto o meu sorriso o cativou. Eu poderia ter lhe falado  que ele também me fazia bem, e que por mais confuso que seja o caminho, ele está na direção certa. Mas não disse, fiquei em silêncio enquanto ele se expressava e se abria pra mim. Não disse, talvez por proteção, medo, vergonha, não sei. Não disse, mas como o combinado farei o possível para não me fechar completamente, para deixar pistas para que ele encontre o caminho rumo ao meu coração, que no momento, está envolto num casulo que eu mesma criei, pra protegê-lo, da dor, da alegria, de tudo e todos. Depois que nos despedimos, e antes de embarcar no mundo dos sonhos cheirosos, pensei que se ele conseguisse encontrar o caminho procurado e rompesse algumas barreiras, ele mereceria a borboleta que escondi no casulo. 





Ana Flávia Sousa Silva 








temperando,

E o tanto que eu vou salvar... Das conversas sem pressa, das mais bonitas mentiras! 



 Eu disse pra ele que minha amiga marcada pelo sofrimento de um orgulho ferido cansou e foi sonhar... Com o mundo aonde o principe dela reconhecerá tudo o que ela fez pelo amor dos dois... e amanhã acordará com o mesmo vazio, a mesma dor... e eu estarei aqui, mais uma vez pra segurar sua mão! 
E ele me responde com uma vontade de dividir pensamentos guardados, que  estranho seria se eu dissesse que ela despertou para a vida ! Que normalmente temos o hábito de investir em utopias, em sonhar com um mundo ideal! É mais fácil que encarar o desafio do recomeço, da dor, da aflição, do coração partido, ao qual não há de restar outra opção senão a tão falada mudança, e que apesar de não entrar em nossas cabeças, nestes momentos, é a opção racional para nos reencontrarmos! 
E disse mais, que não damos ouvidos aos que já passaram por situações similares, porque achamos que a nossa é diferente - quando na realidade não é! Preferimos, mesmo com tantos avisos, tentar do nosso jeito, pois achamos que ninguém tem a fórmula correta, quando na verdade deveríamos dar ouvidos à experiência dos mais vividos - e nem sempre mais velhos-  mas a vida é assim ! Teimamos em bater a cabeça na parede  e mesmo assim, muitas vezes, voltamos a dar cabeçadas. Até que um dia, finalmente você se descobre e vê que aquilo não pode continuar daquele jeito. Que você tem que mudar! Você chega a sentir vergonha ao reconhecer que tudo aquilo que lhe disseram era verdade e que você  não evitou somente por teimosia, assim como não deu ouvidos às pessoas que realmente lhe amam,  perdendo seu tempo com outras, que um dia disseram lhe amar, então você passa a duvidar da pureza e sinceridade daquelas palavras - talvez ditas ao vento!
E eu só soube dizer afinal: Isso vai virar um post! E virou. Assim, sem planos, sem mais, nem menos. Não sei mais, só sei que foi assim, natural... como tudo!

Ana Flávia Sousa Silva, 
e o tempero de Gabriel Castro.


Malas prontas

nossa casinha pequena parece vazia sem o teu balé. 



" As malas estavam quase prontas. Não havia muita coisa, pensou, pois vendera a maior parte do que adquirira desde que se mudara para Charleston. Viajar com pouca bagagem simplificava tudo. Além disso, ela aprendera desde cedo que nunca, mas nunca mesmo, devia se afeiçoar a qualquer coisa que lhe pudesse ser tirada.
Ela se levantou, lavou a xícara, enxugou, envolveu com jornal e guardou na pequena caixa de utensílios domésticos que pensou ser a mais prática para levar. Pela janela por cima da pia, olhou para os fundos da casa.
O pequeno pátio fora varrido e lavado. Deixaria os vasos com as verbenas e as petúnias brancas para os novos proprietários. Torcia para que cuidassem bem do jardim; mas, se quisessem se desfazer de tudo, a casa lhes pertencia para fazerem o que bem entendessem.
Ela havia deixado sua marca ali. Os próximos donos poderiam pintar e colocar papel de parede, ladrilhos, carpete, mas o que Tory fizera não desapareceria. Estaria sempre por baixo do resto.
Não se podia apagar o passado, nem matá-lo ou desejar que não existisse. Também não se podia relevar o presente ou mudar o que estava para acontecer. Todos eram prisioneiros desse ciclo do tempo, sempre contornando os dias passados. Às vezes esses dias eram bastante fortes e determinados a arrastar a pessoa de volta, por mais que tentasse resistir. 
Mas seria possível que sua depressão se tornasse ainda maior?, pensou Tory, suspirando.
Ela fechou a caixa, suspendeu-a para levar até o carro e saiu da cozinha sem olhar para trás. "

Nora Roberts _  Lua de Sangue


Este trecho foi tirado do livro que estou devorando no momento:  Lua de Sangue. 
Foi um dos vários fragmentos da obra de Nora que em tão poucas páginas lidas,fixei na memória!
Há pouco tempo consegui ir embora da casa em que estava guardado todos os momentos mágicos da minha vida! Estou de malas prontas! Em algum lugar do mundo, sei que existe uma casinha vazia, também guardando a história de quem lá viveu, e eu e meu espírito de arquiteta e amante da arte, farei com que esta seja a casa mais aconchegante que já existiu. 
Chegarei com meus medos, malícias, sonhos, planos, cobertor, sapos de pelúcia, livros e passado. Chegarei aos pouquinhos, ou quem sabe de supetão?! Dependerá em qual extremo eu estiver, ou qual deles for atiçado! No lar antigo, deixei as lembranças boas (as ruins foram jogadas no lixo), os momentos inesquecíveis e uma gratidão imensa. Para os novos proprietários, deixei um desejo de felicidade e intensos momentos bons! Para a nova casa, levarei a mim! Inteira! Insana. Inconstante. Inspirada. Impulsiva. Impossível. Inquieta. Impaciente. Incontrolável. 

Ana Flávia Sousa Silva

ex.tre.mi.da.de.

Pois traga um colchão aqui pra sala.
Por que é que não se junta tudo numa coisa só?  




Se tem uma palavra que me descreve, é intensidade e suas variações. É de corpo e alma que me jogo num determinado momento, e fico totalmente de fora, apenas observando em outras circunstâncias. Se está frio, acredite, estou congelando. Se é o sol brilha e queima lá em cima, eu já não existo depois de um tempo exposta, derreti, sou de açúcar. Se algo ficou mal entendido, a tempestade é feita num copo d'água. Se um sorriso tu conseguiu me roubar, além de o escutar aparecendo timidamente no canto da minha boca, tu ouvirá minhas gargalhadas escandalosas, pois pra que ser feliz só pela metade!? E se estou triste; estou magoada, despedaçada, derrotada, em depressão profunda. Saio pra jantar se estou com fome, pois a fome é de quem ficou um mês em jejum,  e há muito não descia nada até o estômago. Em minha geladeira a água é a rainha,  porque a sede é de quem atravessou o deserto do Atacama por dias a fio. O mais ou menos é que mata. Meio termo não sai do lugar. O morno não me queima a pele, e nem me causa calafrios e arrepios. Não me causa reação alguma. O extremo é emocionante. Interessante. Como é ser meio feliz? É ser triste. E meio bonito? É ser feio. Meio simpático? É ser chato.  Divertido é ser número inteiro. Decimal eu já fui, e logo voltei a me inteirar. Me prenda em teus braços e tuas pernas enquanto eu ainda quero ser a prisioneira, pois agora eu sou a caça, daqui a pouco serei o caçador.  Me leve pra dançar com a lua enquanto ainda tenho coragem, que daqui a pouco o pânico de altura tomará conta de mim. Não me venha com migalhas apenas, pois meu pecado capital é a Gula, e sou faminta 30 horas por dia. Aproveite enquanto sou apenas oito, e goste. Goste mais ainda, quando uma casa numérica aumentar, e eu for oitenta. 

Ana Flávia Sousa Silva

moda antiga.

"O que se perde enquanto os olhos piscam."   






E foi quando ela se sentou graciosamente na sua frente que ele percebeu tudo. Aquela mulher não era qualquer uma, e tampouco igual às que já haviam passado na sua vida. Não que ela possuísse toda a beleza do mundo! Mas aos poucos ela deixava subentendido que era capaz de guardar dentro de si tudo o que é de mais interessante e intrigante, simultaneamente. 
Seus olhos piscaram, e ao voltar o olhar aos olhos dela, pôde ver que diante de ti estava a mulher mais medrosa e corajosa que já conhecera.  
Ela, que quando quer se entregar de alma, corpo e vísceras, foge como uma criança de um bicho-papão num pesadelo. E sentiu uma imensa vontade de carregá-la nos braços e dizer que tudo ficaria bem, pois estava ali ao lado dela. 
Ela que não cai em qualquer lábia, depois de muitas palavras vazias e promessas que nunca foram cumpridas, se viu com uma enorme vontade de acreditar em alguma coisa, e se apegar à aquilo, como se fosse a última esperança, ao mesmo tempo que sua insegurança a deixava com os pés, mãos e coração atrás. 
Uma mulher como qualquer outra, se não fosse pelo fato de ser tão destrambelhada e sem jeito, causando vários pequenos acidentes e adquirindo um roxo pelo corpo por dia. Se não fosse por sua inexplicável paixão com o chocolate e por ter criado um mundo à parte, aonde os beijos são macios, e os abraços coloridos e as fotos cheirosas (porque não?), ela seria apenas mais uma. Quem mais tem um gosto tão diversificado?!  Ao mesmo tempo que é alucinada com carne vermelha até mata por um sushi. 
No seu universo particular ele quis entrar, e nele desbravar os caminhos obscuros,  enfrentar seus medos e deixar apenas Girassóis no seu caminho. Quis antes de tudo, entendê-la.
Então foi quando ele se descobriu na sua biografia em preto e branco, aonde ela vivia de modo peculiar: à moda antiga. 
Ali não havia espaço para vadiagem. Logo percebera. Assim começou a andar pianinho, com medo de acordar todos os medos dela.  
Naquela novela de rádio, era o cavalheiro quem abria a porta do carro. Era ele também quem cortejava a dama! Com tantos cuidados, a mulher, se via menina envergonhada!
Não chegou ao ponto de os pais terem que escolher seu marido, mas soube que para tanto, seria exigente, e a opinião dos pais, não deixara de ser essencialmente importante.
Ela não se derrete com buquês de rosas, mas por um Girasol num vaso para ser cuidado, ela se desmancha.  Não se comove com elogios, é crítica, irônica e CHATA. Logo viu.
Mas abre um sorriso no canto da boca, por nada. Apenas por gostar do som do sorriso.
Além de descobrir o fato desta mulher possuir diversos amantes, cada uma com uma aparência distinta e principalmente, trazendo na bagagem, histórias e personagens incríveis: Os livros são a paixão dela, e um dia, Ah! Um dia, quando a sua casa tiver, ela terá sua biblioteca particular, onde dividirá cultura, poesia e narrativas para quem disposto estiver. 
Se sentiu Vasco da Gama, depois de tantas descobertas... Mas não precisava se sentir invasor, pois foi ela quem permitiu tal visita ao seu conto,e  até onde sabia, estava sendo uma visita agradável e surpreendente.
Ele a conheceu ali. Durante um olhar ele se viu no mundo dela, aquele que muitos julgam misterioso e incompreensível. E assim, se arriscou a quebrar o gelo que a envolvia internamente... sem ao menos ter a certeza do que receberia em troca.  Nada prometeu, apenas cumpriu. Fez acontecer. 

Ana Flávia Sousa Silva

amadurecência.

Uma alteridade disfarçada
Inquilina de todos nossos risos.     










Estou realmente cansada de teorias e conceitos. Farta de nomear, renomear, designar, denominar, classificar. 
E esgotada ainda mais de me ver cheia de rótulos, colocados por pessoas que nem meu nome completo sabem. Para estas, informo que me chamo Ana Flávia pela minha avó querida, Sousa de mãe, e Silva de pai. 
Deixei de ser tolerante com pessoas que se colocam toda manhã na sua redoma de vidro, e se julgam melhores que qualquer outro ser humano. 
Sinceramente, afirmo aqui que estes seres (de humanos, quase nada), pouco me afetam. Pouco me incomodam. Não mais.  É claro que me deixaram várias vezes diabolicamente raivosa e indignada. Não nego ( e não devo nada a eles também.) O que me faz pensar, é o que fizeram na vida (de bom) para deixar para os filhos e netos? Além de exemplos ridículos de preconceito. Além de ensinar a julgar tudo e todos sem ao menos conhecê-los, sem ao menos sentir como é o calor da sua pele através de um aperto de mão. O que deixarão, quando forem todos para o mesmo buraco cavado por um coveiro qualquer (preto ou branco, homo ou heterosexual, pobre ou rico)?!  Eu lhes informo meus caros, que nada trouxemos para a vida, e dela nada levaremos. A não ser o que for plantado e cultivado na nossa alma.  Espero, deixar ensinado para os meus companheiros desta curta viagem que é a vida,  a maneira  de se sorrir mais bela: De dentro pra fora. Pelo canto da boca. Sorrir enquanto sente cócegas no estômago, pois este está cheio de borboletas. Espero, que meus filhos e netos, se lembrem que enquanto houver distinção entre as pessoas, seja ela qual for, sempre viveremos em risco constante de guerra. Enquanto, a mais gentil atitude é acolher todo ser, como irmãos. Pois é o que somos diante de Um Só Pai. É a mais formidável maneira de se encontrar a paz.  Mas as pessoas que vivem no seu altar particular nunca experimentaram sentir o coração cheio de calor, depois que estendemos a mão à quem no momento estava precisando. Suponho que Deus está totalmente presente na bondade, quanto mais caridosas pessoas somos, mais nos sentimos quentes e protegidas. Parece que o Papai lá de cima, nos presenteia com um cobertor daqueles bem fofinhos todas as vezes que nossa mão é estendida em prol de uma outra vida. 
Acredito que estas pessoas que possuem pedra no lugar do coração (sem taquicardia em momentos de surpresa? Muito triste. ), são trazidas para nosso convívio com um único objetivo: Fazer-nos pessoas singulares! Pessoas que são inevitavelmente obrigadas a crescer e aparecer! 
Mas não se iluda de que logo após enfrentar todos os monstros e terras sombrias para chegar ao fim do Arco-Irís, seu pote de ouro estará a sua espera. Nossa luta é perpétua. 
E muito menos crie fantasias de que os caras que vivem no oratório irão reconhecer seu triunfo, e mais ainda, reconhecer que você não está para brincadeiras, como todos pensavam antes. 
Mas não precisamos provar nada a ninguém, já que as mãos que foram estendidas para nós durante todo o percurso, conhecem o seu verdadeiro ser. Nos vêem através da alma, pura e translúcida. 
À estas mãos devo minh'alma, meu ser e meu coração. E serei eternamente grata, por me deixarem ser apenas a Ana, e a mim dedicarem carinho, afeto e amor. São mãos, braços, pernas e pés que estão ajudando-me a ir cada vez mais a frente. São os que entendem que até os sonhadores têm seus piores momentos, e por isso, é mérito deles conviver com tudo o que possuo de melhor. 
  Emancipação destas cordas dos julgamentos irracionais já. É mais que apropriado, aproveitar que o novo ano acabou de completar 08 dias e começar a observar o próprio umbigo, que não é tão limpo quanto é falado por aí.
Enquanto se está com um saco bem grande de críticas (aquelas que destroem mesmo.) para distribuir, a vida está acontecendo mais rápido do que imaginam. Faremos pois um acordo, eu fico com este saco de maldades, e o substituo pelo meu, repleto de sorrisos sinceros para serem repartidos. Quilos e mais quilos de abraços tão lindos quanto um pôr-do-sol! Diversos vidros com os beijos mais cheirosos que se possa imaginar. O que eu farei com o saco abarrotado de malícia? Entregarei nas mãos do Pai, pois Ele levará junto com toda a tristeza de sua vida, para um lugar que de tão distante, é inatingível. Sabe, o Deus que tu dissimuladamente diz acreditar e ser Dele um servo? Claro, há de se manter as aparências, de que és intocável, de tão perfeito. Se eu não estarei vazia e incompleta enquanto estarás usufruindo de todo o meu melhor?  Resposta negativa. Tudo o que tenho de mais valioso, já está impresso dentro do meu ser... e se renova a cada novo amanhecer. Faça um bom proveito. E multiplique-o. Bondade, trás bondade.
Penso e pondero agora, depois de viver um pouco, mas o suficiente para chegar à drásticas e necessárias conclusões, quem é mesmo que precisa deixar de ser verde, para cair maduro no chão?!  

Ana Flávia Sousa Silva




ei 2011.



O que se tem de fazer quando uma etapa chega ao fim? Sempre fico confusa com isso.
O que eu fiz para que um ano inteiro não passasse apenas como mais um entre os meus dezenove?
Durante os 365 últimos dias... sorrisos foram distribuídos aos quatro cantos, sem distinguir raça, opção sexual, conta bancária! Sorrisos, que não esperavam nada em troca.
Além de muitos abraços e beijos carinhosos, para quem precisava de um aconchego.
Palavras  chegaram a muitos ouvidos... As vezes ásperas e rudes, outras macias como algodão. Dependeram muito do meu humor impulsivo e de quem as recebeu.   Falei o que queria muitas vezes, mas também meu ouvido ficou ferido quando palavras feito pedras chegaram até eles.
Andei em muitos lugares. Com minhas pernas e pensamentos. Viajei, principalmente na maionese... Imaginei estar em lugares jamais habitados... Pensei em chamar a lua pra dançar comigo, e chamei, mas ela não veio. Não dessa vez.
Observei o mundo girar ... e percebi que ele gira sozinho, sem você ou ninguém fazer qualquer esforço. E não gostei da experiência de ver o tempo passar, sem que eu nada fizesse para que os segundos valessem mais.
Agora, estou com um bebê de um dia nas mãos... Este morrerá em 12 meses. E cabe a mim fazê-lo o bem mais precioso. Enchê-lo de alegrias, conquistas, realizações.
É como se eu tivesse na minha frente uma tela em branco, e Picasso me emprestasse seus pincéis e tintas e me desse esta única oportunidade: Preencher um espaço vazio e sem graça de cores e significados.
É como se eu recebesse uma semente... e o meu dever é semeá-la numa terra saudável, para que nasça cheia de VIDA.
É como  a minha função de arquiteta, imaginar... idealizar.... realizar.!
Cabe a mim a construção de um lar seguro, aconchegante e feliz.
Este ano serei mais que mais uma garota: Serei mãe! Artísta! Arquiteta deste novo ano!
E este texto não é um texto cheio de promessas! Assim como meu ano não será!
Prefiro não esperar nada dele, para que ele me surpreenda!
É, adoro surpresas!
Oi 2011, Seja Bem-Vindo!

Ana Flávia Sousa Silva

cabeça, pra quê?

Tanto faz, não satisfaz o que preciso. ♪



Ouvi falarem de mim como se meu corpo não estivesse ali presente. De uma maneira como se existisse um insufilm entre nós. Ouvi a conversa atenta, como uma criança que descobre a magia de juntar as letras para se formar as palavras. Ouvi analisarem com cautela um ex-futuro-pretendente a qualquer coisa, menos namorado. E analisei também, mais do que tinha analisado há pouco. Olhei com outros olhos. Ou melhor, enxerguei. E por fim, ouvi:
_ Eu gostei dele, parece ser uma pessoa bacana. Mas não é o tipo de pessoa que ela namoraria. Ela é culta demais pra ele! Ela é culta demais até pra mim!
Exatamente assim as palavras chegaram aos meus ouvidos e imediatamente outra leva revoltada quis sair pela minha boca.
Onde já se viu homem gostar de mulher culta? Homem gosta é de mulher gostosinha e burrinha. Dessa forma, podem fazer o que for, que as dondocas estarão ainda de pernas abertas para os seus bofes.

Indignação.
Aonde fica mesmo aquele convento? Ou você me oferece outra solução?
Porque aquele discurso ensaiado já não cola mais. 
_ Você é demais pra mim. Feliz do homem que for teu namorado. Você é raridade! Mulher como você não existe! Você é única.
Palavras. Apenas.
Porque no fim, o que mesmo você se tornará é um troféu. E ficará na estante, empoeirado, como tantos outros.
_Cara, e o que eu faço com a minha inteligência? Enfio no rabo como tu fez com o amor?
Não é questão de ser exigente, ou escolher demais. É que ultimamente, não se tem o que escolher.
A banca dos futuros namorados honestos, está vazia.
A dos que assim como você valorizam as coisas mais simples da vida, está as moscas.
A  dos bonitos, ricos, gentis, fiés e carinhosos? Uma fila enorme esperando uma encomenda que jamais chegará.
A dos feios e de bom coração, sem ninguém, pois até a mercadoria fugiu, depois de tanto esquecimento.

O que resta para as mulheres inteligentes? Sentar ao lado da Cláudia e esperar?
Ou continuar quebrando a cara com estes que se julgam espertos demais, te chamam de aventura e só.?
Desculpe, se for mulher que gosta de mostrar a bunda para ser alguém na vida que tu precisa, estou muito bem com a minha própria companhia.

Ana Flávia Sousa Silva

Fernando Anitelli TRIO.

Pra temperar os sonhos, e curar as febres...

Superação.
Essa é a palavra que define Fernando Anitelli.
Pensei já ter visto de tudo em um show, pensei ter vivido toda a magia e ter presenciado tudo de mais lindo até hoje, mas me enganei, mais uma vez.
Por um momento me esqueci que o Fernando sempre surpreende, e dessa vez não seria diferente.
Em abril eu tive a oportunidade de assistir uma prévia deste show, quando o TRIO abriu o Show do Nando Reis, desde este meu primeiro contato ao vivo com o Fernando, passei a  acreditar no impossível.
A poesia que corre no seu sangue, passou a correr mais que depressa no meu também , e na minha alma.
Senti uma necessidade enorme de lutar pela nossa cultura.
Senti minha alma flutuando,
E ontem, não poderia ser diferente, ou melhor, foi diferente sim: Foi mais do que eu esperava.
Assistir ao Show do TRIO no mesmo Teatro que apresentei meu vídeo no Primeiro Período da faculdade, não tem nenhum dinheiro no mundo que pague.  Ter o Fernando no palco em que eu por várias vezes tive e terei aulas, não tem palavras que descreva.
Agora, toda vez que eu entrar naquele Teatro, me transportarei para a noite de 27 de novembro, aonde o Fernando se superou mais uma vez.
Lembrarei de cada música, de cada brincadeira. Tanto que durante o show fiquei rindo sozinha lembrando da Cara de Anta do Fê. haha

Lembrarei de todas as luzes apagadas enquanto cantávamos num só coro: Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você!
Lembrarei de todos de pé para cantar: Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior. <*/
Lembrarei com um carinho imenso das canções que eu tanto gosto cantadas ao vivo: Cuida de mim, Menina do Balaio, Durma medo meu, A pedra mais alta, Folia no Meu quarto,.Vagalumes, Eu não sei na verdade quem eu sou,.  Dos dias depois de amanhã (Menina), Bailarina Saudade de Chumbo...
Lembrarei da música que fala daquela janela que fica para fora da casa, HAHA : Na varanda,
Lembrarei de todos pedirem Sina Nossa e Sonho de uma Flauta,
Lembrarei de ouvir o Anitelli cantarolar que Não há de ser nada. E confiei nas palavras dele.
O Samba de ir embora, me trouxe lembranças agradáveis.
A Primeira semana, me fez lembrar do Orgulho que criamos para nos esconder, e de pessoas que são assim...

Emocionante. Inesquecível.
Fernando, só enquanto eu respirar vou me lembrar de você e de toda a alegria que você tem me proporcionado, com sua poesia, seu bom humor, sua música.

Parabéns Sr.Magia.



Ana Flávia Sousa Silva

le.ve.za.

Amanheça brilhando mais forte, que a estrela do norte. 



É impressionante como os pensamentos que nos vêm a cabeça são ao mesmo tempo surpreendentes e contraditórios.
É extremamente satisfatório quando você chega a conclusão que você é a sua melhor companhia. Que você não precisa da metade da laranja pra ser feliz, afinal, meia laranja as vezes já pode ser bastante ácida, então,  é mais do que suficiente.
Esqueceram de nos avisar que príncipes e princesas encantados, assim como Papai Noel e Coelho da Páscoa, não existem. Existe, pessoas normais, que podem fazer de um sapo alguém incrivelmente interessante.
Através de um beijo, um carinho, uma surpresa, uma gesto, um chamego. Através de atitudes. Porque de nada adianta apenas falar e falar, porque palavras, o vento cansou e cansou de levar.
Quando ainda os pensamentos eram de desilusão, gastava-se um bom tempo se questionando as ausências, os motivos, e história que não acabou.
Agora, é tão mais leve se pensar que tudo está melhor desse jeito. Que já não cabe o passado na sua vida e que ele já não causa tanto sofrimento.
As coisas mudam e Deus sabe direitinho a hora de você enxergar isso.
É tão mais fácil não se preocupar em ser princesa. É tão mais fácil ser só você e ter pessoas que reconhecem sua grandeza pelos seus pequenos gestos, sorrisos e atitudes. Não que seja um peso ser a melhor pessoa do mundo para um outro alguém, muito pelo contrário, mas o fato é quando tudo isso, apesar de ser reconhecido, não é o suficiente. E você se sente um lixo.
Este peso, quando sai de cima de você, é um alívio imediato.
E hoje, você se preocupa apenas em ser melhor a cada dia, pra você mesma.






Ana Flávia Sousa Silva