soprano
Alguns dias acordam estranhos e prometendo esquisitices, e a gente fica nessa sem saber como agir.
São manhãs nada nubladas do lado de fora e completamente cinzentas dentro do peito, tão nebulosas que embaçam a visão e você não quer abrir os olhos por nada. Não chove lá fora faz tempo, mas por dentro há um temporal incessante, insistente, doído. Seu bote salva-vidas está a postos, mas você não sabe como usá-lo: vai se afogar nas lágrimas. Há uma corda bem aqui pra você segurar, mas sua força é pequena, cansada. São dias que te acordam com um tapa na cara e um balde de água fria, após noites mal dormidas e palavras mal ditas, malditas.
O sol brilha através da sua janela rindo da sua cara, rindo da sua sensibilidade enorme e te chamando pra fora, pra vida. Seu sonho é alcançar a persiana e fechá-la sem se levantar, esconder do brilho que não combina nada com seu estado de espírito agora. Hoje quer curtir essa fossa imaginária, esta dor suportável que você não suportou, é fraca.
Sabe, amanhã é outro dia, as pessoas que te machucaram ontem sorrirão pra você e a dor que você sente parecerá ridícula. Só você se machucou, só você sofreu, só você deixou seu dia passar em branco, em cinza. Vamos, enxuga esse rosto, cesse esse soluço e vai lá se derreter debaixo daquela estrela gigante ali fora. Não se entregue tão fácil, por quase nada, por uma culpa que não é sua: te jogaram ela. Acredite que tudo se resolverá, pra eu confiar nisso também. Saia e sopre aquele dente de leão da pracinha: deixe que ele leve toda a tristeza inútil pra onde ninguém possa achar.
Palavras confusas, desconexas. Mas vem daquela necessidade grande de compartilhar. Desculpem os atrasos, falhas e palavras vagas.
São manhãs nada nubladas do lado de fora e completamente cinzentas dentro do peito, tão nebulosas que embaçam a visão e você não quer abrir os olhos por nada. Não chove lá fora faz tempo, mas por dentro há um temporal incessante, insistente, doído. Seu bote salva-vidas está a postos, mas você não sabe como usá-lo: vai se afogar nas lágrimas. Há uma corda bem aqui pra você segurar, mas sua força é pequena, cansada. São dias que te acordam com um tapa na cara e um balde de água fria, após noites mal dormidas e palavras mal ditas, malditas.
O sol brilha através da sua janela rindo da sua cara, rindo da sua sensibilidade enorme e te chamando pra fora, pra vida. Seu sonho é alcançar a persiana e fechá-la sem se levantar, esconder do brilho que não combina nada com seu estado de espírito agora. Hoje quer curtir essa fossa imaginária, esta dor suportável que você não suportou, é fraca.
Sabe, amanhã é outro dia, as pessoas que te machucaram ontem sorrirão pra você e a dor que você sente parecerá ridícula. Só você se machucou, só você sofreu, só você deixou seu dia passar em branco, em cinza. Vamos, enxuga esse rosto, cesse esse soluço e vai lá se derreter debaixo daquela estrela gigante ali fora. Não se entregue tão fácil, por quase nada, por uma culpa que não é sua: te jogaram ela. Acredite que tudo se resolverá, pra eu confiar nisso também. Saia e sopre aquele dente de leão da pracinha: deixe que ele leve toda a tristeza inútil pra onde ninguém possa achar.
Palavras confusas, desconexas. Mas vem daquela necessidade grande de compartilhar. Desculpem os atrasos, falhas e palavras vagas.



















